quinta-feira, 31 de maio de 2007

Vacas - Modo de Usar - Parte 2

Promessa feita é promessa cumprida... Está aqui meu breve manual de instruções para uso de uma vaca. Nota: O seguinte manual é superficial e geral. Pode haver outras instruções... Pode haver vacas que não se enquadram nesses casos...

Ouça. Com atenção. Vacas adoram ser ouvidas. Dispa seus ouvidos dos preconceitos. Não falamos só de dietas, cabelo e roupas. Escute sua vaca e surpreenda-se.

Guarde datas. OK, não precisa saber a data da primeira viagem, da primeira briga, do aniversário da sogra... Mas o básico é necessário: aniversário da namorada e de namoro, casamento ou o seja lá como você define seu relacionamento. Dia dos namorados, lógico, mesmo que você não se veja mais como tal - maridos adoram dizer que não são namorados. Não me interessa como você vai lembrar dessas datas: circule no calendário, use a agenda do outlook, do celular, amarre um barbante no indicador. Mas lembre-se delas.

Elogie. Somos movidas a elogios. Mas não espere ela perguntar se está bonita. Antecipe-se!

Faça-se presente. Muita atenção nesse quesito. Não estou dizendo para você virar irmão siamês da sua dita-cuja... Tem mulher (euzinha, por exemplo) que detesta grude. Tem que acertar a mão, nesse ponto. Isso não tem fórmula, depende de você e dela. O que eu quero dizer é, ligue, apareça. Não suma! Ou ela pode fazer o mesmo!

Surpreenda. Faça pequenas surpresas. Não estamos falando de festas de aniversáro, nem de jóias, nem de pedidos de casamento. Que tal passar na padaria, no caminho de casa e comprar aquele pão doce que ela adora? Cara, você não tem idéia de como uma flor colhida no jardim do vizinho e dada sem motivo algum pode mudar um relacionamento.

Confie. Amigo, se você tem motivos reais para desconfiar da vaca com quem tem um relacionamento, eu lhe digo: está com ela porque quer! Se não tem motivos de desconfiança... Não procure cabelo em ovo!!! Entendeu?

Evite confusão. Não pergunte se a vaquinha amada está nervosa porque está de TPM. Essa é uma das maiores bolas-fora que um homem pode dar!

Partilhe. Alegrias, angústias, medos, esperanças, sonhos. Deixe sua vaca fazer parte da sua vida.

Seja companheiro. Homem adora reclamar que mulher não gosta de futebol, de carros... Inverta o jogo e ganhe uma fã e companheira. E não, "aquilo" não vai cair se você for uma vez na vida ao shopping com sua vaca fazer compras de lingerie... É capaz até de você gostar, bobo.

Viu, não somos tão difíceis de contentar assim... Salvo, claro, umas e outras...

O que mais? Ah... Perfume-se, mulheres adoram homens limpinhos e cheirosos. Faça carinho! Proteja. Seja cavalheiro, o que custa abrir uma porta? Não seja machista... mas seja homem!

Amor, lembre-se de que relacionamentos são vias de mão dupla: o que você faz de legal aqui, deve ser repetido ali. Se sua vaca for do bem, ela retribui tudo de legal que você fizer por ela.

Querido, espero que eu tenha lhe ajudado um pouco. Tem muitas outras coisas que você pode fazer para garantir que sua vaquinha ficará feliz, mas você vai descobrindo aos poucos... Boa sorte! Me liga contando as últimas. Vou ficar aqui, de dedos cruzados por você. Gosto muito de você!

Vacas - Modo de Usar - Parte I

Querido amigo, você me pede ajuda... Me diz, em tom choroso, que vacas deviam vir com manual de instruções de uso... Que não sabe o que vai fazer para ter sua novilhazinha de volta... Que não quer mais viver... Enquanto você se lamenta comigo, não consigo deixar de pensar que homens são tão bobos... Inocentes... Quase estúpidos. Desculpe, amigo, quando me pediu socorro, me abriu a porta para que eu seja franca e que me meta na sua vida. Agora, seja macho e aguente.

Primeiro: Vacas, em geral, detestam homens chorões. Sim, você pode ser sensível. Pode chorar em determinadas ocasiões. Mas bebê-chorão... Nós só aguentamos se são filhos. E olhe lá. Então engole esse choro compulsivo. Seca esse rosto e torce para os olhos e o nariz desincharem rápido. Pô, tanta hora para demonstrar sensibilidade... Durante o namoro, por exemplo.

Segundo: Não tenho uma fórmula mágica para fazer sua namorada voltar... Desculpe, queria poder lhe ajudar de forma mais efetiva. Mas sei que se você ficar atrás dela, só vai piorar as coisas. Lembra da música do Sting? Então, "if you love somebody"... Deixe-a livre, cara. Dá um tempo para ela respirar. Se ela gosta de você, vai se morder de curiosidade para saber porque você se afastou. Será que tem outra? Cansou de correr atrás? Se ela não gosta de você , pelo menos terá a certeza de você é um cara bacana e maduro, que respeitou a decisão dela.

Terceiro: Você fez merda. Admita. Esse é o primeiro passo para sua rendição. Putz... Ciúme demais é um saco! Não tem santa ou vaca que aguente, cara. Reclama da saia, do telefone, do amigo, do irmão... Do irmão? Tem dó. Podava a menina feito um jardineiro enlouquecido poda um arbusto. Desconfiar demais é o primeiro passo para ser corno. Me admiro que ela tenha terminado antes de lhe enfeitar a cabeça com um belo par de "gaias", como dizem lá em Recife, terra dela...

Agora estou com um pouco de pressa, tenho que sair correndo. Mas prometo que vou fazer um pequeno e superficial manual de instruções para uso de sua vaca. Se vocês voltarem, ótimo. Se não, use com a próxima.

Me desculpe a franqueza e saiba que meu ombro está aqui. Beijos.

terça-feira, 29 de maio de 2007

SETE

DESAFIO SETE X SETE BY VAN (Meu Deus, quarenta e nove coisas ...)

Mas afinal não podia ficar fora dessa, né Vaquinhas e bois de plantão ! Então SETE QUALQUER COISA PRÁ VOCÊS, para os Místicos, um número cabalístico, envolto em mistérios,aí vai:

SETE PAIXÕES:

1)Meu filhote acima de tudo !
2)Beijo na Boca do Bovino que amo!
3)Sorrisos Sinceros
4)Amigos leais
5)Viagens e livros...
6)Música a qualquer hora, lugar ou momento!
7)O Internacional de Porto Alegre (Timão do Coração)

SETE COISAS QUE FARIA ANTES DE MORRER:

1)Voltar a Europa
2)Viajar, viajar e viajar, às vezes sem destino e para lugares inusitados ...
3)Amar, amar, amar
4)Escrever um livro de memórias talvez, tipo autobiografia (batida mas autêntica, acho que comum a todos os “blogeiros”)
5)Certamente iria mais a praia, ver o sol nascer e se pôr ... Adoro crepúsculos ...
6)Me permitiria muito mais “tudo”, ao invés de viver preocupada, com o bem estar de tudo, e de todos;
7)Ser menos neurótica com limpeza ...


SETE PRAZERES IMPAGÁVEIS:

1)Namorar com muiiiiita paixão!
2)Assistir as evoluções e brincar com meu filhote ...(Corujice bovina)
3)Escrever um texto maravilhoso!
4)Sentir orgulho de mim mesma por algo legal que fiz ou realizei
5)Comer tudo o que gosto e não engordar
6)Beber muito vinho no inverno e chopp no verão, e minhas caipirinhas de vodka sempreeeeee ! (Sou vaca etílica sim!, mas com moderação é claro!)
7)Ler os comentários do Blog e os blogs preferidos!

SETE COISAS QUE ABOMINO:

1)Vacas e bois falsos
2)Sovinice bovina
3)Bovinos pedantes e pernósticos
4)Qualquer tipo ou cometimento de injustiça
5)Mentiras
6)Bagunça acima do tolerável
7)O Time do Grêmio de Porto Alegre (rival incondicional)

SETE ASPIRAÇÕES:

1)Assistir meu filho se tornar um homem de bem e resolvido na vida
2)Mais tempo livre, para desfrutar melhor a vida
3)Uma melhor estabilidade financeira para concretizar alguns pequenos sonhos materiais ...
4)Paz de espírito “All the time”!
5)Um mundo mais tranqüilo ...
6)Me apaixonar mil vezes ainda que pelo mesmo cara!
7)Fazer de tudo com paixão !

SETE COISAS QUE ACHO QUE FAÇO BEM:

1)Cozinhar, modéstia à parte, quando me disponho é claro !
2)Escrever, se não morria de fome como advogada
3)Falar palavrão na hora e local apropriados
4)Receber em casa
5)Dar carinho aos que prezo muito, especialmente no filhote
6)Chorar (cancerianas choram por qualquer coisa...)
7)Simplesmente amar ...


SETE COISAS QUE NÃO FAÇO:

1)Amo vinho, mas não como uva nem morta ! (Trauma de infância ...)
2)Fofoca maldosa
3)Guardar segredos(Sou péssima nisso, mas continuo tentando !!!)
4)Ser descortês, grosseira ou mal-educada com qualquer pessoa
5)Lamentar os erros do passado
6)Me arrepender de tudo o que já fiz!
7)Mentir

Quero ver vocês “pintando os sete” também, queridos leitores !

Eu, a AP e a Van, já fizemos a nossa parte... agora é com vocês !
Beijos
DM

Você não me entendeu...

Querida, não disse que minha mãe não pode ser uma vaca... Ou que ela não era normal. Disse que não quero que ela revele seu lado vaca para mim.

Não disse que ela não teve/tinha/tenha/terá uma vida sexual (me poupa, DM, desde os cinco anos de idade - sim, meus pais tb eram descolados! - sei de onde vêm os bebês...), só disse que não quero saber. E duvido que você ache interessante saber detalhes picantes sobre a vida sexual da sua mommy... Duvido!

Depois, amiga, a minha fase de complexo de Electra já passou. Não tenho ciúmes de minha mãe com meu pai há uns trinta anos... Estou apenas levantando a bandeira do "faça o que quiser, mas não me conte!". Ou pelo menos "me conte, mas omita os detalhes!". Ou será que não tenho o direito de não querer o tomate??? Um beijo!

segunda-feira, 28 de maio de 2007

MÃE É VACA SIM, E ALGUMAS PODEM SER VAQUÉRRIMAS ....


Com todo o respeito as sensíveis e carinhosas ponderações da AP, infelizmente tenho de discordar. Mães são mulheres “normais”, com o adicional de que um dia pelo curso natural da vida, se tornarão as nossas “mães”. Mas só por esse detalhe, certamente nunca deixaram de ser “vacas” na essência, porque viraram nossas “mamães” da noite para o dia, e/ou porque passaram a carregar desde então aquele “estigma-maternal” de protetoras, certinhas, respeitáveis, provedoras e administradoras de um lar .

O que os leva a crer, que muda na essência dessas hoje senhoras, não menos “vacas” que nós e, por certo respeitáveis que já criaram seus novilhos?

Nada, absolutamente nada, continuam vacas e pronto, talvez umas mais, outras menos, mas um pouquinho de “vaquice” todas elas tem, ou já tiveram.

Uma coisa deve ficar clara para vocês de uma vez por todas: O adjetivo “vaca” metafórica e carinhosamente usado neste blog, transcende a natureza e a essência femininas pois tem o propósito de desnudar com desprendimento e humor, todas as particularidades boas e ruins de nós mesmas. E uma delas, é admitir que exercermos diuturnamente nossa “vaquice” natural, seja para o mal ou para o bem, conforme o caso ... Portanto é básico: Continuaremos vacas, para todo o sempre, mesmo quando nos tornamos, mães, filhas, avós, tias, sogras (Ai, ai, essas vacas!), etc ...

Uma vez esclarecidas essas questões, não deve assim ficar difícil admitir que todas as nossas respeitáveis mamães, vovós, bisavós e tias, por certo em seus tempos de juventude, e porque não dizer até nos dias de hoje, já exerceram ou continuando exercendo sua “vaquice” congênita e natural !

Exemplo prático/pessoal: Descobri que minha mãe era literalmente uma “vaca” (leia-se mulher absolutamente normal que pode ser boa ou má), na adolescência, quando pela primeira vez questionei minha adorável “progenitora” sobre a origem dos “bebês” ...

Ela como “vaca de vanguarda” que era, um tanto quanto incomum para época (Mamãe sempre foi mais moderna que as outras, um dia talvez conte para vocês) não fugiu do assunto e discorreu sobre o tema com uma naturalidade de espantar !

Aliás, na ocasião em questão, quem se espantou foi eu mesma, e de pronto retruquei: - Mas tu mamãe, fizeste isso tudo, mesmo ? (Leia-se sexo).

Ela de imediato e sem pestanejar me respondeu: - E como tu achas que estas aqui e agora conversando comigo ? Por “hosmose”? “Geração espontânea, talvez” ? Ou depois de tudo o que te falei, acreditas ainda que viestes de uma cegonha ?

Devo confessar a vocês, que na época fiquei meio chocada,não conseguindo imaginar, como ela, minha mãe tivesse tido “a coragem” de fazer sexo com o meu pai ... Eu na época, deveria ter uns 10,11 anos, e não podia imaginar uma cena dessas, ainda mais com meu pai e minha mãe como protagonistas da coisa toda!

Pois é gente, mas me digam da onde a gente tira uma idéia absurda dessas, de que nossos pais são assexuados e ou porque no dia se tornaram “nossos pais”, devam deixar de continuar exercendo a sua sexualidade, do jeito que melhor lhes aprouver ?

A condição de ser mãe ou pai, por um acaso deve inibir a nossa sexualidade?

Por evidente que não, então porque não “aceitar” e/ou ouvir sobre os “casos” deles ? Tudo bem, certos detalhes, podem até chocar alguns, mas qual o problema nisso tudo, e quais as razões de se complicar as coisas. A vida de nossos pais, como a nossa continuará no seu rumo natural.

Portanto, despertem para mais uma questão básica: A vida de nossos pais, hoje certamente, se mostra muito mais curta do que a nossa, então, porque não deixarmos essas “velhas senhoras vacas e velhos senhores bois” continuarem ainda vivendo sua própria vida em sua plenitude, já que seu papel de pais junto a nós, de uma certa forma já se cumpriu?

Atentem-se: Pai é pai, mãe é mãe, e essa condição ninguém tira deles, mas que nenhum deles é “imaculado”, por ser pai ou mãe, a isso não é mesmo, senão a gente não tava aqui, não é mesmo ?

Conselho de Vaca-Mãe: Já está mais do que na hora de vocês, perderem qualquer preconceito, se é que ainda o tenham sobre o tema, não deixando de passar a seus futuros novilhos, idéias corretas sobre a vida como ela exatamente é ! Assim, deixem seus pais namorarem a vontade, e se puderem ajudem e todo mundo fica feliz !!!!

Pois se assim não for, sugiro a vocês urgentemente, uma estratégica corrida a um boi ou vaca-psiquiatra próximo, para um tratamento de choque em seus complexos mal-resolvidos de “Édipo ou de Electra”, conforme o caso.

Um “ciúmezinho” básico de papai e mamãe é mais que natural, mais do que isso, só tratando mesmo, e com “camisa-de-força” !

DM

terça-feira, 22 de maio de 2007

Mãe é mãe, não é vaca!

Já disse e repito, vocês não vão me ver aqui chamando a minha mãe de vaca. Ah, não. Ela já me disse, assegurou, jurou que é vaca, vaquíssima. Já quis me convencer que a vaca que sou, só sou porque saí dela. Não me interessa, mãe é mãe, não é vaca. Ou pelo menos, a nossa mãe nunca é vaca...

Pois. Minha mãe é viúva. Durante um bom par de anos, depois que meu pai morreu, disse que já tinha tido a cota dela de homens. Eu e minhas irmãs sempre demos força para a mami namorar. E ela irredutível: não, não, não.

Passados uns anos... eis que minha mãe, digamos, renasce para a vida. Beleza, era isso que a gente queria. Ela está mais nova, bonita, cuidando da aparência. Quer namorar. E o pretendente (sim, há um pretendente!), foi devidamente aprovado pela família.

Então, você deve estar se perguntando, qual é o problema? Cadê o drama? O problema é o tomate. O too much information... Dar força é uma coisa, eu dou. Mas não quero detalhes. Não quero saber de nada. Não pedi para saber se minha mãe sabe das coisas da vida. Mas ela, ah, ela quer compartilhar. Eu, hein... Tô a fim de saber, não. Para mim, minha santa mãe é aquela que me pariu (e às minhas irmãs, todas três concebidas sem pecado, hahaha!). Que era casada com me pai. Que me ensinou que eu tinha que me valorizar, que eu não desse na primeira noite, que eu aprendesse a cozinhar e lavar e passar e que tivesse a minha profissão. Só, pronto, basta. Já é coisa pra caramba! Mas minha mãe vaca... Ah, sai prá lá.

domingo, 20 de maio de 2007

Cinco programas imperdíveis no Rio

Estou cumprindo a ordem dada pela querida Beth do She's Like the Wind e dando cinco dicas do que fazer no Rio de Janeiro, a minha cidade.

Esqueça tudo de ruim que você ouve sobre o Rio de Janeiro. Sim, para divertir-se um pouco nessa cidade é preciso ter memória curta. Nada de lembrar das notícias horripilantes de ontem do Jornal Nacional... Então, lembrar de quê? Ah, sei lá, que tal das lindas músicas que fizeram sobre a Cidade Maravilhosa? Há toda uma trilha sonora para embalar a sua visita.

Confesso que não sou uma carioca muito lá muito à vontade. Morei por sete anos em São Paulo, sempre morrendo de saudades do Rio. Agora, já de volta há dois anos, ainda não me sinto em casa... Mas, não se engane com meus comentários. Apesar do caos, da sujeira e da insegurança, não me pergunte como, nós, os cariocas ainda temos orgulho de nossa cidade.

Está vindo para o Rio? Arme-se... de paciência... O trânsito é um caos. Dirigir aqui é chaaaatooo. Não me entra na cabeça como uma cidade que pretende ser turística pode ter serviços e atendimentos tão ruins!

Mas - que bom que sempre há um mas... - as paisagens são de perder o fôlego! O contraste de montanhas e mar é... sublime! A natureza foi generosa demais com essas bandas de cá. O povo é caloroso, hospitaleiro, bonito... O carioca gosta de ajudar. Pode pedir informação tranquilo: um carioca é capaz de sair do seu caminho só para lhe ajudar a chegar no seu destino.

Quanto às dicas... Há tanto o que fazer aqui... É difícil escolher poucas. Mas tentei fugir ao máximo do padrão. Escolhi lugares que realmente gosto de ir. Espero que gostem.

1- A Pista Cláudio Coutinho, na Urca é um lugar fantástico para passear, correr, caminhar, pensar na vida... Dá até para paquerar. O lugar consegue reunir beleza natural, vista deslumbrante e o principal: segurança, pois está localizada dentro de área militar. Um show à parte são os micos (saguis, se não me engano...), que convivem com os frequentadores do lugar na maior tranquilidade.

2- Esqueça o preconceito em casa e vá direto à Feira de São Cristóvão, no, outrora imperial, bairro de mesmo nome. Lá é o Nordeste no Rio de Janeiro. Uma delícia arretada! Comidas e bebidas típicas (esqueça a balança!), artesanato e, para quem gosta, muito forró!

3 - Acabou de sair da praia ou da balada? Que tal um suco de frutas para repor as energias? Cariocas têm fama de gostar de cuidar da saúde, do corpo e da alimentação. Então, as casas de suco são muitas. Eu ousaria dizer que são uma intituição da cidade! Os sumos da Bibi Sucos são famosos, deliciosos, saudáveis e geladíssimos. Minha dica é o de coco com abacaxi.

4 - Vir ao Rio e não ir ao berço da boemia da cidade é como ir a Roma e não ver o Vaticano (desculpem-me pelo lugar-comum, mas é verdade). A Lapa ferve! Não dá para indicar um lugar na Lapa... Pois lá todos encontram um lugar onde se sentem à vontade. Não é modo de dizer. Todas as turmas, tribos e galeras estão em casa no bairro que já foi chamado de Montmartre Carioca. Há lugar para os amantes do samba, do blues, tecno, forró, rock. Há intelectuais, turistas, artistas e, claro, cariocas. E na hora que der uma fominha, experimente a empada aberta de bacalhau do pé-limpo Belmonte... É de comer rezando!

5- Pode até ser programa de turista, mas eu adoro. Ir à Feira Hippie de Ipanema é uma delícia! Das nove da manhã às seis da tarde, sempre aos domingos, na Praça General Osório. Obras de arte, bijus, jóias, brinquedos, roupas... Um verdadeiro shopping ao ar livre. O que menos se vê por lá são hippies. Uma dica? Nunca aceite o primeiro preço! Pechinche. Apele, diga que não é turista, se for necessário. Sei que não se pede desconto em obras de arte, mas a galera de vez em quando exagera...

No mais, não carregue muito dinheiro no bolso, evite as Linhas Vermelha e Amarela à noite... Reze ao Cristo Redentor pedindo proteção, tome um chopp gelado para descontrair e contamine-se com o clima delicioso da cidade. Bem-vindos e divirtam-se.

sábado, 19 de maio de 2007

ABOUT SAMPA ESPECIALMENTE PARA SHE’S LIKE THE WIND !

Aprendi a descobrir São Paulo, a “Big Apple” tupiniquim, por força de circunstâncias pessoais. Sim, devo confessar, me apaixonei, perdidamente por um paulista, e aí me mudei, por opção, de mala e “cuia” para São Paulo! Foi uma aventura e tanto, sair de Porto Alegre, depois de uns trinta e poucos anos, e em especial do Rio Grande do Sul, um estado um tanto quanto “diferente” do resto da Federação por suas peculiaridades regionais, eu diria européias e “portenhas”. Sim, ainda hoje acredito que “gaúchos” por conviverem diuturnamente com duas fronteiras geográficas entre Uruguai e Argentina, e ainda por seus precedentes históricos, tem mais noções do que venha a ser “América Latina” ! Assim minha mudança para Sampa, se constituiu em uma mudança bem radical de vida para mim, pois mudei tudo! Mudei de marido, de cidade, de trabalho, enfim ...

Mas hoje, passados mais de dez anos, de convivência diária com esse inusitado universo e território paulistano, e atendendo a solicitação de nossa adorável vaca leitora “Beth”, autora do maravilhoso “She’s like de Wind”, vou discorrer a vocês sobre alguns dos lugares maravilhosos que descobri e desvendei com meu paulista particular, evidentemente em “Sampa”.

Então aí vai... Preparem-se para descobrir um pouco dos segredos de Sampa, by uma vaca gaúcha!

Introdução: (Se faz, necessário, paulistas são um “rebanho” mais formal ...)

São Paulo, por ser a maior metrópole da América Latina, abriga uma grande diversidade de etnias. Aqui, diferentemente do resto do País, houve uma grande imigração de italianos, japoneses, sírio-libaneses, israelenses, etc., além de uma grande migração de pessoas de todos os estados, principalmente do Nordeste, pelo chamativo apelo da opção de trabalho. Isto resultou para a cidade em si, em uma grande miscelânia de culturas que convivem conjunta e harmonicamente em um mesmo lugar. Tudo isso torna Sampa, uma “salada” adoravelmente “diferente”, e talvez um pouco desprovida de cultura local nativa, o que não lhe tira em absoluto, o charme ...

Apesar de em um primeiro momento parecer tratar-se de uma metrópole fria, “cinzenta” e árida, para um turista mais desavisado, há infinitos lugares para se visitar e conhecer aos poucos, justamente por conta dessa diversidade cultural.

Assim, São Paulo em meu particular modo de ver, além de ser a capital do “bussiness”, é também um dos maiores pólos gastronômicos do planeta, onde você poderá por certo, apreciar com certa facilidade e algum dinheiro é claro, pratos de grandes chefes renomados da cozinha internacional, bem como toda espécie de culinária regional dos quatro cantos do País, além daquelas especialidades culinárias caseiras trazidas pelos citados imigrantes. Arrisco a dizer, sem exagero, que é a melhor cidade do mundo, para se exercer o pecado da “gula”, e outros pecados também, é lógico ... ! (Pensaram em luxúria, não é ? Mas pensem em soberba também, é repleta de Albertos e Albertas ...)

1 - DICAS CULTURAIS:

MUSEU DO IPIRANGA, MASP, AVENIDA PAULISTA, CENTRO ANTIGO (PÁTIO DO COLÉGIO), CATEDRAL DA SÉ/MARCO ZERO, MOSTEIRO DE SÃO BENTO (Onde ficou o Papa) TEATRO MUNICIPAL, VALE DO ANHANGABAÚ, MERCADO MUNICIPAL – AS ESTAÇÕES JÚLIO PRESTES (Sala de Música), E DA LUZ (Museu da Língua Portuguesa), ambas confrontando o antigo da arquitetura com o moderno dos trens.

Vindo a São Paulo, vocês não podem deixar de conhecer o Museu do Ipiranga com seus belos e adornados jardins, no melhor estilo do Palácio de Versalhes de França. O museu, com ares “palacianos”, impressiona. É uma construção muito bonita, sem falar da sua importância histórica, às margens do riacho Ipiranga, onde se deu a proclamação da independência do Brasil de Portugal, por Dom Pedro I.

Ainda na linha “museu”, indicaria o Masp, em frente ao Parque Trianon, em plena Avenida Paulista, a qual também não pode deixar de ser vista por sua “magnitude”, fortemente associada ao poder econômico de São Paulo.

O centro antigo de São Paulo, apesar de ter todas as características negativas peculiares de qualquer “centro” de cidade do País, merece também uma detalhada visita!, principalmente agora com a recente Lei Cidade Limpa. Prédios altos e antigos, luminárias da década de trinta. Ainda no centro não dá para deixar de ver a Catedral da Sé, onde em frente fica o marco zero, ponto central da cidade, o Mosteiro de São Bento, onde monges franciscanos cantam cantos gregorianos, o Pátio do Colégio, que também é um museu, onde começou São Paulo. A vista do Vale do Anhangabaú, onde se vê o Viaduto do Chá, realmente um cenário imperdível, por sua grandiosidade e beleza. Ainda no centro, vale também dar uma passada no Teatro Municipal, e na volta deste, conhecer a Estação Júlio Prestes, bem como a da Luz. Não se esqueça de comer o tradicional pastel de bacalhau e o sanduíche de mortadela no Mercado Municipal contemplando os vitrais da década de trinta.

2- BAIRRO LIBERDADE:

É o famoso bairro dos japoneses, e também fica no centro. Esse bairro inusitado vale a pena ser visitado, por nos dar a sensação de estar em País de cultura oriental. Para quem conhece Nova York ou São Francisco, parece o “chinatown” deles, embora aqui, com predominância de japoneses, é claro. Bom para mim, orientais são todos meio parecidos mesmo! Tem coisas diferentes lá para se ver e comprar, e com preços bastante atrativos. Da última vez que estive lá com meu filho, ele só perguntava - Mãe, quando a gente vai voltar para São Paulo? Achando que estivesse em outra cidade ... HÁ HÁ HÁ.

3- DICAS DE CONSUMO:

Para quem gosta de gastar dinheiro, você está no lugar certo. Há opções para todos os bolsos. Dos mais caros aos mais populares.

Para vacas e bois de fino trato, um passeio pela “Rodeo Drive tupiniquim”, na Rua Oscar Freire, nos Jardins é a dica para quem aprecia grifes e marcas famosas, sem falar na “desmensurada” e igualmente famosa boutique “Daslu”, agora perto da marginal Pinheiros, palco de ricos, famosos e televisivos ... (Diferente, chique, charmoso, mas muito caro também ...)

Para os menos abonados, mas não menos descolados, sem qualquer preconceito, indico a Rua 25 de março, pela diversidade de coisas que se vê por lá, além do Bom Retiro e do Brás, locais preferidos dos “sacoleiros de plantão”.

Ah! São Paulo tem milhões de shoppings um ou mais para cada bairro, mas nesse particular, Shopping Center é tudo igual, em qualquer lugar do mundo !

4 – DICAS GASTRONÔMICAS:

Na minha opinião é o que há de melhor em Sampa! Come-se de tudo, se você quiser comer lagosta, bacalhau, churrasco, comida italiana, japonesa, vietnamita, portuguesa, indiana, tailandesa, árabe, grega, francesa, mediterrânea, etc.... Enfim, a diversidade é enorme, também para todos os bolsos e gostos. Mas lamento informar, qualquer jantinha e/ou almoço em um lugar legal, saí sempre caro ... Mesmo assim vale a pena experimentar! Não deixem de conhecer as cantinas e pelo menos uma pizzaria paulistana, - a melhor do mundo, ganha até dos italianos, que aliás tem muitos por aqui, e uma Pizzaria é mais legal que a outra! “Mamma mia” ! Depois corram para a academia, ou façam a pé novamente o “tour” pelo centro da cidade, para perderem as calorias de tudo o que comerem ...

Os bares e botecos de São Paulo também são extremamente legais, há uma diversidade de bares temáticos que vale a pena conhecer ... Não vou aqui indicar nenhum lugar específico porque são muitos, e comer e beber varia conforme o gosto pessoal de cada um, mas, se alguém quiser cruzar as famosas esquinas da Ipiranga com a São João, dêem uma parada no tradicionalíssimo Bar da Brahma, que vale mais que as esquinas.

A comida é tão boa aqui que, como gaúcha arrisco a dizer que a melhor carne de churrasco que comi foi aqui ! Me perdoem gauchada, mas é uma realidade constatada, os paulistas, com louvor profissionalizaram e sofisticaram até o “churrasco” .

5 – NATUREZA:

Neste item específico, Sampa deixa muito a desejar, por suas próprias características de metrópole! Mas por incrível que pareça a cidade possui vários parques como o do Ibirapuera, Aclimação, Estado, o Horto Florestal, o Jardim Botânico que oferecem um pouco de verde.

O parque Ibirapuera é bonito e bem grande, vale uma caminhada ou “bicicletada” que você até aluga por lá! No parque tem também, a Oca onde atualmente está em exposição “O Corpo Humano” com órgãos dissecados eerhh ! o Planetário e o Museu de Arte Moderna (MAM), que merecem ser visitados, além do Pavilhão da Bienal, onde acontece o evento artístico que recebe o mesmo nome do Pavilhão, é lá que se dá o famoso evento de moda “São Paulo Fashion WeeK”. Há sempre exposições legais a serem vistos por lá.

Mas se querem natureza mesmo, aí necessariamente terão de sair de São Paulo, rumando para o litoral ou interior. As estradas do Estado de São Paulo são as melhores do Brasil, realmente de 1º mundo mesmo. Vale a pena conhecer Santos, Guarujá, o Litoral Norte todo. A paisagem no trajeto é magnífica, e a estrada sem trânsito é show ! Atentem-se: Eu disse sem trânsito! Os engarrafamentos de São Paulo é o que tem de pior.

É romântico descer a serra de São Paulo rumo ao Litoral pela velha Anchieta, cantando por exemplo aquela velha música do “rei” Roberto Carlos “As curvas da Estrada de Santos”. (Acharam meio brega, não é? Mas é pra lá de divertido!) Agora se optarem pela nova Imigrantes os túneis são lindos, não perdem em nada para os que vi na Suíça ... (Vaca viajada, é outra coisa, não é mesmo !!!)

Gente, São Paulo é muito grande, não dá para contar tudo em cinco itens, mas acredito que, pelo menos de forma sucinta relatei algumas das coisas que a cidade tem de melhor!

“Welcome to Sampa !”

DM

quinta-feira, 17 de maio de 2007


AS VACAS E BOIS ROTULADOS DE “EX” - (ESPOSAS(O), NAMORADO(S), ROLOS)


Segundo melhor definição o prefixo “ex” anteposto e ligado por hífen a qualquer substantivo, significa "corpo", profissão ou estado que se deixou de exercer. A definição portanto é clara e não comporta dúvidas, em qualquer circunstância. “Ex”, é “ex” e ponto !

Repisando: Estado, “corpo”, que se deixou de exercer, algo que de forma definitiva passou, que foi deixado para trás, que acabou, que foi superado.

Assim, diante dessa inequívoca definição, a boa razão mandaria, que quando nos tornássemos um “ex” de qualquer coisa na vida, o correto seria tocar a vida para frente, sem olhar para o que se passou, até porque tem sempre uma boiada atrás da gente, e se não corrermos atrás de nosso próprio bem, sofremos o sério risco de vir a ser atropelados “pela boiada da vida”, que infelizmente não para de passar !

Mas a vida bovina na prática, está a nos mostrar, que parece que ainda existem vacas e bois, que permanecem não estar conformados, com o seu novo “status quo” de “ex” sob qualquer enfoque.

Que pobres de espírito e infelizes são esses bois e vacas!

Me refiro aqui, especificamente, aos “ex” de qualquer vaca ou boi, que mesmo guindados a tal condição, como já disse - por circunstâncias particulares da vida - insistem por vezes, de forma maldosa e maléfica em assombrar a vida do bovino(a) que obrou por deixá-los para trás. Juro, por mais que eu tente, não consigo entender essas vacas e bois inconformados “ad perpetuam !”

Afinal de contas convenhamos, toda vaca ou boi normal, pelo menos uma vez na vida, já foi um “ex” de alguma coisa. Já fomos ex-adolescentes, ex-universitários, ex-vacas virgens,ex-empregados(as), sendo certo que no jogo da vida amorosa, já fomos e somos ex-namorados, ex-esposas e ex-maridos de alguém !

Então porque não aceitar essa condição, e seguir em frente diante de sua própria vida, sem azucrinar a vida do bovino(a) que virou um novo “ex” também ?

Concordo,que o tema é “belicoso” e delicado, sendo certo que, ninguém em sã consciência deve apreciar o fato de ser deixado para trás, sob qualquer pretexto, seja ele profissional ou pessoal. Mas mesmo assim , é perfeitamente cabível a indagação?

Adianta, alguma coisa relutar contra o fato em si ? Por um acaso, vai resolver o seu “problema pessoal”, você insistir em azucrinar a vida do bovino ou da bovina, ou do empregador que injustamente, ou não obrou por deixa-lo para trás ?

Não seria melhor seguir vivendo, ainda que com uma certa mágoa, e deixando viver também ? Quem sabe a vida assim, não lhe resguarde ainda uma coisa infinitamente muito melhor do que seu “ex”?

Pois é, mas vacas e bois insanos, que na condição de “ex”, ao invés de seguirem suas vidas, optam pela vil “vingança”, almejando assim estragar a vida e/ou a felicidade do “ex” em questão, não estão a ser dar conta, de aqui em assim procedendo estão a desperdiçar desavisadamente, suas próprias vidas!

Lembre-se a vida de cada bovino, sempre segue em seu curso natural, com e o tempo, ah o tempo esse por certo, nunca perde sua condição de inexorável.

Assim,ao virarmos “ex” de qualquer coisa nesta vida, o mais adequado seria sempre virar a página e prosseguir no livro de nossa própria história, pois a gente nunca sabe o que nos aguarda na próxima página ...

Exemplo-prático: Por azar ou desfortúnio, sou obrigada a conviver, com uma reservada e salutar distância, com uma vaca-tipo “ex-inconformada” em razão de meu boi, haver tido com ela duas novilhas. (Sim, não contrariando a regra, um típico boi, da espécie- primitivo,daqueles que certamente zelou pela perpetuação da espécie...)

Pois bem, já se passou um decênio (Sim,eu falei dez anos) e a malfadada da vaca em questão, parece ainda preservar pretensões de ordem material,(mas desconfio também que ela ainda não desistiu das outras) para com meu touro ...

A vaca é insana mesmo, vive a pentelhar, e a tumultuar a paz de meu curral, com todo o gênero de expedientes, desde o enguiço no carro, até a dor de barriga das novilhas, que agora já são lindas “moçoilas” ...

Ah tem mais ! Em pleno século XXI, a vaca em questão não permite, que o pequenino novilho do boi, (sim meu adorável filho) conviva com as novilhas dela ... O que pensar de uma vaca dessas ?

“Tadinha”, machuca o ex-bovino, machuca suas próprias novilhas, que vem de forma esporádica o pai, e assim “lamentavelmente” permanece exilada, em seu curral, há mais de dez anos, porque simplesmente optou por não viver sua própria vida ! Ou algum boi, teria coragem de encarar uma vaca insana desta ?

Só mesmo meu bovino, tempos atrás ... Mas nem ele agüentou, tanto que ela, de tão “boazinha” hoje virou uma “ex-vaca”...

Agora, querem vocês querem mesmo saber porque ela, até hoje ainda não teve êxito em seus malfadados propósitos ?

Simples queridas(os): Porque sou muito, mas muito meeeeesssssmo, mais VACA que ela, diante de uma vaca dessas, só exercendo a “vaquice” na enésima potência, aliada a doses de cavalares de muita paciência bovina !


Em tempo: Que fique claro, existem “ex” e “EX”, ser ex com letras maiúsculas, prescinde de uma certa classe e distinção,(Vaquérrima AP) e esta vaca que vos fala, pois estou em meu segundo casamento, mas fiquem certas, o que se deve procurar sempre é Ser vaca feliz acima de tudo, sem importunar os outros ...






AS VACAS E BOIS ROTULADOS DE “EX” - (ESPOSAS(O), NAMORADO(S), ROLOS)


Segundo melhor definição o prefixo “ex” anteposto e ligado por hífen a qualquer substantivo, significa "corpo", profissão ou estado que se deixou de exercer. A definição portanto é clara e não comporta dúvidas, em qualquer circunstância. “Ex”, é “ex” e ponto !

Repisando: Estado, “corpo”, que se deixou de exercer, algo que de forma definitiva passou, que foi deixado para trás, que acabou, que foi superado.

Assim, diante dessa inequívoca definição, a boa razão mandaria, que quando nos tornássemos um “ex” de qualquer coisa na vida, o correto seria tocar a vida para frente, sem olhar para o que se passou, até porque tem sempre uma boiada atrás da gente, e se não corrermos atrás de nosso próprio bem, sofremos o sério risco de vir a ser atropelados “pela boiada da vida”, que infelizmente não para de passar !

Mas a vida bovina na prática, está a nos mostrar, que parece que ainda existem vacas e bois, que permanecem não estar conformados, com o seu novo “status quo” de “ex” sob qualquer enfoque.

Que pobres de espírito e infelizes são esses bois e vacas!

Me refiro aqui, especificamente, aos “ex” de qualquer vaca ou boi, que mesmo guindados a tal condição, como já disse - por circunstâncias particulares da vida - insistem por vezes, de forma maldosa e maléfica em assombrar a vida do bovino(a) que obrou por deixá-los para trás. Juro, por mais que eu tente, não consigo entender essas vacas e bois inconformados “ad perpetuam !”

Afinal de contas convenhamos, toda vaca ou boi normal, pelo menos uma vez na vida, já foi um “ex” de alguma coisa. Já fomos ex-adolescentes, ex-universitários, ex-vacas virgens,ex-empregados(as), sendo certo que no jogo da vida amorosa, já fomos e somos ex-namorados, ex-esposas e ex-maridos de alguém !

Então porque não aceitar essa condição, e seguir em frente diante de sua própria vida, sem azucrinar a vida do bovino(a) que virou um novo “ex” também ?

Concordo,que o tema é “belicoso” e delicado, sendo certo que, ninguém em sã consciência deve apreciar o fato de ser deixado para trás, sob qualquer pretexto, seja ele profissional ou pessoal. Mas mesmo assim , é perfeitamente cabível a indagação?

Adianta, alguma coisa relutar contra o fato em si ? Por um acaso, vai resolver o seu “problema pessoal”, você insistir em azucrinar a vida do bovino ou da bovina, ou do empregador que injustamente, ou não obrou por deixa-lo para trás ?

Não seria melhor seguir vivendo, ainda que com uma certa mágoa, e deixando viver também ? Quem sabe a vida assim, não lhe resguarde ainda uma coisa infinitamente muito melhor do que seu “ex”?

Pois é, mas vacas e bois insanos, que na condição de “ex”, ao invés de seguirem suas vidas, optam pela vil “vingança”, almejando assim estragar a vida e/ou a felicidade do “ex” em questão, não estão a ser dar conta, de aqui em assim procedendo estão a desperdiçar desavisadamente, suas próprias vidas!

Lembre-se a vida de cada bovino, sempre segue em seu curso natural, com e o tempo, ah o tempo esse por certo, nunca perde sua condição de inexorável.

Assim,ao virarmos “ex” de qualquer coisa nesta vida, o mais adequado seria sempre virar a página e prosseguir no livro de nossa própria história, pois a gente nunca sabe o que nos aguarda na próxima página ...

Exemplo-prático: Por azar ou desfortúnio, sou obrigada a conviver, com uma reservada e salutar distância, com uma vaca-tipo “ex-inconformada” em razão de meu boi, haver tido com ela duas novilhas. (Sim, não contrariando a regra, um típico boi, da espécie- primitivo,daqueles que certamente zelou pela perpetuação da espécie...)

Pois bem, já se passou um decênio (Sim,eu falei dez anos) e a malfadada da vaca em questão, parece ainda preservar pretensões de ordem material,(mas desconfio também que ela ainda não desistiu das outras) para com meu touro ...

A vaca é insana mesmo, vive a pentelhar, e a tumultuar a paz de meu curral, com todo o gênero de expedientes, desde o enguiço no carro, até a dor de barriga das novilhas, que agora já são lindas “moçoilas” ...

Ah tem mais ! Em pleno século XXI, a vaca em questão não permite, que o pequenino novilho do boi, (sim meu adorável filho) conviva com as novilhas dela ... O que pensar de uma vaca dessas ?

“Tadinha”, machuca o ex-bovino, machuca suas próprias novilhas, que vem de forma esporádica o pai, e assim “lamentavelmente” permanece exilada, em seu curral, há mais de dez anos, porque simplesmente optou por não viver sua própria vida ! Ou algum boi, teria coragem de encarar uma vaca insana desta ?

Só mesmo meu bovino, tempos atrás ... Mas nem ele agüentou, tanto que ela, de tão “boazinha” hoje virou uma “ex-vaca”...

Agora, querem vocês querem mesmo saber porque ela, até hoje ainda não teve êxito em seus malfadados propósitos ?

Simples queridas(os): Porque sou muito, mas muito meeeeesssssmo, mais VACA que ela, diante de uma vaca dessas, só exercendo a “vaquice” na enésima potência, aliada a doses de cavalares de muita paciência bovina !


Em tempo: Que fique claro, existem “ex” e “EX”, ser ex com letras maiúsculas, prescinde de uma certa classe e distinção,(Vaquérrima AP) e esta vaca que vos fala, pois estou em meu segundo casamento, mas fiquem certas, o que se deve procurar sempre é Ser vaca feliz acima de tudo, sem importunar os outros ...





terça-feira, 15 de maio de 2007

DIA DAS MÃES, O PAPA E OUTRAS COISAS DA VIDA BOVINA



Pois é bovinos e bovinas de plantão , queria ter escrito algo sobre as “mamães-vacas”, já que subscritoras desse “Blog”, são vacas-mães, em sua verdadeira acepção, mas realmente não deu . Atropelos e correrias de vaca!

Mas, só para não deixar “in albis” (expressão jurídica que significa passar em branco, geralmente quando o advogado perde o prazo de algum ato processual), sim este “Blog” também tem pretensões culturais, aí vai !

Acho o Dia das “Vacas-Mães”, a exemplo de outras tantas datas comemorativas, uma data comercial, pois quem se aproveita mesmo disso tudo, são os comerciantes, especialmente os floristas ... Mas, até aí tudo bem! Confesso que me rendo aos apelos consumistas, e literalmente aguardo presentes nesta data (seja do “bovino-pai” do qual a gente é às vezes mãe também - e do filho, é lógico), assim como presenteio, minha adorável “vaca-mãe” que um dia me ensinou a ser uma “vaquérrima” - sempre que isso se fizesse necessário! “So, thanks a lot, Mother-Cow”!

Mas se tornar uma vaca-mãe, é algo que deveria ser festejado todos os dias, e não em um único e especial dia previamente elegido, só para satisfazer o ego e o bolso dos comerciantes de plantão.

Isto, porque depois que nos tornamos mães, nossa vida muda radicalmente! Eu diria que muda para melhor, porque a partir de então passamos a experimentar um novo tipo de amor. Sim, um amor que é absoluto,incondicional, altruísta e ininterrupto, e que não espera nada em troca. Uma espécie de sentimento afetivo, que vai permanecer indelével muito provavelmente até o fim de nossas vidas.

Quando minha vaca~mãe dizia para mim, lá na adolescência, que o amor que temos por um filho, é inigualável, e que, em nada se compara ao amor que desenvolvemos ao longo da vida por um boi-homem, seja ele um marido, namorado,caso,rolo etc, Eu, “super-vaca” de sempre questionadora de tudo e de todos, tinha lá minhas dúvidas...

Mas depois que me tornei “vaca~mãe” confesso: Dou a mão à palmatória, e proclamo com certeza que esse tipo de amor é diferenciado de absolutamente tudo!

Mas independentemente do indescritível amor-materno, ao nos tornarmos mães, assumimos sem “querer-querendo”, infinitas responsabilidades aliadas as responsabilidades que já tínhamos antes de ser mãe!

Assim se tornar vaca- mãe, prescinde, antes de tudo, de uma certa consciência!

Estou aqui me referindo a "vacas~conscientes”, ou seja aquelas que não geram filhos apenas como mera decorrência das leis da natureza, ou simplesmente para se realizarem como “fêmeas” da espécie, com o advento da maternidade.

A maternidade nos realiza sim, por “n” razões que não vou discorrer agora, mas deveria haver algo mais... Deveria sim, haver uma consciência interior, não só instintiva, antes de qualquer vaca vir a ser mãe!

Consciência plena, de que ao nos tornarmos mães, forçosamente teremos de abdicar de infinitas coisas de nossa vida pessoal e de nosso tempo! Pois a dedicação que se deva dispensar um novo novilho(a) passará a se dar de forma integral. Assim entendido: Consciência de que você, após a “magia” e o “encanto” da maternidade, passará a ser praticamente a única responsável pelo seu filhote até que este se torne um dia absolutamente independente de você, e que até o advento desta data, convenhamos, há muito chão !

Os bovinos-pais que me perdoem, pois mesmo em tempos modernos, sem desprezar os esforços deles para nos ajudar, seja de forma material, ou nas tarefas domésticas corriqueiras, vocês hão de convir: A maior parte do grande desafio que envolve formar uma nova pessoa, é prerrogativa quase que, exclusiva das “Vacas~Mães” !

E, é por isso que me refiro à citada “consciência das implicações da maternidade”, porque trazer a este nosso mundo tão complexo, um novo ser humano, que depende de praticamente tudo de você, é algo que prescinde da mais absoluta seriedade e responsabilidade !

Por essas e por outras “vacas conscientes” ... Só se tornem mães, se isto for possível é claro, preferencialmente após os 27, 30 anos, onde a “maturidade” já está quase adquirida naturalmente e sem grandes esforços...

Ser mãe depois dos 30, e não que antes não o seja, é puro deleite, acompanhado de uma “penca” de obrigações, só que aí, a gente não lamenta tanto, tudo o que “parece” estar perdendo quando tem que se dedicar aos filhotes...

Rapidinha sobre a vinda do Papa: Como já disse antes, sou agnóstica, e religião para mim, não é ideologia, mas fé ! Quem tem fé,talvez seja mais afortunado mesmo, pois a fé em algo, talvez nos ajude a suportar com menor sofreguidão as mazelas da vida ... Dizem que a fé move montanhas, adoraria acreditar, pois se as tais montanhas fossem movidas, acredito que meu particular otimismo e minha fé em um mundo melhor deveriam fazer a diferença ... Mas parece que não faz ...

Coincidência ou não, concomitante com a vinda do papa e do passado dia das mães, seguiu-se acirrada discussão sobre o tema aborto ! E assim como vaca e mãe que sou, me declaro absolutamente favorável ao mesmo, quando ainda não se tenha a real e citada aqui,“consciência” do que vem atrás de um filho ! Aos católicos de plantão, e a sempre torcida contra, advirto: Só quem tem o poder de gerar um filho, é quem pode melhor avaliar, se este filho é benvindo ou não, e isso queridos, independente de religião, é prerrogativa única e exclusiva das fêmeas, nós, Vacas é claro !


sexta-feira, 11 de maio de 2007

Amiga, sinto lhe contar umas coisas... Sabe porque as vacas solteiras adoram um homem casado? Pelo mesmo motivo: perpetuação da espécie!!! O cara casado, pai de família parece ter uma placa (visível apenas pelas vacas que estão caçando!) em neon, piscando: "provedor"!

Há também a explicação de que mulheres que não são atendidas a contento por seus parceiros procuram outros homens apenas por instinto, pois ter outro(s) parceiro(s) aumenta sua chance de procriar!

Socorro! Socorro, todos agora têm motivos antropológicos e ancestrais para trair, hahaha!

Sabe o que mais? Homens escolhem suas vacas, também instintivamente, pelas características de boas reprodutoras que elas possam ter: seios fartos para amamentar e quadris largos para parir!

Mas se você quer saber, modestamente (pois não tenho doutorado em física quântica, nem em antropologia...) acho que essas explicações são perfeitamente plausíveis. Afinal, somos animais, o instinto existe para garantir nossa sobrevivência...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

PORQUE OS BOIS GOSTAM MESMO TANTO DE SEXO ?



Não adianta nada você ser uma vaca PHD em física quântica, ter mestrado em filosofia em Oxford, e/ou falar nove idiomas, porque em primeiríssimo lugar, o que efetivamente chamará atenção de um bovino sobre você, será seu “sex appeal” de vaca sedutora! Todo o resto, mas todo o resto mesmo, poderá vir a ser apreciado ou não, em um segundo momento, ou por muitos bovinos talvez nunca !

Tenho a “leve” impressão de que bois pensam em sexo, quando acordam, quando trabalham, e muito provavelmente quando dormem, devem estar a sonhar nada mais, nada menos do que em SEXO!
Como tenho um filho macho, e, em minhas sempre curiosas elucubrações sobre o tema, resolvi pesquisar o assunto, no intuito de melhor entender, as particulares nuances dos companheiros de rebanho. E fiz descobertas surpreendentes. Vejam o que encontrei, e pasmem!

Pois bem, li dias desses um estudo de uma vaca antropóloga sobre o assunto, onde esta concluiu que a inclinação exacerbada dos machos para o sexo, se encontra intimamente relacionada a questões de natureza antropológica e instintiva.

No respeitável trabalho, a douta vaca antropóloga, concluiu que por razões instintivas, bois necessitam mais de sexo do que às vacas, guindados pelo instinto primitivo e inconsciente, de perpetuação da espécie. Assim, por razões meramente “instintivas” necessitam os machos da espécie, espalhar o maior número possível de espermatozóides no maior número possível de fêmeas ! (Belo argumento para uma pulada de cerca do curral hem?)

Parênteses: (Juro, se um dia meu bovino, ousar me enfrentar com um argumento desses, literalmente quebro o tratado de antropologia na cabeça chifruda dele).

Mas, a coisa não para por aí. Voltando a antropologia, concluiu a mesma vaca também, pelas mesmas citadas razões antropológicas, que machos da espécie humana (aqui metafórica e carinhosamente caricaturados de bovinos) “suportam” permanecer com uma só fêmea, por um período máximo de 5(cinco) anos... - Fiquei “bege”! E não pude deixar de pensar: - Devo estar no lucro, estou com o mesmo bovino há quase 10 anos!

Prosseguindo, explicou ainda, dita doutora, que em função do hormônio masculino, testosterona, o qual também se acha associado à produção de espermatozóides, necessitam os machos expelir os espermatozóides com uma regular (para não dizer, quase diária) habitualidade, a fim de não haver uma sobrecarga de “produção” e estes não envelhecerem, estando assim sempre novos e saudáveis, visando também à perpetuação e o aprimoramento da espécie.

- Hãaaarrã...balbuciei. - Segredos antropológicos da natureza humana masculina!

Pois é gente, se há um “fundinho” de verdade nisso tudo, e sou inclinada a achar que sim, nossos companheiros não evoluíram muito, na questão antropológica sexual, eu diria até, que alguns ainda permanecem muito primitivos.

Mas o estudo em questão, até que elucida e justifica, muitas das nossas diferenças sobre o tema. Exemplos: O gosto dos machos por pornografia, a maior facilidade deles para cometer qualquer tipo de infidelidade, a necessidade sempre preemente de sexo, diferente de nós vacas.

Ou alguma vaca “tarada” aí vai me dizer, que quase morreu por ficar uma semana sem “sexar” para não dizer outra coisa ? (Afinal o blog pretende ser de alto nível!) Já os bois, sei não... Sem sexo por algum tempo viram literalmente lagartixas e sobem paredes ...

Por isso meninas, esqueçam as famosas “dores de cabeça”, quando der é claro, e estejam, sempre dispostas e desejáveis para seus machos! Quem sabe assim a gente tenta minimizar o sempre presente risco das “outras vacas de plantão”, e os mantém sempre satisfeitos e contentes ! Afinal sexo bem feito, é sempre bom para todo mundo, além de ser extremamente saudável, dentre outros benefícios, é claro ....

PS: Por favor, interpretem o texto como científico e não como machista!Também achei um saco tudo o que li dessa “vaca antropóloga”, mas que ela pode vir a ter razão, lá isso pode ...

Lado positivo e otimista da coisa toda: Somos “antropologicamente” falando, muito mais evoluídas que eles, se é que isso serve de consolo !

DM


terça-feira, 1 de maio de 2007

UM POUCO DE MELANCOLIA SAUDOSISTA BOVINA

Gente, depois do recente “post” da AP, ia fazer um singelo comentário. Mas não agüentei, ia ser longo de mais, então resolvi também, me pronunciar mais formalmente acerca da presente e aparente “melancolia bovina” instaurada no curral próprio e na vizinhança,com direito a nada menos que “Fernando Pessoa”...

Pois é, ao que consta, todos pareceram estar, um pouco melancólicos, neste despropositado e institucional feriado do “Dia do Trabalho”, e pelo que li, acho que ninguém se preocupou ou se permitiu estressar neste simbólico dia, com as chamadas “preocupações de trabalho”, tendo simplesmente se permitindo “devanear” um pouco, sobre qualquer evento, significativo de um passado, assim nem tão distante de todos nós, não é mesmo?

Pois é, prenúncios de outono e dias “nublados”, na vã filosofia bovina, nos remetem quase sempre a eventos passados, sejam eles agradáveis ou não ...

Um grande amor que se deixou perder, amigos que nunca mais reencontramos, momentos inesquecíveis, alegres ou tristes, que se perderam na abstração do tempo, mas que por certo, permanecem indeléveis na memória de cada um.

E, em tão propícias condições, ficou difícil mesmo, não se deixar enebriar por essa saudável melancolia bovina externada verbalmente pela AP, e pelos colegas leitores de rebanho em seus adoráveis comentários.

Pois é, meu “feriadão” não foi lá essas coisas, não fiz nada de muito legal ou excepcional, a não ser ficar com meu filho e meu bovino de plantão, com um melhor, digamos assim, “tempo de qualidade”. Mas tive também, que aproveitar o institucionalizado tempo de ócio para “administrar”, eventos materiais desagradáveis que ocorreram no curso desses dias.

E assim, com a louvável ajuda do tempo nublado, e visando aplacar a ocorrência dos citados eventos, me permiti como vocês, a uma interna e reflexiva incursão, “back to the past!”

Deixe-me propositalmente entristecer e alegrar simultaneamente, com tudo de bom e de ruim que já tinha se passado em minha singular história bovina de vida.

Sim, nessa proposital e premeditada viagem consciente ao passado, senti muita falta, pra não dizer “saudades” da minha cidade natal! Da sempre minha, “Porto Alegre”, do meu outrora “porto seguro” da minha infância e da minha inenarrável história de vida no Sul, dos amigos e parentes que lá deixei, para tempos depois dar início em “Sampa”, a uma nova história, até então absolutamente por mim desconhecida!

Nesses singulares momentos, me permiti estranhamente sentir falta de absolutamente tudo, que um dia deixei para trás, e que naquela passado parecia me “aporrinhar”: Me assolaram, saudades imensas dos churrascos de domingo em família, das “broncas” de mãe e pai em tais eventos, do chimarrão no final de tarde com as amigas, e até do pôr do sol às margens do Guaíba em finais de feriados, como este, lá por vezes, muito “friolento”! Ah! Por certo só quem possui uma “alma gaúcha bairrista“ pode compartilhar e entender essas coisas ...

Mas, ao ler o “post” da AP, e uma vez submersa no passado, reingressei também em uma saudosista viagem, à Cidade Maravilhosa, sim a adorável “vaca e amiga é carioca”, e relembrei com entusiasmo juvenil, as profanadas férias que costumávamos passar no Rio de Janeiro. Sim, “gaúchos” tem uma empatia incompreensível pelo Rio, pois todos invariavelmente lá passavam férias de inverno e de verão, nem que fosse sob o pretexto de fugir do frio!(Luís Fernando Veríssimo pode explicar com humor, isso melhor pra vocês. Se tiverem oportunidade um dia leiam.) E, aí então,senti também, saudades das minhas passagens e, paqueras adolescentes no Rio, sempre em companhia dos avós, dos memoráveis carnavais de rua, dos quais minhas avós e tias eram fãs incondicionais.

Por isso, muita tristeza ... em pleno Rio de Janeiro, local sempre elegido de férias, nunca entendi muito bem.

Em meus tempos de “teen” as nossas tias e avós, todo o mês de fevereiro alugavam um apartamento providencial na Avenida Atlântica em Copacabana, muitas vezes, uns “muquifos JK´s” E nós, em nossos rompantes adolescentes, íamos sorridentes e efuziantes para o Rio, na carona das “velhas”,literalmente como “perus”, já que a estadia era de graça, só pra desfrutar das benesses da cidade maravilhosa, hoje tão ofuscada pelo noticiário constante de violência ...

De amores passados, nem vou falar, talvez porque não tenho tantas saudades assim, vez que o “amor” atual, “apesar dos tropeços cotidianos normais”, ainda reina mais que absoluto ...

Mas tudo isso bovinos, era só para dizer mesmo, que passado é passado, e que sentir uma melancólica tristeza bovina deste é mais do que salutar, saudável e até natural ...

Assim bovinos, entristeçamo-nos sim, de vez em quando, em um dia de outono como esse, de um jeito saudável, por tudo aquilo que um dia poderia ter dado certo e não deu, por inesquecíveis momentos de alegria e por todas as experiências boas e ruins que enriqueceram por certo nossa particular história de vida, mas atentem-se com “olhos de boi” bem vivos, para presente, por que ele é tudo o que dispomos agora, e se bem vivido hoje, por certo poderá vir a fazer parte de mais uma dentre tantas memoráveis lembranças, em um breve futuro que nos espera logo ali na frente.

Lembre-se: O tempo é implacável, mas nossas “boas lembranças” também o são !

Bom reinício de semana e energias bovinas positivas a todos pois “La nave sempre vá ...”

DM



 

 

Um olhar feminino sobre o universo... digamos, bovino. Mulheres falando da vida e de outras mulheres.
Mulheres explicando às outras que, querendo ou não, somos todas umas vacas!




A calma alma má
A cor da letra
Adão Braga - Corpo, alma e espírito
Adão Braga - Conectado
Aletômetro
All Racing
Apoio Fraterno
Ansiosa e prematura
Avassaladora
Banana com peperoncino
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By Oscar Luiz
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O estranho mundo de Mila
Oncotô?
Os pensamentos de eu e ela
Paola, a estranha
Papo de buteco
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Pererecas em chamas
Pérolas políticas
Remembrança
Saber é bom demais
Sem frescura
She's like the wind
Sinceros receios
Smile
Sobre sapos, pererecas e afins
Somos todos uns cachorros
Sou para-raio de doido
Uma mente nada brilhante
Van Filosofia
Vertente
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