terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A VÍRGULA E AS VACAS SILICONADAS ...


No final de minhas abençoadas férias bovinas, fui convidada a comparecer ao aniversário da filha de uma vaca, que obrei por conhecer recentemente. Chegando ao evento em questão, e me sentindo um pouco desconfortável, em razão de não conhecer nenhuma vaca presente, exceção feita a adorável anfitriã bovina, é claro, instalei-me de forma casual, em uma mesa de vacas desconhecidas, tendo de imediato requisitado a um dos serventes da tal festa infantil, uma adorável, cervejinha, no intuito de relaxar e me refrescar ...

Imediatamente após o meu singelo “request” ao boi-garçom de plantão, as vacas circundantes se entreolharam com um certo ar bovino de reprovação, como seu eu estivesse em vias de cometer um inominado “pecado mortal”, logo em seguida me questionaram: -Você costuma tomar cerveja com habitualidade ?

Estranhando a seriedade e tom da inesperada pergunta, e esboçando um sorriso casual me limitei a responder: - É claro que sim! -Simplesmente “Adoooro”cerveja, ainda mais em um “Verão-Zão” como esse! – Falem sério, tem coisa melhor ?

O olhar então de espanto e de visível reprovação do rebanho bovino feminino ao redor, foi no mínimo indisfarçável. Fui então, novamente questionada agora sim, em um tom mais inquisitivo: - Mas você não tem medo de engordar, ou de ficar com aquela indesejável “barriguinha” de chopp ? – Bem..... (Divagando internamente, como melhor responder da maneira mais técnica possível...)
–Na verdade, pelo que já li sobre o tema, um copo de 120 ml de cerveja, possui aproximadamente 120 calorias, e portanto quase se equivale a um copo de suco de laranja ... Ademais, se eu tomar três copos da mais adorável “loira-gelada”, “caloricamente” falando, estaria ingerindo bem menos do que 600 calorias, que como vocês já devem saber, equivalem a mais ou menos, a uma barra ínfima do mais vagabundo chocolate !

Percebi então, que sem querer querendo, havia tocado em um ponto delicado, - “O Chocolate”. - e que as tais das vacas em questão, se tratavam de vacas “plastificadas” ou seja: Todas elas, sem exceção, já haviam se submetido a intervenções cirúrgicas de correção estética. Melhor dizendo: Cirurgia plástica mesmo.

Reparando melhor: A vaca que estava ao meu lado, possuía peitos para lá de “rechonchudos” e duros, que desafiavam a gravidade, não parecendo portanto naturais... A vaca da direita, possuía um nariz estratégica e notoriamente arrebitado,(visivelmente adulterado), e para completar, a vaca que se postava a minha frente. Ah! essa era a mais surpreendente, de todas: Tinha ela um sorriso embutido e quase congelado. As bochechas eram salientes demais, sobrancelhas repuxadas demais! Sim, havia ali, algo mais do que uma expressão de antinatural. Em outras palavras: De sobrenatural! Vulgo BOTOX - pensei! – Diante de tais constatações, me controlei então para não gargalhar, tendo de imediato, me vindo a mente um Museu de Cera, que há anos atrás havia visitado em Amsterdã, o “Madame Tussaud” !

E o diálogo casual em meio a essas vacas estranhas prosseguiu quando uma vez mais fui questionada: - Você também aprecia chocolate ? E a vaca aqui de pronto respondeu sem pestanejar, tendo o cuidado de requisitar ao garçom, um mais do que providencial segundo “chopp”, para agüentar aquele papo surreal estético/calórico...

-Bem... A princípio, costumo apreciar tudo o que há de bom na vida, com salutar moderação, como mandam as boas regras de conduta. De fato, não morro mesmo de amores por chocolate, aliás jamais trocaria uma salutar cerveja gelada, um bom vinho ou espumante e/ou até mesmo, uma adorável caipirinha de vodca com limão por qualquer tipo, espécie ou marca de chocolate. Traduzindo: Na contramão da grande maioria da boiada feminina, me classificaria muito mais como uma vaca “Alcoólatra, do que Chocoólatra”!

Semelhante revelação então, soou como algo estarrecedor ... Mas as tais das vacas em questão, ainda não se davam por vencidas, e prosseguiram ... – Mas assim mesmo, você AINDA não tem medo de engordar ? Não preciso referir, que a essas alturas, em meio a uma conversa tão “construtiva, enriquecedora e interessante”, a minha paciência bovina já estava indo pro brejo, me limitei a responder:

-Bem, acho que nunca foi acometida por um ATERRIZADOR MEDO dessa natureza ... Como toda a vaca NORMAL, com vaidade já embutida no DNA, segundo Darwin, por mera questão primitiva de perpetuação da espécie, visando inconscientemente agradar ao sexo oposto, tendo sempre como alvo um “boi-alfa” (- Essa parte acho que elas realmente não entenderam ...), e de saúde, me preocupo sim, em manter uma boa aparência... Mas nada assim muito fora dos padrões da normalidade... Aí uma vaca me interpelou subitamente: - Você é contra a cirurgia plástica? E, eu...: - Não, não, longe disso ... acho até que em alguns casos, além de necessária, se operam “verdadeiros milagres bovinos”, mas no meu caso em particular não vejo muita necessidade não ... Lá pelas tantas, depois de discorrem exaustivamente sob suas particulares cirurgias reparadoras, uma vaca de inópino interpelou:
- Vocês querem ver os meus “peitos novos” turbinados, e a vírgula que fiz no traseiro ? – Estremeci ! – O quê??? - Uma vírgula no traseiro bovino ? Instintivamente em fração de segundo procurei desesperadamente mentalizar uma vírgula...: - Não, não, eu não ouvi dois pontos, se tratava mesmo de uma literal “,” (vírgula) na...na bunda? Como já tinha tomado três copos de cerveja mesmo, e ligeiramente possuída por uma insana e etílica curiosidade bovina, resolvi aceitar o despropositado convite, e conferir “in loco”, a tal da vírgula no traseiro, com direito, é claro a peitos bovinos femininos “siliconados” ...

ABSOLUTAMENTE SEM COMENTÁRIOS ...!
Quanto à vírgula, constatei que não se tratava de nada demais, apenas um pouco de silicone no traseiro, que o arrebita artificialmente fazendo aquela curva artificial, encontrando-se logo após e nada naturalmente com as coxas !

REFLEXÕES BOVINAS SOBRE O EPISÓDIO: Tive a nítida impressão, que as tais vacas, além de haverem se submetido a toda sorte de cirurgias de cunho estético e reparativo, tinham também certamente feito LOBOTOMIA BOVINA!!! E, por instantes, fui acometida de um sentimento de compaixão para com seus bois consortes, que muito provavelmente além de ter de aturá-las diuturnamente, deveriam também ter participado ativamente dos custos de tais cirurgias! Mas, no final das contas, só me restou suspirar : CADA BOI TEM MESMO A VACA QUE MERECE, SEJAM ELAS SILICONADAS OU NÃO !!!







terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Será que estou sensível demais?

Nossa, que delícia entrar aqui e saber de você, minha amiga!

Pois é, verdade, minha vida mudou um monte, mais do que vocês todos imaginam. Não, não deixei de ser vaca, felizmente. Só que agora sou uma vaca casada novamente. Sim, me casei com aquele namorado do ano passado, aquele comentava aqui, aquele que tinha um blog, aquele que me fez rir e me fez chorar.

Nos últimos tempos, ele me faz chorar. E muito. Quase que diariamente, eu diria, hahahaha... O motivo? Queridas vacas, queridos leitores... Conto em breve, prometo.

Bom, vamos ao post prometido. Acho todas as vezes que falei sobre gays aqui, foi para elogiar. AMO meus amigos gays. Um mora na Itália, outro na Inglaterra. Mor-ro de saudades deles. Bom, não é segredo algum que admiro gays de qualquer sexo, que respeito opções, que repudio preconceitos, etc, etc.

Em tempo, já contei para vocês que, aos dezoito, eu fui juíza de um concurso Miss Pernambuco Gay? E que a minha mãe me acha uma mulher-bicha? A-do-ro!

(Adoro, mas não consigo entendê-los, boa parte do tempo. Tipos: se eu fosse gay, homem gay, eu ia gostar de homens com aparência de homem, não femininos... Idem se eu fosse lésbica: mulheres femininas seriam minha escolha. Enfim, acho que os meandros que nos levam a escolher quem nós desejamos é complicado, não é? Quem sou eu para discorrer sobre o assunto? Sexóloga? Psicóloga? Antropóloga? Putz, nem gay eu sou...)

Bom, esclarecida a minha admiração, vamos adiante. Ando tendo problemas com cabelereiros, que, por acaso, são gays ou mulheres. Coincidência? Pode ser. Pré-conceito meu contra meus semelhantes? Espero que não.

Caso número um: fui no salão onde minha irmã corta o cabelo, só para acompanhá-la. Ela ia comprar um produto, apenas. Me apresentou ao profissional que havia cortado seu cabelo. Em vez de dizer "muito prazer", ele disse: "Essa cor não combina com você, esse corte tá muito pesado. Vamos resolver isso?". Eu, pra desespero da minha irmã disse: "Obrigada por sua opinião profissional não-solicitada. Mas não, obrigada". Na boa, dito de outra forma, teria conquistado uma fã.

Outro caso: Estava eu fazendo uma escova. Primeiro, o cara disse que meu cabelo era seco. Depois, que estava oleoso. Depois que precisava de corte. Apesar disso tudo, que eu tinha ficado leeenda, após a escova. Mas que se eu quisesse, ele poderia cortar meu cabelo e fazer uma hidratação modernérrima. Eu agradeci e dispensei os outros seriços, disse que ele era mágico, pois, apesar de tudo, ele havia conseguido me deixar linda... Putz, o cara não entendeu...

Exemplo com cabelereira: Mal me sento na cadeira, ela pergunta: "Vamos fazer um relaxamento nesses cabelos cacheados? Vai melhorar um pouco sua aparência e autoestima". Eu ri. Muito. Cabelos cacheados, moi? Ai, ai, antes fossem.

Enfim, amigos. Não sei se ando perseguida por profissionais do cabelo, se ando sensível demais ou se é apenas implicância minha. Mas até onde eu sei, depreciar uma coisa pra vender um serviço não é uma tática muito eficaz comigo. Deve funcionar com alguém. Comigo, não. Mas isso me parece coisa de mulherzinha invejosa, de vacas desclassificadas, isso de desdenhar, de depreciar... Mas eu posso só estar sendo preconceituosa, hein? Ou sensível demais, sei lá!



 

 

Um olhar feminino sobre o universo... digamos, bovino. Mulheres falando da vida e de outras mulheres.
Mulheres explicando às outras que, querendo ou não, somos todas umas vacas!




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