segunda-feira, 28 de maio de 2007

MÃE É VACA SIM, E ALGUMAS PODEM SER VAQUÉRRIMAS ....


Com todo o respeito as sensíveis e carinhosas ponderações da AP, infelizmente tenho de discordar. Mães são mulheres “normais”, com o adicional de que um dia pelo curso natural da vida, se tornarão as nossas “mães”. Mas só por esse detalhe, certamente nunca deixaram de ser “vacas” na essência, porque viraram nossas “mamães” da noite para o dia, e/ou porque passaram a carregar desde então aquele “estigma-maternal” de protetoras, certinhas, respeitáveis, provedoras e administradoras de um lar .

O que os leva a crer, que muda na essência dessas hoje senhoras, não menos “vacas” que nós e, por certo respeitáveis que já criaram seus novilhos?

Nada, absolutamente nada, continuam vacas e pronto, talvez umas mais, outras menos, mas um pouquinho de “vaquice” todas elas tem, ou já tiveram.

Uma coisa deve ficar clara para vocês de uma vez por todas: O adjetivo “vaca” metafórica e carinhosamente usado neste blog, transcende a natureza e a essência femininas pois tem o propósito de desnudar com desprendimento e humor, todas as particularidades boas e ruins de nós mesmas. E uma delas, é admitir que exercermos diuturnamente nossa “vaquice” natural, seja para o mal ou para o bem, conforme o caso ... Portanto é básico: Continuaremos vacas, para todo o sempre, mesmo quando nos tornamos, mães, filhas, avós, tias, sogras (Ai, ai, essas vacas!), etc ...

Uma vez esclarecidas essas questões, não deve assim ficar difícil admitir que todas as nossas respeitáveis mamães, vovós, bisavós e tias, por certo em seus tempos de juventude, e porque não dizer até nos dias de hoje, já exerceram ou continuando exercendo sua “vaquice” congênita e natural !

Exemplo prático/pessoal: Descobri que minha mãe era literalmente uma “vaca” (leia-se mulher absolutamente normal que pode ser boa ou má), na adolescência, quando pela primeira vez questionei minha adorável “progenitora” sobre a origem dos “bebês” ...

Ela como “vaca de vanguarda” que era, um tanto quanto incomum para época (Mamãe sempre foi mais moderna que as outras, um dia talvez conte para vocês) não fugiu do assunto e discorreu sobre o tema com uma naturalidade de espantar !

Aliás, na ocasião em questão, quem se espantou foi eu mesma, e de pronto retruquei: - Mas tu mamãe, fizeste isso tudo, mesmo ? (Leia-se sexo).

Ela de imediato e sem pestanejar me respondeu: - E como tu achas que estas aqui e agora conversando comigo ? Por “hosmose”? “Geração espontânea, talvez” ? Ou depois de tudo o que te falei, acreditas ainda que viestes de uma cegonha ?

Devo confessar a vocês, que na época fiquei meio chocada,não conseguindo imaginar, como ela, minha mãe tivesse tido “a coragem” de fazer sexo com o meu pai ... Eu na época, deveria ter uns 10,11 anos, e não podia imaginar uma cena dessas, ainda mais com meu pai e minha mãe como protagonistas da coisa toda!

Pois é gente, mas me digam da onde a gente tira uma idéia absurda dessas, de que nossos pais são assexuados e ou porque no dia se tornaram “nossos pais”, devam deixar de continuar exercendo a sua sexualidade, do jeito que melhor lhes aprouver ?

A condição de ser mãe ou pai, por um acaso deve inibir a nossa sexualidade?

Por evidente que não, então porque não “aceitar” e/ou ouvir sobre os “casos” deles ? Tudo bem, certos detalhes, podem até chocar alguns, mas qual o problema nisso tudo, e quais as razões de se complicar as coisas. A vida de nossos pais, como a nossa continuará no seu rumo natural.

Portanto, despertem para mais uma questão básica: A vida de nossos pais, hoje certamente, se mostra muito mais curta do que a nossa, então, porque não deixarmos essas “velhas senhoras vacas e velhos senhores bois” continuarem ainda vivendo sua própria vida em sua plenitude, já que seu papel de pais junto a nós, de uma certa forma já se cumpriu?

Atentem-se: Pai é pai, mãe é mãe, e essa condição ninguém tira deles, mas que nenhum deles é “imaculado”, por ser pai ou mãe, a isso não é mesmo, senão a gente não tava aqui, não é mesmo ?

Conselho de Vaca-Mãe: Já está mais do que na hora de vocês, perderem qualquer preconceito, se é que ainda o tenham sobre o tema, não deixando de passar a seus futuros novilhos, idéias corretas sobre a vida como ela exatamente é ! Assim, deixem seus pais namorarem a vontade, e se puderem ajudem e todo mundo fica feliz !!!!

Pois se assim não for, sugiro a vocês urgentemente, uma estratégica corrida a um boi ou vaca-psiquiatra próximo, para um tratamento de choque em seus complexos mal-resolvidos de “Édipo ou de Electra”, conforme o caso.

Um “ciúmezinho” básico de papai e mamãe é mais que natural, mais do que isso, só tratando mesmo, e com “camisa-de-força” !

DM

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