quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Late, late, que ele está passando!

Gente, o Rô, do Somos todos uns cachorros voltou!!!

Recomendo o blog dele, porque a visão do Rodrigo sobre o que é ser um homem pode nos ajudar a entendê-los. Um pouquinho, pelo menos. Passem lá para conferir!

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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

PARA QUEM E COMO AS VACAS SE DESPEM NATURALMENTE!


Já que um dos últimos “posts” da AP foi sobre o controvertido tema de “Para quem as vacas se vestem”, resolvi trilhar a via contrária, e traçar breves pinceladas sobre “Como e para quem, às Vacas literalmente se despem” !

Pois bem, se despir totalmente da indumentária usual de vaca, diante de um boi novo ou estranho (aqui me referindo aquele tipo de boi com o qual você, nunca teve ou tenha tido nenhuma espécie de contato mais íntimo) não me parece, apesar de toda essa revolução de costumes uma experiência tida como das mais fáceis ! Porque uma primeira vez, há de ser sempre uma primeira vez, mesmo que a vaca seja experiente, e já saiba de antemão tudo o que provavelmente se desenrolará nessa sua nova estréia pré-anunciada com um novo parceiro de rebanho.

É mais comum do que se pensa, que a grande maioria das vacas, em uma situação dessas tida como “nova”, (afinal o boi é outro, e eles nunca são iguais) se vejam invariavelmente, acometidas de uma inicial e passageira inibição e até de uma certa dose de constrangimento e pudor, no ato de se despir.

Afinal, a “estréia” com um novo boi, é sempre uma estréia! E, estréias, em qualquer de suas acepções, costumam sempre vir acompanhadas de um certo nervosismo! Exceções feitas é claro, talvez as vacas da sub-espécie-“vagabas” ou mesmo aqueles tidas como profissionais do sexo, agora até catalogadas na condição de trabalhadoras regulares, pelo Ministério do Trabalho, para as quais o ato em si de tirar a roupa diante de qualquer boi, se mostra equiparável a comer um trivial feijão com arroz !

Mas, nem tanto ao céu, nem tanto a terra, para as vacas do tipo normais ou assim consideradas como “ordinary cows”, o ato de se despir totalmente e pela primeira vez, diante de um novo boi, vem sempre acompanhado de apreensões naturais e próprias das vacas, até mesmo daquelas que se auto-intitulem intimamente de Deusas !

Falando sério, por mais que tirar a roupa nos dias de hoje, possa parecer uma situação corriqueira e comum, e por vezes até, de fato, premeditada e presumível, é sempre um “pouco” sofrido para qualquer vaca, se desnudar pela primeira vez diante de um boi-stranger!

Naqueles minutos cruciais que antecedem a seqüência natural e até previsível dos fatos, antes de se despir para o boi, somos invariavelmente acometidas e até por vezes paralisadas momentaneamente, por toda a sorte de pensamentos absurdos próprios das vacas, do tipo: Será que vou agradar ou impressionar, será que minha “underwear” está adequada, será que o cara vai me achar gorda ou magra, dentro ou fora dos padrões, será que a lei da gravidade não está a me trair, e meus peitos e minha trazeira bovina se encontram à altura desse encontro ?

Logicamente que essas iniciais apreensões de vaca, muito provavelmente irão logo se dissipar, conforme as atitudes apropriadas do BOI ali presente, e no conseqüente desenrolar desse salutar jogo de sedução corporal. Mas uma coisa é mais do que certa: Toda essa sorte de estúpidos pensamentos, no momento de um primeiro encontro bovino mais íntimo, estarão certamente presentes, nas mentes bovinas femininas por mais desencanadas que estas possam vir a ser !

Por essas e por outras, acho mais do que apreciável, que nesses cruciais momentos iniciais de um “desnudamento” comum, por ocasião de um primeiro encontro íntimo, que incumbam aos bois, o comando e a condução dos acontecimentos através da adoção de uma postura carinhosa e acalentadora, até que vaca naturalmente se sinta à vontade, e venha, ou se deixe despir de forma natural e até instintiva.

A regra geral, nesse tipo de situação costuma ser sempre a mesma: Enquanto nós vacas ainda estamos ali, relutantemente de saia ou de camisa, intelectualizando e até traçando elocubrações investigativas sobre o que nos fez parar na cama daquele boi específico, os bois certamente já estarão quase que semi-despidos, e com o seu “treco viril” em riste, como que anunciando e sinalizando suas reais intenções!

E por mais natural que isso possa parecer,até para as vacas mais descoladas, a sutileza, a precisão e a “pegada” de um boi, em uma dessas iniciais horas de tensão, mas de não menos tesão de vaca, além de apreciadas, serão essenciais, e até mesmo, determinantes para que haja um segundo encontro, onde a intimidade já certamente se instaurou naturalmente!

E só então, depois dessa intimidade e porque não dizer, nudez conquistadas, entre um boi e uma vaca, aí todo mundo, certamente poderá se “rasgar” muito mais a vontade !

Parafraseando o invariavelmente machista boi- Nelson, Rodrigues, é claro: TODA A NUDEZ, PRECISA TAMBÉM SER CONQUISTADA!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Para quem você se veste?

Uma vez, quando eu tinha uns dezoito anos, um amigo me disse que mulher não se veste para agradar aos homens." Como não?" - Eu me espantei. "A mulher se arruma para as outras mulheres!" - concluiu o cabra (era pernambucano!), triunfante.

Ah,  luz que o conhecimento nos traz... Não é que é verdade? Mulher se enfeita para mostrar às outras mulheres - concorrentes - quem é que 'está podendo'! Não acredita em mim? Acompanhe meu raciocínio:

Que tipo de homem repara na roupa que a mulher está usando? Sim, pois a avaliação dos homens em termos de vestiário feminino é algo tão profundo quanto:
  • Está bonita.
  • Está gostosa.
  • É fácil/difícil de tirar.
  • Hum, não gostei muito dessa roupa, mas não sei dizer o porquê...
Eles podem até ter noção do que cai bem nas mulheres, mas seus conhecimentos não envolvem moda, cores, proporções e etc... Amiga, generalizando muito aqui, se seu pretendente repara muito na sua roupa, discute detalhes fashion, combinação de peças... Arrume outro!

Homem não liga para a roupa que você veste! Então, se quase qualquer roupa - ou a ausência dela! - agrada aos homens... Fêmeas bovino-humanas se arrumam para mostrar às outras quem é que vai ganhar o macho da espécie. Para causar admiração nas semelhantes. E inveja, claro. Nos vestimos para mostrar às outras quem é a mais gostosa. A mais poderosa. A mais descolada. A mais elegante. A mais fashion. Acredita no que eu estou falando?

Agora, quando o assunto é lingerie há duas possibilidades:
  • Mulheres botam underwear sexy para se sentirem bem consigo mesmas (Amigas, vamos combinar que calcinha nova sempre levanta o astral, né?)
  • Ou para agradar aos homens. Isso explica o uso de calcinhas cavadas incômodas, calcinhas brancas de algodão sem graça aparente, de espartilhos complicados e muito mais. Se bem que, na maioria dos casos, a exemplo das roupas, o que agrada aos rapazes mesmo é a ausência de lingerie...


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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Seres hormonais...

Andamos tão preocupadas em sermos mulheres modernas que acabamos por nos esquecer que somos mulheres. Mas o que é mesmo ser uma vaca-muher? Quem é homem não tem idéia de como é difícil ser uma... É ora estarmos alegres e sorridentes como passistas de escolas de samba, ora deprimidas como personagens de um livro de Dostoiévski... (Homens logo dizem de cara, sem titubear: TPM... Pois sim, depois somos nós que gostamos de generalizar... É muito mais do que isso. A TPM é apenas um sintoma, a pontinha do iceberg)

Meus amigos do sexo masculino, é para vocês que eu falo: acham que é facim assim ser mulher? Mentruar, morrer de cólica. Ter filhos. Não ter filhos. Evitar filhos. Aparentar 10 anos a menos ou murchar como uma ameixa. Estar "pronta para a ação" ou dizer que está com dor de cabeça. Passar do choro mais sentido ao riso mais gostoso em 3s... É ser mulherão. É querer ser mulherzinha, ainda que por cinco minutinhos.

É ouvir cantadas idiotas. Ouvir cantadas perfeitas... É adorar ser descaradamente paquerada. É esperar... Por aquele telefonema, aquela mensagem, aquele e-mail. Aquele dia da semana. Aquela palavra. Ao mesmo tempo é ir à luta pelo que se quer. É não desisitir de encontrar um cara legal. Onde quer que ele esteja... É querer que esse cara legal seja meio bom moço, meio cafajeste, depende do dia, da hora, do lugar, da situação.

Competir por igualdade e, ainda assim, querer ser tratada como mulher deve ser tratada. Ter que se virar nos 30 e ainda achar graça. Sentir necessidade de estar linda, cheirosa e gostosa. Sentir necessidade de ouvir que está/é linda, cheirosa e gostosa. Ser meio santa e meio bruxa. Competir com suas semelhantes e ao mesmo tempo ser ética. Amar e odiar com igual intensidade, tanta, tanta intensidade. Fazer charminho. Dar um gelo antártico. Querer colo e fazer de conta que não. Pedir colo quando não dá mais para aguentar...

O que nos faz tão contraditórias, intensas, interessantes, apaixonantes? Vacas, gatinhas, cachorras e outros animais? Hormônios, amigos. A chave está nos hormônios. Somos todas umas hormonais...

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terça-feira, 23 de outubro de 2007

As vacas invadiram o Rio!


Elas invadiram minha cidade... São 120 vacas e todas lindas! E eu nem me importei com a concorrência, sabia? Não há como não nos encantarmos com elas: são bonitas, vistosas, engraçadas. Eu diria que chamam muita atenção, mas alguém pode dizer que estou com inveja... Umas são bem peruas. Outras, mais intelectuais, têm uma mensagem bacana para dar... E os nomes delas? Um show!

Estou falando das vaquinhas do Cow Parade, a exposição itinerante de vacas decoradas por artistas plásticos que roda todo o mundo. À cada cidade, uma nova leva de vaquinhas decoradas. A do Rio está fantástica, as vacas cariocas são as melhores (nossa, isso soa vagamente como propaganda... não? rs). Vale a pena conferir. Quem não vier à cidade maravilhosa até 26 de novembro, pode, ao menos, dar uma olhada no site e escolher sua preferida aqui. O site também tem a agenda da exposição (se não me engano a Cow Parede vai daqui para Curitiba).

Das que eu vi pessoalmente, a que mais gostei foi a Cow me Now, essa da foto. Tudo em cima, né?


PS: A idéia do post foi do André, do Mente Nada Brilhante. Obrigada!

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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

RELAÇÕES BOVINAS PARALELAS X O COMODISMO BOVINO MASCULINO

Rezam, às pencas, os ditos populares do tipo: Quando uma vaca quer “dar” (leia-se trair), e se encontra determinada para tal, ninguém segura!

Nesse particular, sou guindada a crer que os citados ditos populares tem lá sim o seu “fundinho” de razão, pelo simples fato de se tratar de característica congênita das vacas serem estas muito mais resolutas e determinadas do que os bois, na resolução de questões tidas como de ordem e caráter eminentemente pessoais.

Não estou me referindo aqui, àquelas “pequenas”, mas não menos sofridas quando descobertas, relações paralelas ou como quiserem, traições consideradas como tipicamente ocasionais ou casuais, que os bois, certamente exercitam com bem mais freqüência do que as vacas!

Estou aqui a traçar despretensiosas conjecturas sobre aquele tipo de traição mais clássica e profunda, bem mais ao estilo e gosto do boi - Nelson Rodrigues, ou seja: aquele tipo de traição em que, um determinado boi ou vaca circunstanciais e formalmente comprometidos com outros bois, se envolvem com um terceiro bovino(a), de forma paralela e clandestina.

O recorrente e polêmico tema, me veio a mente, e só por isso vou dividi-lo com vocês, por conta de uma recente confidência de uma amiga-vaca-particular, que permanecerá incógnita por motivos óbvios, que relatou estar atualmente se relacionando com um boi do tipo bem-casado, detentor de curral institucional, com direito a prole, vaca-oficial, sogra-vaca, cachorro e pagagaio!

Segundo o relato da citada amiga-vaca, que pacientemente ouvi, os partícipes dessa relação bovina clandestina, se encontram e permanecem apaixonadérrimos um pelo outro, paixão esta que perdura há quase dois anos! Tudo se desenrolando, nesse nem tão curto assim, espaço de tempo, à margem paralela do curral institucional do boi!

E o boi-casado, a partir de então, parece “não saber mais o que fazer”, vivendo assim na clássica dicotomia bovina masculina: não quer perder a “vaca da outra”, amante voraz e por quem se diz apaixonado até o último pêlo, mas concomitantemente também, não quer desmanchar o castelo/curral pré-existente, tido aos olhos dos desavisados e nele diretamente envolvidos, como o protótipo do “pseudo-curral feliz”!

A infeliz da “outra” vaca, por seu turno, se mantém em infinito compasso de espera, mas já não se mostra mais tão feliz assim, na clandestinidade da relação, porque ser a vaca regra-três, não deve ser fácil mesmo! Já pensaram ter de agüentar sozinha aquelas datas tipicamente familiares Natal, Páscoa, Reveillon e afins, sempre à distância do boi-amado, na expectativa e na espera de uma “brecha” do mesmo?

Pobrezinha da tal vaca, se consumindo em culpas e divagações, por ser uma vaca até então tida como de família, de moral ilibada e decente, que do dia para a noite pode vir a ser tachada de vagabunda, ordinária, só porque inadvertidamente deu um mole pro boi da vizinha, e por este se apaixonou perdidamente ...

Agora me digam: - Sem querer traçar prévios e equivocados julgamentos, pois nenhum boi ou vaca acima de qualquer suspeita, se encontram livres de se “apaixonarem loucamente”, mesmo na condição de comprometidos, a quem cabe dar um cabo e um fim de forma definitiva a citada situação?

Ao boi, por evidente. E porque, o boi atávico, protagonista do “rolo” não o faz?

A resposta me soa mais do que óbvia: -Por comodismo, por sem-vergonhice bovina talvez, mas também pela mais pura inabilidade bovina masculina para a resolução desse tipo de problema.

Pois é, nessas delicadíssimas questões pessoais, a regra geral, é de que os bois, sempre esperarão que as vacas envolvidas resolvam o problema para eles. O que equivale a dizer: O deslinde da questão, de forma definitiva se dará por iniciativa de qualquer uma das duas vacas envolvidas integrantes do triângulo amoroso bovino, mas nunca por iniciativa do próprio boi. Capazes de trair com louvor, mas sempre incapazes de resolver o problema, na prática....

Ou seja: ou a vaca apaixonada se cansa do boi e desiste dele de vez, ou a vaca-oficial descobre tudo e manda ele definitivamente pastar, ou via de regra, induz o boi a desistir da outra, pela manutenção do curral, da prole ou do patrimônio!

MORAIS DA HISTÓRIA: Nesse tipo de história, que vai para chuva, vai para se molhar e até se machucar mesmo ! Por isso, não esperem, nesse tipo de situação iniciativas heróicas e destemidas dos bois, eles são sempre atávicos!

Historicamente, os bois têm se mostrado mais do que capazes para mudarem o destino de Nações, para construírem grandes impérios, para incitarem guerras, e por aí vai, mas em se tratando da resolução de suas próprias questões pessoais, a nisso eles esperam, precisam e dependem sempre de uma vaca mais destemida e resoluta que resolva o “pepino” para eles!

Assim, já que trair e coçar é só começar, antes de se enamorarem por vizinhos(as) de rebanho comprometidos, melhor mesmo, é ter sempre em mente, o final pré-anunciado desse tipo de história, que caberá sempre a determinação de uma vaca, pois para questões pessoais, convenhamos, somos muito melhores e superiores aos bois!

PS: A amiga confidente, saiu choramingando, mas acabou me dando razão, afinal, vaca que é vaca amiga mesmo, precisa mesmo dizer as verdades, por mais doloridas que estas sejam!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

E eu ainda mantenho a fé nos homens...

Não poucas vezes nos acusam, a mim e a DM, de só falar mal dos homens aqui. Calúnia! Fico indignada quando leio isso! Primeiro, que se isso fosse verdade, o nome do blog seria 'São Todos Uns Cachorros'... Mas não. Somos fãs incondicionais dos homens. E falamos mal ou bem de quem merece, homens e vacas, indistintamente.

Mas confesso que me dá o maior trabalho manter a mente aberta e continuar acreditando neles... Quer ver? Senta que lá vem história.

Tudo começou quando eu era pequena... Meu pai me contava que o avô dele, o velho espanhol Manoel Garrido, um belo dia virou-se para minha bisavó e disse que ia comprar cigarros. Foi para a Bahia e não voltou tão cedo. Não deve ter encontrado a marca que queria e foi plantar o fumo, provavelmente, coitado! Depois passou por São Paulo por uns tempos... Voltou para os braços da minha bisavó oito anos depois de ter saído de casa... (Se ela o aceitou de braços abertos? Ao que consta, não. Parece que ficou com pena do velho, que estava doente, e o colocou no quarto de empregada, por caridade. Nota: ela era portuguesa. Com mulher de bigode, nem o diabo pode, dizem...). Eu achava essa história engraçada. Agora que cresci, me dá arrepios.

Homens assim na minha própria família? Caramba! Como é difícil para uma mulher manter a fé nos homens!!! Deus sabe como não me transformei numa neurótica que tem medo de relacionamentos, hahahaha! Não desisiti. Não. E digo mais, continuo fã!

Calma, meninos. Sei que mulheres também traem. Mas como não namoro mulheres, não custumo trair, sou superficial e gosto de generalizar, isso não vem ao caso! rs rs rs

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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

VACAS E BOIS BORRALHEIROS

Lembram-se daquela mais do que clássica historinha infantil, dirigida ao rebanho feminino, intitulada a “vaca-Cinderela”, que graças a um adorável e providencial príncipe boi-encantado, e a seu minúsculo e elegante pezinho de vaca, deixou de ser borralheira e virou princesa do dia para noite?

Pois é, mas em currais tidos como modernos, a sinopse da citada fábula infantil, costuma invariavelmente acontecer às avessas.

A coisa se agrava de sobremaneira, quando as literalmente “vacas-domésticas”, auxiliares de um curral qualquer de classe média, deixam de forma irresponsável de comparecer ao trabalho, acumulando então as tidas como “princesas vacas", toda a sorte de tarefas domésticas.

Não bastasse, nestas condições, as sempre presentes pautas de compromissos profissionais que as vacas modernas agora assumem naturalmente para si, mais os cuidados com a prole, e com o boi-litisconsorte, acumulam ainda essas pobres-vacas-princesas, em situações como a citada (ausência das vacas domésticas auxiliares), o árduo, estressante, alienante e repetitivo, mas não menos indispensável: serviço doméstico do curral. O qual diga-se de passagem só é notado e valorizado, por seus co-habitantes (leia-se bois) quando não realizado a contento.

Pois é, nessa semana que passou (pós-feriadão) me vi literalmente na situação da tal princesa-cinderela às avessas, ou seja, a tal da vaca ficcional, em seu status quo anterior à condição de princesa, a vaca-borralheira, mesmo!

A vaca aqui, literalmente passou, lavou, cozinhou, limpou e exorcizou de todas as formas, a indigesta “neura” da limpeza, tudo por conta de uma vaca de profissão-doméstica que literalmente deixou o curral na contra-mão.

Por conta de tais revezes inesperado, trabalhos se acumularam, o humor e a paciência da vaca baixaram a índices inferiores à zero, o que veio a gerar instabilidades e estremecimentos nas relações cotidianas do curral e no próprio andamento do mesmo.

Assim, a vaca se viu ainda que à contragosto na condição de vaca-borralheira, mesmo calçando sapatos 34! E, o tal do boi-príncipe com o sapatinho encantado transformador de sua condição, não apareceu, aliás sequer deu o mínimo sinal de vida!

Por isso vacas, esperar ou contar com o tal do príncipe em situações como a relatada, só na fábula mesmo. Vida de vaca moderna é ser borralheira, advogada, jornalista, mãe, administradora de empresas (sim, porque gerenciar uma casa equivale a gerenciar uma empresa, resguardadas as devidas proporções é claro), e tudo isso exaure por demais qualquer vaca, por mais pacata, responsável e “prendada” que ela costume ser!

Nesses dias de vaca-borralheira, nutri uma secreta inveja branca dos companheiros de rebanho! Em alguns momentos de fraqueza e raiva, e em meio a tantas tarefas domésticas e profissionais acumuladas, repudiei minha condição de “mulher” gerenciadora de tudo! Queria mesmo era ter nascido boi, batendo solenemente o portão do curral em direção ao trabalho, e o curral que ficasse do jeito que estivesse! Mas aos poucos, a vida foi retornando ao seu ritmo normal (finalmente a vaca da doméstica apareceu), e a repentina loucura de vaca-borralheira passou.

De qualquer maneira, ainda não tive a sorte, de conhecer nenhum boi da raríssima “raça-borralheiro”, se é que essa raça bovina masculina de fato, exista!

Talvez a salvação da espécie bovina, e da perpetuação no tempo de currais institucionais modernos, resida, quem sabe,justamente em cima de tal premissa, dentre tantas outras: Em “bois-borralheiros” que dividam irmamente, e de igual para igual com suas vacas toda a sorte de tarefa !

DM (re-postado por AP, devido a problemas técnicos!)

Para os homens-limão

Se tem um tipinho de homem que me irrita profundamente é o cara mal-amado. Nunca ouviram falar? É, nem eu... Mal-amado é uma classificação que acabei de inventar.

Mas aposto que já escutaram horrores sobre mulheres mal-amadas. As popular e vulgarmente chamadas mal-comidas. Detesto esta expressão. Enfim... precisei usá-la para me fazer entender. Ah, agora sabem do que estou falando, né? São aquelas mulheres que reclamam de tudo, estão sempre num humor muito cáustico ou completamente sem humor. TPM eterna, sabe? Homens - e às vezes mulheres também, quando reunidos em bando, adoram ficar levantando hipóteses e soluções para tanto mau-humor.

Mas, ó, vocês podem até não acreditar em mim, existem homens assim também. Juro! Aos montes! Só que eu não posso chamá-los de mal-comidos, porque vou estar pondo em dúvida a masculinidade dos caras, o que não vem ao caso. Se são homens ou não, problema deles. Na falta de melhor classificação, então, resolvi chamá-los de mal-amados. Eles estão por aí. Pode ser seu chefe. Aquele vizinho que nunca te dá bom dia. Seu irmão. Seu (não desejo isso para ninguém!) namorado ou marido. Aquele cara que comenta no seu blog. O melhor amigo. Ou alguém que vocês nem conhecem e, em nome desse azedume eterno que só Deus sabe o motivo, tentam lhe agredir sem que vocês tenham feito por merecer a porrada. Isso é feio. É chato. E extremamente deselegante. E elegância e educação, meus queridos, não é coisa de boiola.

Não vou propor nenhuma solução para o problema, pois não sei a fonte, a causa. Quem sou eu para fazer isso? Ninguém. Uma vaca que escreve num blog. Depois... Cada caso é um caso. Pode ser azedume causado por rejeição, vai saber. Pode ser falta de sexo, sim, por que não? Pouco dinheiro. Problemas amorosos ou no trabalho. Ou pode ser apenas a índole do sujeito.

Apesar deles... Continuo fã da raça. Precisa de muito mais do que um surto de mau humor para me fazer desistir dos homens. O que me resta fazer? Lamentar que eu não tenha seguido os conselhos de papai. Ao invés de ser jornalista, podia ser psiquiatra. Aí, nessas horas, era só entregar um cartãozinho meu pro cara, oferecendo meus préstimos profissionais.

Em tempo: A Luma, levantou uma ótima bola no seu comentário. A irritação masculina pode ser doença, uma síndrome! Ela deu o link e quem quiser saber mais, lê aqui. Obrigada, Luma!

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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Despidos de imaginação

- Como você está?

- Ué? Já está falando comigo há horas, já perguntou isso... Estou bem, obrigada!

- Não, não é isso. Tá vestindo o quê?


Toda mulher já ouviu (ou leu, sinal dos tempos modernos de MSN) essa pergunta ou suas variações: "Como você está vestida agora?", "Como você se veste para dormir?", etc...

Normalmente - eu disse normalmente, da última vez, colou... mas era um amor antigo, esse nem conta - é uma pergunta que me deixa algo entre embaraçada e irritada. Na boa. Sou uma mulher normal. Gosto de fantasias. Gosto de homens que usam imaginação. Adoro! Mas, perguntar como eu estou vestida para esquentar o assunto? Ai, ai, ai... É falta do que perguntar ou insinuar. Só pode ser. Mas... Acho que o problema não deve estar nem na pergunta, mas no cara que a faz. Porque quem pergunta isso, na maioria das vezes, está querendo forçar uma intimidade que ainda não existe. Comigo, não rola. Imagino que aconteça o mesmo com a maioria das mulheres. Abaixo os despidos de imaginação!

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terça-feira, 16 de outubro de 2007

A princesa encantada

A imagem do príncipe encantado taí. Nos livros, nas novelas, nos filmes. Nos contos de fadas. No imaginário feminino bovino. Até mesmo os homens, embora decididamente não suspirem por um príncipe, sabem apontar as principais características dele: é o cara. É o que, impreterivelmente, liga no dia seguinte. Atencioso e delicado (no bom sentido, meninos!). Eu poderia passar horas aqui apontando as características comuns aos príncipes encantados, embora eu própria não acredite muito neles... O ponto é, com algumas diferenças aqui e ali, o modelo de homem pelo qual as mulheres passam a vida esperando é, basicamente, o mesmo: um homem bacana, mas com acessórios de fábrica e que o tornam o ideal para cada uma.

O que anda me intrigando é que o príncipe não tem o seu equivalente feminino. Nunca vi um homem suspirando por aí pela 'princesa encantada'... E, se ela existisse, como seria? Frágil e dependente, como as das histórias da Carochinha? Moderna, independente, decidida? Boa de cama pra caramba? Gostosa? Aquela que não se importa se o cara vai ligar ou não e que não cobra se ele sumir por uns tempos? Boa dona de casa? A mãe dos seus filhos? Inteligentérrima ou burra como uma porta? Por que nunca se falou na princesa encantada?

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terça-feira, 9 de outubro de 2007

O que o diabo, as Vacas, as Pererecas e Banana com Peperoncino têm em comum?

Quem vem sempre por aqui já deve conhecer a Nana' Hayne, do Banana com Peperoncino... Os comentários dela são sempre muito pertinentes, engraçados e por vezes cáusticos. (Nana, ainda estou pensando em fazer 'aquilo' que vc sugeriu com o ragazzo!)

Ela postou um texto muito engraçado em homenagem às vacas e às perercas. Vale à pena dar um pulinho lá para ler: O diabo só pode ser viado!

Obrigada, Nana! Beijos!

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Dando nome aos bois

Mas uma pérola do meu filhote. Engraçado, mas ele, apesar de ter seis anos apenas, me ajuda a entender os homens um pouco mais... Ou não! Mas me ajuda a aceitar melhor as diferenças... Mas me deixa, sim, com um pouco mais de boa-vontade com a espécie. Por que, ao contrário do que o André diz por aí, não se fala só mal de homem nesse blog. É público e notório que sou fã incondicional de homens.

Nós dois de mãos dadas indo pra escola. Momento mãe e filho... Atrasados, como sempre. Puxo a criança como uma desvairada pela mão. Ele vai me falando um monte de coisa, não entendo/não presto a devida atenção... Judô, Futebol, a-namorada-do-papai, posso-descer pro-play-sozinho-pra andar-de-patins... Até que vêm as palavras mágicas que me fazem parar e esquecer da hora.

- Mãe, tô pensando em dar um nome pro meu p...

A mãe (Eu!) pára. Olha em volta.

- O que, filhote? A mamãe não entendeu.

- Tô pensando em dar um nome pro meu p... - repete o moleque, já divertido com a cara de constrangimento da mãe. Não se esqueçam que estamos no meio da rua.

- OK. - Olhando em volta de novo, mas já morrendo de rir - O p... é seu. Mas me diz. Pra quê? O que você ganha com isso? Ou ele?

- Ah, sei lá. Assim fica mais bacana. Deu vontade. Vou pensar em um nome pro meu b... (Meu filho parece um ex-namorado meu, pernambucano da gota, que sabia todos os sinônimos possíveis para o ... e a ... Uma coisa! Não, o JP nem é filho dele.)

- Pensa não, amor. Mulher acha esquisito esse negócio de homem que põe nome no b...

- É?

- É.

Acho que ele não acreditou em mim... Tudo bem, filho. Mamãe não sabe de tudo, mesmo.

Nem sei sei é verdade. Se todas mulheres acham esquisito ou não. Fabi, tô me lembrando de 'Como Perder um Homem em Dez Dias'. É, deve ter mulher que gosta... Já estou eu generalizando de novo. É isso o que eu faço de melhor... Ah, isso e ser superficial nas minhas análises... Hehehehe!

Eu sei que eu acho estranho. Paca... Acho uma coisa meio bizarra... Não entendo qual é a necessidade. Vínculo afetivo com o troço? Acredito. Entendo. Mas tem que dar nome? Tem dó...

Dou graças por só ter tido um namorado que me contou qual era o nome da coisa. Era americano... I'm sorry... What? Eu ri. Ri. Ri, tô rindo até hoje. Ele ficou achando que meu inglês era péssimo, não se zangou. Ainda veio querendo botar um nome na minha. Opa! Póparandoaí. Nem pensar. Te ajeita, sujeito, como diz minha amiga !

Notaram os ...? É insisto em dizer que sou moça fina, recatada e de família. e é assim que trato assuntos tão delicados como esse. E ai de quem disser o contrário! rs

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segunda-feira, 8 de outubro de 2007

QUANDO AS VACAS DIZEM NÃO, MESMO QUERENDO DIZER SIM !

Bem sei, que para muitos bois, deve ser por vezes, mesmo difícil, entender, algumas particularidades e nuances do universo e da “psique” feminina, em especial naquelas delicadas situações, em que as vacas dizem uma coisa e obram por agir de maneira absolutamente diferente daquilo que falaram minutos atrás.

Questão tipicamente feminina essa, de pensar sobre uma coisa e no momento seguinte dizer e fazer outra. Aliás, comportamento em muito parodoxal ao de nossos colegas bois, bem mais objetivos e práticos em seus propósitos. A citada linha retilínea bovina masculina da AP, talvez muito útil aos propósitos do mundo dos negócios bovinos, mas em termos de relações humanas, absolutamente inócua ...

Mas essa questão em si, não pode inicialmente vir a ser vista como mera “friviolidade” feminina, como muitos bois incautos e desavisados podem estar a pensar. Muito embora não se ignore a existência de vacas, essencialmente frívolas e insensíveis, até mesmo com suas próprias companheiras de rebanho.

Tudo não passa por vezes, de um certo e enrustido “charme bovino feminino”, já que as vacas foram secularmente educadas para resistirem aos bois ao máximo em que puderem.

Por isso, na prática, muitas vezes a coisa parece funcionar assim: A vaca se sente de fato, inicialmente atraída por um determinado boi, querendo até mesmo ficar com o boi em questão, mas contrariamente ao que intimamente está a desejar e a pretender, demonstra aparentar dúvidas, fazendo pouco caso do boi e permanecendo propositalmente arredia e alheia (por puro charme) e por vezes pouco resoluta às ponderações do suposto pretendente colega de rebanho.

Agora convenhamos: Não será talvez esse por vezes mal-interpretado “charme bovino feminino” o que pode tornar o jogo da sedução bovina muito mais atraente e instigante?

Bem sei que em tempos tidos como modernos, quando vacas e bois estão cada vez mais do que fáceis, e abertos uns para os outros, arriscando até a dizer que a grande maioria da boiada, virou mesmo de consumo imediato (fast-food), esse típico charme bovino feminino parece não mais existir ou estar obscurecido por esses novos conceitos de pseudo-modernidade, para não dizer de libertinagem exacerbada mesmo!

Mas qual o boi ou vaca aí, que não sente falta de um certo romantismo e charme no ar, de uma certa dose sutil e sabiamente administrada de dificuldades, quando da conquista de um novo parceiro?

De que por vezes ao se ouvir, um inicial e sutil “NÃO” de uma vaca qualquer, pode este NÃO, estar sim recheado de inúmeros e abstratos significados, que estão a indicar um veemente SIM, logo ali mais adiante?

E porque o boi, nessas circunstâncias não abusa de sua interior intuição e de seu próprio charme pessoal, controlando voluntariamente seus índices de testosterona, mesmo que enrustido de seu ar primitivo e ancestral e não dá uma de macho-alfa, à frente de outros machos?

Sem a mínima dose de charme nas relações amorosas, parecemos estar diante de um estado anestésico de objetividade e superficialidade até mesmo de ordem sexual, o que tem tornado nossas relações sem conteúdo e tediosamente vazias.

Sistematicamente tenho assistido quase que diariamente bois e vacas se queixarem uns dos outros, justamente por essa absurda falta de tempo e paciência, para um processo de conquista e sedução do sexo oposto, mais elaborado!

Assim, sou levada a crer que devíamos retroceder um pouco sim, quando se trata de conquistar parceiros vizinhos de rebanho, restabelecendo-se algumas nem tão antigas regras menos objetivas em sua essência, mas recheadas de pura adrenalina bovina!

Se no fundo no fundo, o que os bois sempre estão a querer das vacas ao final, é mesmo o tal do sexo, e a recíproca não se mostra menos verdadeira, no dias atuais, porque então, para se chegar até lá, no tão perseguido “leito do curral”, não dá para enfeitar e florear um pouco mais esse caminho?

OK. Bois contemporâneos, por evidente, não mais precisam cantar a vaca, através de um discurso pré-ensaiado do boi-Shakeaspere. Isto de fato pareceria um tanto quanto démodé mesmo. Mas de tão inusitado, e surreal para os dias atuais, e talvez até pudesse surtir efeito positivo, vindo a redundar em um retumbante SIM da VACA!

As aspirações das vacas em relação aos bois, não me parecem ter mudado tanto assim, e cantadas sutis e com um certo e providencial charme, podem render muito mais do que se pensa,com resultados e eficácia , e muito, mas muito mais mesmo ao gosto das vacas!

Na via contrária (Tentanto pensar como boi): Por vezes penso, que se eu, fosse boi, também apreciaria uma vaca mais “charmosinha”, que se fizesse um pouco de difícil, ao invés de lidar com uma vaca por demais fácil!

Sim, uma vaca que por vezes me confundisse em meio a um casual SIM e um NÃO! E que elevasse meus neurônios, um pouco acima da questão sexual, propriamente dita! Instigando minha perspicácia, e conduzindo-me a uma mais elevada interpretação bovina masculina, já que a última palavra será sempre da VACA mesmo!

Agora se querem, eventualmente conquistar uma vaca com tudo, só no mole, sem conquista, sem romance, sem um pingo de charme e glamour, com objetividade absurda, sequer um pouco disfarçada: Melhor mesmo é botar o “pinto bovino” na tomada mais próxima! O mesmo devendo servir para as vacas,pois agora já existe até, celular com “vibrador” embutido, nesse novo, moderno e anti-romântico TECNO bovino mundo !

Parafraseando nossa cativa perereca/vaca leitora First Lady, ao invés da objetividade cansativa reinante: Um pouco de “SUTILEZA RULES” nas infindáveis conquistas bovinas, seriam mais do que apreciadas e bem-vindas!


Ciao, ciao, coerência masculina

Vou enfiar o pé na generalização. Desisti de entender os homens. Acho que eu tivesse aceito a idéia de que homens e mulheres pensamos de maneira diferente quando tive meu primeiro namorado (segundo minha mãe, aos três anos de idade!) teria me poupado de um bocado de dúvidas que me acompanham por essa vida afora.

Tá. Isso já foi dito. Homens são de Marte, etc, etc. Homens fazem sexo, etc, etc... Mas, caramba, todos os dias eu me surpreendo ao encarar a verdade: ao contrário do que gostam de alardear aos quatro ventos, homens não conseguem pensar em linha reta!!! Ou será que a linha é tão reta que atrapalha meus pensamentos de mulher, enrolados como novelo , hein? Sei lá. Sou hoje apenas uma vaca indignada.

Tomemos como exemplo prático meu ex-namorado italiano. Voltou do limbo. Me chamou no msn pra dizer que me adorava, que estava com saudades e que não sabia viver sem mim. Assim. Sem nem perguntar primeiro se eu estava bem. Desconfiei de cara: "Não sou tão irresisitível assim!". Ah, bom, perguntou antes se eu estava namorando (homens são fiéis aos seus pares, admito, comovida).

Ele vem para o Brasil na outra semana e quer me ver. Eu (vaca como poucas), quase derretida, mas esperta, disse que ótimo, que nos veríamos, sim, mas apenas como amigos (tradução: não vai rolar, bello!). Aí, coisa toda mudou de figura. Ele lembrou que estava atrasado pro jantar, me mandou um bacci, ciao, amore, depois eu volto e desconectou. Putz, nem pra fingir que não estava interessado apenas em me... (preencham os espaços, hoje eu estou fina!).

Isso é pensar de forma coerente? Ou é tão coerente que eu, na minha condição de vaca e mulher, não entendo? Por que se para fisgar um peixe se usa isca, porque não usar isca para catar uma mulher, hein? Não é que gostemos de ser enganadas. Pelo contrário. Sinceridade é bom e eu gosto. Mas nós, vacas, curtimos um romantismo. Uma floreada. Todo homem sabe. Essa coisa meio homem das cavernas (mim te que quer, mim não consegue, mim vai embora), não dá... Alôu, amore mio!!! Custava continuar com o teatrinho que ele mesmo começou ao dizer que sentia minha falta? Se ele concordasse em ser meu amigo, trouxesse chocolate di Italia e me dissesse com aquele sotaque delicioso que morre de saudades, era muito mais provável que conseguiria um "vale a pena ver de novo". Mas agora? Não. Não e não. Capice?

É... Como diz minha querida amiga que é a mais vaca das pererecas (no bom sentido, linda!) e que também está às voltas com ex-namorados, First Lady Newton... Tecatá!

Por outro lado... Outro ex, lindinho, disse que ainda vai casar comigo. Que fofo... Sou a mulher da vida dele! Todo esse trabalho só para manter na despensa. Não é muito coerente... Não é pensar em linha reta. Mas... (eu, vaca) achei uma coisa fofa. Caso, meu lindo, mas só se for de mentirinha. Me avisa quando pra eu comprar o vestido e chamar minhas madrinhas.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O EFEITO TESTOSTERONA EM VACAS !

Literalmente costumamos ser diferentes dos bois em tudo: Seja na maneira de encarar a vida, na falta, por vezes, de objetividade para a solução de questões corriqueiras (admitam: Bois são sempre mais objetivos para tudo na vida!). Fisicamente, então, nem dá para falar! Mas hoje estou convencida que as diferenças que mais pegam mesmo (depois de anos de leitura e de tentar inutilmente entender os bois) acho que são as hormonais mesmo!

E, partindo dessa questão puramente científica-orgânica-hormonal (testosteronaXestrógeno), todo o resto, até mesmo as questões de maior profundidade psíquica, de qualquer relacionamento bovino, parece hoje se auto-explicar!

Sim, amanheci “meio-científica” hoje, mas as razões para tal se deveram a um distúrbio hormonal, que padeci recentemente, por conta de um inusitado processo de stress físico e mental de que me vi acometida!

Sabe aquele desânimo desolador, quando a vaca já desperta cansada, mas tem um mundo por fazer? Andava assim, desanimada, quase que desmaiando pelos cantos, mas honrosamente e de forma desafiadora até, cumprindo minhas pautas de vaca, de mãe, de esposa, de advogada sempre “atolada” em prazos, de administradora de um curral institucional e por aí vai...

Então, como tudo já estava ficando pesado demais e insuportável, e meu humor andava abaixo de zero, resolvi mais do que providencialmente visitar o meu boi-doutor-gineco, para a tal avaliação preventiva e anual de vaca!

Necessário parênteses - Só para vacas: Vacas, não sei como é o relacionamento de vocês, com o tal boi-doutor-gineco. Sei por certo, que algumas abominam o tal exame, que de fato é para lá de desconfortável e incômodo. Mas, para mim, ir ao doutor em questão, é um verdadeiro bálsamo! Porque o meu boi-doutor é muito mais do que um simples “Boi Dr. Ginecologista”! O cara deve ter feito pós-graduação em psiquiatria de vacas, pois parece entender como ninguém, as verdadeiras aflições, neuras e psiques femininas, muito antes de convidar a vaca, ao “xarope-exame ginecológico” de praxe!

Juro, saio de lá, pisando nas nuvens, me sentindo a vaca mais feminina do planeta, e simultânea e momentaneamente feliz por ter nascido vaca-mulher! Lá me permito falar com o tal boi, durante uma hora, de todas as minhas mazelas íntimas de vaca – as quais, diga-se de passagem, são quase sempre comuns a todas as vacas! Desde as indisposições de ordem orgânica, até do andamento da vida e da relação com os bois conviventes, enfim fala-se de tudo um pouco...

E boi-doutor ali te escutando atentamente, e dando a entender, que quer de fato compreender todas as “nuances” e apreensões femininas de qualquer vaca! Não pude deixar de pensar, em meio a tal consulta: Ah! Se todos os bois fossem assim, e/ou se ao menos se dispusessem a ouvir as vacas dessa forma, que maravilha seria viver em coexistência com os parceiros de rebanho!

Mais do que necessário parênteses comuns a todo rebanho leitor: Antes que alguns incautos(as), maliciem sobre a questão, já vou logo adiantando que, o que de fato me seduz e encanta em alguns profissionais da área médica, é justamente esse tato, essa disposição e psicologia, essa atenção por vezes providencial dispendida a um paciente, que extrapola os limites de uma consulta estritamente técnica!

Sim esta, deveria ser a regra, e não a exceção em todas as áreas das ciências humanas, porque já restou patentemente comprovado, que toda a patologia orgânica, invariavelmente sempre vem agregada a uma questão psicossomática, principalmente em casos de stress de vaca!

Resumo da ópera: depois da análise dos exames clínicos, e em meio ao citado, delicado e humano, sensível e enriquecedor diálogo psicológico travado com o dr. em questão, veio o diagnóstico final. A vaca aqui, em decorrência de “stress”, estava com os índices de testosterona abaixo da média, daí o desânimo para tocar a vida, o cansaço por vezes insuportável, à indisposição e a pouca benevolência para com as questões ligadas ao sexo oposto...

Então, por recomendação médica, comecei a partir de então por usar doses módicas e cutâneas da indigitada testosterona, morrendo de medo de amanhecer vaca barbada, peluda e com mugido grave! Mas aconteceu exatamente o inverso:

Após algumas doses da inusitada “droga bovina típica dos colegas de rebanho” e determinante de quase todas as reações bovinas masculinas, o mundo parecia ter amanhecido de repente, cor de rosa de novo para mim!

A vaca acorda agora “super-dispostona”! Um pouco mais mandona talvez e certamente mais determinada também, como geralmente costumam ser os bois machos...

E os “bois”, então... HUMMMMMMM, agora estou olhando para eles com outros-olhos, eu diria com olhos de testosterona na veia, se é que me entendem. Sim o mundo agora parece mais “caliente”, e com conotações mais apetitosas!

Só por aí, e por sentir a coisa toda na pele, já dá para entender um pouquinho mais de algumas das reações tipicamente masculinas diante do mundo, e das próprias colegas de rebanho...

Muito estranho tudo isso, né? Mas não se preocupem, o “galo-mor” do curral aqui, continua sendo o boi mesmo, e devo confessar que tenho me sentido, nesses dias mais feminina do que nunca!

Mas que estou tomada por uma “força” e disposição estranhas para encarar qualquer “fight-bovina”, isso é fato: PROVÁVEL EFEITO TESTOSTERONA !

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Quando os homens resolvem nos cozinhar...

Deve ser uma caracterísitica do ser humano... Deve estar no nosso código genético, para garantir a subisistência da raça. Do que estou falando? De economizar para os dias de escassez de recursos. Fazemos isso com comida. Com dinheiro. E com relacionamentos... Guardamos relacionamentos para os dias de chuva, de frio, de carência, de solidão, de baixa temporada ou de baixa auto-estima...

Podem reclamar, meninos, do que eu vou dizer agora. Mas homens fazem isso muito mais freqüentemente que mulheres... Claro, guardamos relacionamentos também. Eu já fiz e nem me orgulho muito disso... Mas nós, as vacas, fazemos com uma freqüência beeeeeem menor. E de forma muito, mas muito mais discreta...

Me explico: é coisa de macho isso de marcar território. Fazer xixi em volta. Colocar placa de "Propriedade de Fulano de Tal". E em nome de toda essa macheza inerente à vocês, lá estamos nós, mais amiúde do que gostáriamos, na prateleira da despensa, no fogo brando, no banho-maria, embrulhadas com papel-filme na geladeira ou no freezer (como acontece com a minha amiga-perereca First Lady Newton... Vale a pena a visita!). Tá lá a fêmea marcada, etiquetada e guardada. É dele. E o espera, feito uma Penélope dos tempos modernos. Espera o cara voltar da viagem, ou ter tempo, ou ter vontade, ou ter espaço na agenda...

Recentemente isso aconteceu comigo... Fui armazenada... Na maior cara-de-pau... Agora, até acho muita graça. De tempos em tempos, o cara aparecia para me manter em fogo brando e garantir minha disponibilidade... O que, diga-se de passagem, o fazia com maestria. O cara é bom, nisso, um mestre na cozinha dos relacionamentos: lá estava eu, na despensa, no banho-maria, no freezer... Devidamente etiquetada como propriedade dele. Demorei um pouco pra me libertar... Recentemente, ele me reaparece do nada, com aquele papinho de cerca-lourenço... "Tá com saudade de mim?"... Até estava, sabe? Mas, admitir pra quê? Pra sair de novo umas noites e voltar pra prateleira? Ah, não, obrigada. Estou bem, aqui. Fora da cozinha dele!

Aliás, esse assunto me leva a um outro ponto... Nunca me canso de admirar a capacidade masculina de farejar outros homens cercando "sua propriedade"... É impressionante!

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terça-feira, 2 de outubro de 2007

QUEM NÃ CHORA NÃO MAMA ...


Já deve estar tudo mundo aí, com saudades de mamar, não é mesmo ? Ou de pelo menos de ler mais um novo post nas vacas ! Mas me perdoem, esse recesso vaquístico primaveril, não é proposital, pelo menos de minha parte. É que a vaca aqui, anda literalmente “atolada” de trabalho, e sem tempo para nada, mas nunca pensou em se desgarrar de seu amado rebanho de leitores assíduos!

Bovinos e Bovinas de todas as querências, isso não é propriamente um “post”, ao estilo DM, é apenas um polido pedido de desculpas pela ausência não planejada... A desgarrada da AP, também deve estar passando pelos mesmos problemas... O negócio é mugir em coro, para que essas vacas voltem, ainda que um pouquinho à pacata vida normal de qualquer vaca, que cá entre nós, de pacata é que não tem nada mesmo !

Inspiração nesse mundo de vacas e bois, nunca falta, o que está faltando mesmo é organização no curral das vacas subscritoras .

Por isso já que temos que chorar e penar um pouco para tudo na vida,e aproveitando o refrão carnavalesco, o remédio é chorar um pouco aqui, para que essas vacas voltem a dar o ar da graça!

Beijos em todos, só vim aqui justificar ausência e matar saudades ! Prometo voltar em breve, ainda na semana com texto novo, e patas aparadas !



 

 

Um olhar feminino sobre o universo... digamos, bovino. Mulheres falando da vida e de outras mulheres.
Mulheres explicando às outras que, querendo ou não, somos todas umas vacas!




A calma alma má
A cor da letra
Adão Braga - Corpo, alma e espírito
Adão Braga - Conectado
Aletômetro
All Racing
Apoio Fraterno
Ansiosa e prematura
Avassaladora
Banana com peperoncino
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By Oscar Luiz
Coisas e tralhas - Mutumutum
Colóquio
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Eu sou garota?
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