segunda-feira, 30 de abril de 2007

Vaca melancólica...

Passei o dia inteiro sentindo saudades, sem saber de quê... Talvez porque o dia estivesse nublado. Talvez porque amanhã é o sexto aniversário do meu filhote, o que me faz lembrar de duas coisas: que estou ficando velha e que não tive só erros na vida, já que ele é o meu grande acerto.

Aí, dando uma passada no blog da Van, o Van Filosofia (Van, valeu a dica sobre o link!), li o que ela escreveu sobre perder. Perder é uma merda! Tive um clic: estou sentindo falta de coisas que eu perdi... Principalmente de um certo grande amor... De muitos anos atrás. Putz, que saco, sofrer por uma perda que aconteceu no outro século!!! Sabe, hoje eu estou me sentindo um poema de Fernando Pessoa... Hahahaha, essa vaca aqui é mesmo metida... Só eu para me sentir assim...

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa

Van, tenho que concordar com seu comentário (obrigada, adorei!) porque temos que achar que o que já passou é melhor? Ah, sei lá... Parece que somos um pouco masoquistas... Concorda?

Sabe, sou fã da tática do "nada como um dia atrás do outro"... com uma noite no meio, para eu dormir meu sono de beleza, claro. Muitos dias se passaram depois dessa perda que me faz suspirar hoje. E muitas noites também. Tive muitos amores. Casei, separei, namorei, acabei... Ganhei e perdi. Agora, só me resta esperar os dias e noites que estão por vir. E que com ele, venham outros amores, outras perdas, outros ganhos...

E, Marcus, nós sempre teremos Recife...

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Money. money, money (O complexo relacionamento das Vacas com o "vil metal")

Vacas, por excelência, em sua grande maioria, salvo raríssimas exceções é claro, simplesmente não conseguem ou tem terríveis dificuldades para economizar ou guardar o vil metal. Não sei se as razões lógicas para o fato, são de ordem genética, cultural ou histórica, ou se talvez os apelos da sociedade de consumo, se mostrem sempre mais irresistíveis a nós, do que aos companheiros de rebanho.
Mas historicamente, e isto é fato, resta mais do que evidente que gastamos muito mais dinheiro que os homens, em itens tidos como originalmente supérfluos. Aqui me refiro a desodorantes, perfumes, cremes, shampoos, maquiagem, cabelereiro, lingerie, só para citar alguns.
Tudo isso, na ótica masculina dos assumidos, "mãos-de-vaca",(- Nunca entendi bem essa metáfora) não é considerado "útil" ou de primeira necessidade. Certamente, que para os mais desassistidos socialmente falando, não é mesmo!
Mas como sou vaca de classe média, e acredito que os leitores deste blog também o são, cabe aqui a indagação: Quem de vocês bovinos, em sã consciência se sentiria atraído, por uma vaca fedorenta, de cabelo espetado, pernas cabeludas, com unhas mal cortadas e pés nunca lixados, e que ainda por cima, usasse como "underwear", calcinhas rasgadas, sujas e puídas, sem rendas e sem sutiãs de "meia-taça" ?
Honestamente, nenhum bovino que conheça, dentro dos padrões aqui referidos, responderia com um SIM, retumbante, por mais "desopilado" que fosse o rapaz! Talvez somente mesmo o "Tarzã" apreciasse uma "Jane", assim tão natural... (Só mesmo na ficção, convenhamos!)
Pois é, queridos leitores, "Vacas de playboy",(sonho de consumo de todo bovino comum), costumam ter custo muito mais alto, pois certamente se utilizam muito mais, da indústria de cosméticos e da cirurgia plástica, do que nós pobres "vacas mortais" de classe média.
Então porque tanta ingerência masculina, com o nosso "kit" básico de beleza e de consumo de praxe. Afinal tudo isso, no fundo no fundo não é "dispendido" (palavra do jargão "ecônomes" e jurídico) senão com o intuito de agradar vocês ?
OK. Toda a vaca normal, já vem com sua vaidade pessoal embutida, umas mais, outras menos, mas por certo nenhuma vaca em "juízo normal" dispensaria um elogio bovino masculino, nessas questões digamos "estéticas e supérfluas" não é mesmo?
Pois é, mas mesmo assim, dia desses, me vi literalmente repreendida, por meu companheiro de rebanho, um típico "mão-de-vaca", absolutamente adorável, quanto a essas questões consumistas femininas normais, e me senti profundamente "injustiçada", pelo ocorrido, pra não dizer outras coisas!
Afinal contribuo para renda familiar com trabalho, tento ser módica e econômica nas questões cotidianas, sou fã de liquidações e promoções, não vendo assim, nessas singulares circunstâncias, qualquer razão plausível para se insurgirem contra meu "kit" básico de beleza, do qual não abro mão, nem por decreto-lei. E olha que atualmente, só utilizo produtos nacionais!(Sinais dos tempos de vacas-magras, rsrsrsrsrs...)
Nessas condições, por evidente, qualquer bacharel em Economia há de abalizar, que sim, somos nós "as vacas" com esse perfil um "pouquinho" mais consumista, as grandes responsáveis pela manutenção de alguns setores da economia nacional, e que, em assim procedendo, estamos também a colaborar voluntariamente, para o salutar enriquecimento natural de alguns bovinos empresários, e porque não dizer da Nação, principalmente nos setores da indústria de cosméticos, da moda, e de calçados, só para citar alguns.
Portanto, queridíssimas vacas: Eventuais atritos bovinos cotidianos de ordem econômica e financeira, devem agora ser combatidos com furor, e com a mais pura das filosofias, seja ela popular ou erudita, e/ou com índices econômicos e análises de mercado, confiáveis.
Registra-se aqui: Na ocasião em que fui injustamente repreendida, contra-ataquei de imediato meu bovino, com nada menos do que uma frase feita, de autoria do velho e, muito bem sucedido, armador grego Aristóteles Onassis, que em seu tempo, já sabiamente dizia :
"O dinheiro, não teria o melhor significado, se não existissem as mulheres"! (O que será que ele diria se conhecesse as vacas?)
O bovino em questão ficou pasmo, e foi imediatamente obrigado a me dar razão!
Em tempo: Já que o assunto, é dinheiro, gostaria de parabenizar formalmente um dos leitores de nosso "blog", chamado Felipe Barcellos, pelo excelente e profundo conteúdo de cunho "econômico" de seu blog! Quem sabe lendo com mais tempo o seu blog, eu aprenda a lidar melhor com finanças !!!
DM

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Bovinos ou não bovinos? Eis a questão...

Não consigo, como minha amiga DM, chamar os homens de bovinos. Amiga, não é crítica, não. Sei que nos falta um adjetivo (ou substantivo, dependendo do uso...) equivalente à vaca. Mas é que essa palavra, bovino, me dá a impressão de passividade, quando aplicada aos homens. Sabe, bovino, pastando, plácido, chifrudo e ruminante? Muuuu... ali, empacado, esperando a vida passar... Ok, há homens que se enquadram bem nesse perfil. Mas...

Já estamos acostumadas a chamá-los outros animais. Pavões, claro. Cachorros... Galinhas... Vá lá, gatos. Sem falar nos breguérrimos tigres e tigrões. E outros bichos mais, como cobras, leões, lobos... e por aí vai, toda uma fauna. Mas... falta alguma coisa! Droga, deveria existir a palavra vacos. Porque determinadas situações com homens exigem que os chamemos assim. Mas, enfim, na falta de opção, continuemos com os bovinos.

Conselho para a vaca apaixonada

As mulheres... ah, essas vacas... Estão sempre ali, em guarda, prontas para alfinetar a amiga, a irmã, a vizinha, a prima da amiga da tia da colega ou quem quer que seja. Insegurança? Instinto de sobrevivência? Inveja? Sei lá o que é. Só sei que, salvo algumas raras Madres Teresas da vida, as mulheres são, por excelência, competitivas. Por isso, acho muito bacana quando vejo amigas de verdade. Daquelas à prova de críticas e espetadelas. Eu tenho poucas amigas assim. A DM é uma delas. E minhas irmãs também são.

Triste é ver quando um namoro abala amizades até então inabaláveis. Pô, vaca, está namorando? Oba, jóia, vamos comemorar o desencalhe! Está apaixonda? Legal, cadê o rojão pra gente soltar e o champanhe pra gente estourar? Mas tem que saber dividir seu tempo para tudo na sua vida! O que não dá, o que não pode é viver só para o namoro e largar de mão estudo, trabalho, amizades de verdade, família... Não dá para pensar que encontrou, no mesmo pacote, príncipe encantado e solução de todos os seus problemas, sejam eles afetivos, financeiros, sexuais ou todas as respostas acima.

Vaca esperta opta por um namoro mais saudável e equilibrado... Não vamos perder o emprego ou o ano de estudos - traduzindo: a independência - por causa de homem, por melhor que ele seja. Afastar-nos da família ou dos amigos? Mas neeeeeem pensar. Se amanhã o namoro acaba (toc, toc, toc, bate na madeira, que homem é mercadoria rara, hahaha), quem vai te colocar no colo e dizer que aquele otário não sabe que acabou de perder a mullher da vida dele?

Minha querida e vaca amiga, abra seus olhos enquanto ainda dá tempo. Nem tanto à terra, nem tanto ao mar... Amor é bom, mas não pode ser a única base sob seu pés!

terça-feira, 24 de abril de 2007

Vacas discutindo a relação...

Não conheço nenhum bovino vivo, de minhas relações pessoais e mesmo fora delas, que aprecie esse tipo de diálogo, para não dizer monólogo, porque na realidade só as vacas falam, ou "discutem à relação"! Como bem lembrado pela AP, a relação das vacas com palavras é mesmo uma questão delicada, ainda mais em se tratando de uma "discussão" desta magnitude ...
Pois bem, mas nesse particular, sou um pouco – vou enfatizar – "só um pouco" solidária com os bovinos. "Discutir a relação" é mesmo um saco! (Calma bovinas! Continuem lendo, sem se irritar, que já viro o "assado" para o nosso lado!)
E a pobre e desavisada da vaca, que ousar insistir muito nessa questão, se transformará de imediato,(na visão masculina, é claro), em uma "vaca chata", pelo excesso de argumentos e pela falta de economia de palavras. Lembram-se das "vacas verborrágicas" da AP?
Mas a questão não é só essa: "Discutir a relação" é um saco mesmo, não pela simples questão "dos bovinos nunca se mostrarem dispostos a ela", mas sim porque a "relação bovina" em si já não vai bem, e dá explícitos sinais de desgaste.
E aí então, para a vaca não ir "pro brejo direto" e/ou para não haver um "estremecimento" mais sério do curral, nós vacas perseverantes que somos, e cobertas das mais boas intenções, naturalmente "tentamos estabelecer um diálogo", verbalizando aos "bois" o que dentro da nossa ótica bovina feminina particular, está nos incomodando, nos parecendo certo ou errado e/ou indo mal.
E talvez seja aí, nesse crucial ponto, o da "verbalização exacerbada" é que a citada "discussão da relação" já começa a dar "pintas" de que não vai funcionar mesmo.
E sabem porque? Simplesmente porque nós vacas estamos a anos luz de distância dos bois no que diz respeito à capacidade de verbalizar e exteriorizar questões pessoais.
Mas aí, uma vaca qualquer, por certo haverá de argumentar: É, mas se os temas abordados fossem, dinheiro, futebol ou vacas "gostosonas", a capacidade de verbalização bovina masculina, seria quase que imediata !
Pois é, vacas, não há de fato como desconsiderar tal premissa!
Mas o que eu queria dizer mesmo, é que essa questão da capacidade de verbalização, consiste em apenas mais uma, dentre as tantas diferenças constatadas existentes entre bois e vacas! Aquele velho papo, já abordado neste "blog", da utilização dos lados esquerdo e direito do cérebro, agora com comprovação científica neurológica!
Portanto, bovinas, atentem-se: Verbalizar demais, principalmente questões de ordem pessoal, por questões biológicas e antropológicas, é coisa que só funciona com as próprias colegas de rebanho e /ou com psiquiatras bovinos que estudaram e se prepararam para tal mister !
Assim, uma vez conscientes de tal realidade, sou da singular e singela opinião de que nem deveríamos mais nos cansar e chatear com essa coisa de "discutir a relação" com o bovino !
Pura perda de tempo e energia positiva, pois como vaca que sou, nas não raras ocasiões em que tentei "discutir a relação", devo confessar, haver me sentido literalmente "uma vaca judia de presépio", diante do muro das lamentações em Jerusalém!
Traduzindo: Me senti falando com um muro, uma aberração inanimada, incapaz de esboçar qualquer reação. O que convenhamos é pra lá de absolutamente irritante.
Por isso não pago mais esse "mico bovino", diante de qualquer boi, e há tempos aboli da minha pauta de vaca, a indigitada "discussão da relação"!
Assim, quando algo não me agrada, não mais coloco a situação em pauta de discussão, previamente agendada.
Devo advertir que minhas atuais táticas são novas, e ainda estão em fase experimental:
Visando exercitar a utilização do lado esquerdo do cérebro do bovino que convivo, ao invés de verbalizar tudo o que me desagrada, adotei a tática da provocação premeditada, que pode ser silenciosa ou espalhafatosa, ou seja não há meio-termo:
TÁTICA SILENCIOSA: Quando algo te desagradar profundamente, simplesmente não fale. Vaquíssimas! Vocês, não tem a real noção, de como o silêncio incomoda os bovinos! Lógico, eles não estão acostumados a vacas "não-verborrágicas", que são as habituais ....Aí o cara vem e pergunta? - Aconteceu alguma coisa que te incomodou? Então, você foi já tem a "carta branca" para "verbalizar" à vontade, com a garantia de no mínimo uns 50% de atenção! ... É só soltar o verbo...
TÁTICAS ESPALHAFATOSAS:
Mesmo chateada, ou "p....íssima" da vida, controle-se, conte até dez e convide o cara para beber, mas para beber "algo sério", muito além de um mero "chopinho". Sugiro, um destilado de boa qualidade e/ou um "champanhe". Borbulhantes costumam relaxar rapidamente, e aí então, depois do terceiro copo, e quando todos estiverem mais descontraídos, "verbalize" à vontade ! Se o cara não estiver bêbado, garantia certa de pelo menos 30% de assimilação do que você falou !
Se o "boi" é dureza mesmo, vista-se de "vaca-tiazinha", sim aquela "pseudo-sadomasoquista" com chicote e tudo, maluca de anos atrás, ou de enfermeira, colegial, assuma seu lado vaca depravada! Nenhum boi, fica insensível a isso. Garantia certa de atenção, pelo menos pela indumentária: 90% !
SE NADA DISSO FUNCIONAR: Mandem o boi, literalmente "a vaca que os pariu". Afinal, um "boi" desses, por certo, não merece uma vaca tão compreensiva e criativa como você!
EM TEMPO: Esse texto, deve ser considerado, como uma maneira "bem-humorada" de conviver com as nossas constatadas diferenças!

DM

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Mea culpa da minha bovina ignorância

Gente, eu vim aqui para admitir a minha real, honesta e absoluta incompetência... Quero colacar um link para divulgar os blogs que eu adoro e não sei como!!! Por exemplo: a Thiane do Vertente (http://www.vertente01.blogspot.com) fez um texto ótimo sobre a relação homem-futebol... Não dá para perder. Só que a anta aqui não sabe dar o link para lá... Tive que colocar dessa maneira horrorosa, assim, com o endereço aparecendo. Desculpem, sou fresca assim, mesmo. Assumida.

E não pára por aí... Não tenho a menor idéia de como faço para melhorar a cara do blog. Tá tão simplisinho... Pedir ajuda pra DM? Ai, desculpa amiga... A verdade é que ela está em igual ou pior situação de ignorância. Então, enquanto eu não aprendo: Me desculpem! Um dia coloco todos vocês neste blog!

domingo, 22 de abril de 2007

O ESPORTE “BRETÃO” E AS BOVINAS

Por ser domingo vou falar de futebol, o esporte ”bretão” que só os americanos não entendem ...(Pelo menos em algum esporte, somos melhores que eles !) Para começar, vou me apresentar futebolisticamente falando: Sou “COLORADA” roxa, digo vermelha ! Sim, torço, para o Internacional de Porto Alegre o atual “Campeão Mundial Interclubes”, e que lamentavelmente, nesta edição da Copa Libertadores da América foi prematuramente desclassificado. Mas, se serve de consolo para a torcida colorada, depois daquela valorosa vitória contra o Barcelona em Tóquio no final do ano passado, este ano, deve ser encarado como um ano de “ressaca”, e pronto!

Aprendi a gostar de futebol quando ainda era “pequenininha”, e o esporte em questão era considerado um terreno quase que exclusivo de bovinos machos. Como só tenho irmãos “machos”, me deixei quase que sem querer, contagiar por essa saudável “euforia bovina masculina”, podendo dizer que me tornei “igualzinha” a eles: Sim, quando é possível vou ao estádio, torço pelo time, xingo o juiz, os bandeirinhas, e “seco” os inimigos declarados, sem falar que ainda me emociono nas vitórias, além de chorar copiosamente nas derrotas. (Coisa de vaca, e de fanáticos). Que saudades dos acirrados “grenais” no “Beira-Rio” nas tardes de domingo !

Já na adolescência, e quando os machos começaram a chamar a minha atenção por seus atributos físicos, devo confessar que além do jogo, mas por vezes me deixava encantar em devaneios “não tão puros” com as coxas torneadas dos bovinos jogadores...

E, por ser o futebol um esporte essencialmente “viril”, me confesso também uma vaca paradoxalmente “machista” na questão: Desculpem, mas não vejo a menor graça em futebol feminino, em que pese o incontestável esforço das meninas, se é que elas podem assim serem “carinhosamente” chamadas...

Sem qualquer preconceito, acho aquelas vacas meio masculinizadas, e até hoje não sei bem como “matam” a bola no peito...Fico me perguntando, será que elas tem mesmo “peitos”? Nunca ouviram falar de câncer de mama, enfim ...

Futebol quando bem jogado é apaixonante e envolvente pela beleza com que se desenrola, pelos dribles e passes espetaculares, e por que não dizer, pelo sempre almejado “clímax” do GOL !!!!

E Copa do Mundo então gente ? Aquele desfile de homens maraaavilhooosos! Só pela a seleção da Itália, já valeria o torneio ! E lógico, o show de bola, proporcionado por “craques” como Zidane, Materazzi, Ronaldinho, e o R. Gaúcho (se bem que esse ficou devendo e muito na última), Figo e outros ...

É bovinos, vacas agora dividem com vocês de igual para igual esse esporte, mas de um jeito femininamente peculiar todo o tipo de “emoções” proporcionadas pelo esporte “bretão”. A gente só não tem mesmo paciência, é para aquelas “mesas redondas” nas noites de Domingo, onde agora existem também bovinas dando lá os seus palpites ...

Bom, já que meu time está descansando até maio, quando começa o Brasileirão, vou me permitir “secar” com ardor, os inimigos ferrenhos de sempre: Gremistas, São Paulinos, Corinthianos, os do Galo, Flamenguistas dentre outros...

Bom final de semana esportivo para todos, espero que o time de vocês tenha feito bonito !

DM

Vacas e palavras, uma relação tão delicada...

Meu pai era um homem sábio... Inteligente e culto como poucos. Entendia de mulheres, afinal era ginecologista e obstetra (pode parar, conheço a piada: trabalhava no playground dos outros...). Dono de uma lábia inacreditável, convencia qualquer um de qualquer coisa. Morro de saudades dele. Dentre as muitas frases que ele dizia, uma em especial não me sai da memória: "As palavras são de prata, mas o silêncio é de ouro". Tá, beleza, essa é uma frase feita, um dito popular... Mas encerra tamanha sabedoria, que se eu, você, nós todos a usássemos no nosso cotidiano, seria mais fácil viver. As vacas têm uma relação pra lá de complicada com as palavras... Umas falam demais, outras, menos do que deveriam. Vamos a uns exemplos práticos. Mas devo avisar: não dá para etiquetar um tipo de vaca, assim, tão facilmente. Somos mulheres, por isso, de humor inconstante, mutável. Fora que há a mistura de diversos tipos de vaca, criando outros.

Vaca verborrágica: fala demais, não existe um freio entre pensar e falar. Às vezes, ela nem faz por mal. Quando vê, já falou. Eu, algumas vezes, sou assim. Falo, falo, falo... Geralmente é assim quando estou feliz ou indignada. E aí, é ladeira abaixo... Eu sempre digo que vou mudar, mas...

Vaca abobrinha: pode até ser confundida com a vaca anterior, mas essa é especialista em falar besteiras. Todo mundo conhece uma "Ofélia", não conhece?

Vaca urubu: é aquela que está sempre falando coisas horríveis, que deixam as pessoas à sua volta deprimidas e preocupadas. São os cavaleiros do apocalipse... Se parecem com a hiena do desenho... Minha mãe tem uma amiga que é assim, que teve um derrame recentemente e toda vez que liga aqui para casa, avisa: "Cuidado, a próxima é você!"

Vaca armada e perigosa: magoa com as palavras, mesmo que se arrependa depois. Escolhidas a dedo, na boca certa, elas podem causar estragos sérios. Tenho uma irmã, a caçula (sorry, Sis!), que é assim. Ela sabe machucar como ninguém, só com o que fala. Mas quase sempre volta atrás.

Vaca cobra: ela ouve, se chateia com o que ouviu, mas guarda a resposta para a ocasião mais propícia... Sou assim muitas vezes, tenho que admitir. Quando uma coisa me magoa profundamente, guardo essa mágoa. Ajo como se nada tivesse acontecido. Até me esqueço. Quando tenho necessidade, desenterro o fato que me chateou da memória e dou o bote, me transformando na vaca armada e perigosa do ponto anterior... Não me orgulho disso não, ok?

Vaca esfinge: não dá para decifrar o que se passa na cabeça dela... Econômica nas palavras aos extremos, fica difícil saber se você está agradando ou não a vaca em questão. Ou se ela entendeu o que você quis dizer, pois a cara de paisagem e o silêncio não lhe dão a menor pista.

Vaca vaca: aquela que só abre a boca para arrasar seu interlocutor. Geralmente, as frases usadas são do tipo: "Essa roupa engordou você" para aquele visual que parecia ótima quando você colocou, mas que, depois dessa, você não vai nunca mais usar; "Você está mais fortinho?" ou "Está mais fofinha, não está?", quando quer dizer que você engordou e assim por diante.

Vaca cachorra: usa muito palavrão, fala feito homem... Nada contra. Falo palavrão também. Demais, até, dependendo da ocasião. Mas já notou como algumas mulheres estão cada vez mais vulgares, bradando palavrões cabeludérrimos, sem se importar com quem está por perto? Eu acho um horror. E se fosse homem, achava brochante...

Vaca gatinha: você reconhece esse tipo pelos diminutivos... pronunciados numa vozinha quase de bebê, só para fazer charminho... Tudo é inho... Bonitinho, amorzinho... É a Penélope Charmosa em pessoa... Deve ter homem que gosta, sei lá.

Lógico que existem outros tipos, mas esses são os que me ocorreram agora...

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Para minha amiga

Amiga, não estou cansada dos homens, não. Estou cansada é de sempre ter que pensar que tudo que acontece na minha vida podia ser pior. Quero que o melhor aconteça, para variar.

Também não me incomodo com o fato de não saber sobre todo o passado do cara. Ao contrário de você, acho que não quero saber de tudo, não, apenas o relevante. E o fato de ele não poder ter mais filhos era relevante. Não me contar isso abriu precedente para que eu enxergasse que havia outras coisas a esclarecer. Perguntei sobre essas coisas. Coisas bem específicas, diga-se de passagem... Ele não me disse nada e ainda insinuou que ele "poderia até pensar que eu" devia estar grávida de outro. Pô, nem assumiu que era isso que pensou, mesmo que por um segundo. Coisa de macho acuado. Entendo, o cara é mais velho, mora longe, pinta uma insegurança. Mas eu, vaquérrima, não perdôo não. Até porque, fui fiel. Muito. Demais. Nem olhei pro lado. Se estivesse grávida era por obra do Divino, hahaha, juro! Então, ele que vá cantar de galo com outra. Acabei de acabar com ele. Acabei de acabar. Mas não sei se é definitivo, hehehe... Afinal, eu gosto do cara. Pra caramba. Mas tem certas coisas que não posso aceitar. Não estou certa? Fico mal, passo um tempo de molho e depois... a fila anda, claro.

Em tempo, Polyanna é uma personagem de um livro do mesmo nome, de Eleanor H. Porter, famosérrimo quando eu era pequena. Ih, faz tempo isso, rsrsrsrs... Ela joga o "Jogo do Contente". Sempre que acontece uma coisa ruim na vida dela (e sempre acontece: órfã, pobre, criada/rejeitada pela tia rabujenta e mau-humorada, enfim, a vida dela é um horror), ela procura um lado bom e fica contente com esse lado.

Espero que sua tarde no Josephine tenha sido ótima!

Amiga, bola pra frente, a semana acabou, coisas novas vão nos acontecer. Boas e ruins. Vou dormir, pra fazer valer o "nada como um dia atrás do outro"...

Beijos!

quarta-feira, 18 de abril de 2007

“JARDINS SECRETOS BOVINOS”


No domingo “Pascoal”, por ocasião daquele tradicional almoço familiar, reencontrei minhas cunhadas paulistas. Uma delas, que é “diferente”, para não dizer outras coisas, atualmente vive com um libanês, que reside há mais ou menos quatro anos no Brasil. Lá pelas tantas, no meio do almoço, ela, questionada sobre qualquer coisa, confidenciou a todos: - Precisamos ter nossos “jardins secretos”.

Traduzindo: “Tem certas coisas, de nosso passado, que não devemos por nada confidenciar a nossos bois, sejam eles maridos, namorados e afins, para dessa forma se viver bem”! Assim, ao que consta, ela e seu libanês, fizeram um pacto comum de não revelarem um ao outro, nada, sobre seu passado talvez, “incomum”? Sim, se algo há para esconder, o que pensar não é mesmo ?

Devo referir em um primeiro momento, que respeito a opinião deles. Aliás, procuro respeitar e entender a tudo e a todos. Só peço, que respeitem a minha, e meus valores de vida. Senão viro tipo vaca louca! Mas, voltando ao tema, cada “parelha de bois” com suas verdades e inverdades, o mesmo valendo para valores pessoais.

Porém confesso a vocês que, após o almoço em questão, passei a refletir sobre os tais ”jardins secretos” e seus conseqüentes e prováveis riscos.

Pensem bem: Você conhece um “boi”, de um curral “estrangeiro” vindo de um país distante, do qual não se tem qualquer referência familiar, de uma cultura por certo absolutamente diversa da sua, e aí estabelece um relacionamento com o cara. Então, firma um estranho “pacto” com ele, de não se falarem sobre o passado de cada um ? Sei não ...

Atentem: Estou aqui falando de pessoas com mais de quarenta anos, que nessa condição, já possuem por certo um histórico de vida particular.

E aí eu me permiti divagar .... Mas, se, por um infeliz acaso, o estranho e secreto bovino, foi um terrorista radical disfarçado, um sei lá, “Talibã”, “Hesbolá” ou então, um membro do “IRA”, do “ETA” enfim qualquer coisa radical do gênero.

Ou ainda se no passado, foi um “serial killer” vivendo nos EUA e atirando nas faculdades de lá, ou cometeu qualquer tipo de crime hediondo. Já pensou se ele passou pela África e foi infectado pelo vírus “Ebola”, e por um milagre ainda sem sintomas aparentes?

E se é, ou foi na melhor das hipóteses, um gay disfarçado, ao invés de “boi-macho”, e, ao contrário, se é casado com três mulheres ao mesmo tempo em países diferentes, e ainda por cima, tem uma penca de filhos por esse mundo a fora ?

Então eu pergunto: Como ficaria você, quando tais jardins fossem um belo dia ao entardecer, escancarados ainda que de forma causal? Por certo tais segredos um dia poderiam até interferir na sua própria vida, e talvez até de forma perigosa.

Nessas condições só falando assim: - “Me poupem”! Porque jamais eu dormiria com um barulho desses, digo, com qualquer bovino que tivesse “jardins secretos” onde eu não pudesse entrar!

Isto porque não vislumbro, qualquer possibilidade de “largada”, em relacionamentos totalmente “às escuras!

Falo isso por entender que qualquer tipo de relacionamento bovino, prescinde da mais absoluta transparência, - ainda mais depois dos trinta - para que não se tenham “surpresas” e desapontamentos desagradáveis em seguida.

Aliás, permitam que eu registre aqui: Odeio toda a sorte de “surpresas”, até mesmo, as agradáveis! Pois necessito estar sempre, “um pouco” preparada para tudo nessa vida, seja de bom ou de ruim.

Assim, se quiserem me presentear com uma viagem à Paris, beleza, só que vou precisar de no mínimo 72 horas para me organizar para tal. Ver com quem vai ficar o filho, se o passaporte e documentos estão em dia, se tenho “grana” para a viagem, ver se o trabalho me permite, se a casa continuará “andando sem mim”, e por aí vai ...

Querem me surpreender com um “diamante” ou um vestido novo? Maravilhoso! Mas tem que vir, no mínimo do jeito tradicional, em uma caixa normal, dessas de joalheria, (aí já adivinho), não dentro de um “pastel”, não é mesmo? Pois, eu certamente me engasgaria, com o cristal precioso!

E o citado vestido seria sempre bem-vindo, mas um pouco de investigação sobre gostos e numeração seria mais do que apreciado. Só prá não se correr o risco, de eu eventualmente vir a me sentir “estranha” com algo muito diferente de mim, não é mesmo ?

Daí, a imprescindibilidade da falada transparência em relacionamentos ! Portanto, “Jardins Secretos” comigo, nem a pau!

“Um bovino” ou uma “bovina”, com quem se pretenda ter um relacionamento sério, seja nacional ou estrangeiro já tem de vir no mínimo, nos primeiros contatos, com o “currículo” pronto! Dados pessoais, referências familiares e de trabalho, preferências de lazer, doenças infantis das quais foi acometido, etc...

Calma! Também não precisa vir com atestado de bons antecedentes com firma reconhecida em cartório! Mas, convenhamos se viesse, melhor !

Afinal, o mínimo que se espera é conhecermos com quem estamos nos relacionando, a fim de evitarmos surpresas indesejáveis no curso dessa relação.

Tão me achando uma “vaca” exagerada, não é? Pois é, nesses casos, sou mesmo. Vovô, sempre dizia: ”Seguro, morreu de velho”!

Ou em tempos de terrorismo, violência exacerbada, taras de todo o gênero, HIV, descobertas de gripes bovinas, suínas, do frango e demais tiradas da “Arca de Noé”, aquecimento global, vocês vão arriscar seu lindo “courinho bovino”, sem o mínimo de cautela com desconhecidos(as)?

Portanto, cuidado bovinos(as), com toda a sorte de companheiros de rebanho que se eleja para dividir o pasto !

Ou por um acaso, lá na sua tenra infância, sua honorável “vaca mãe”, um dia não lhes falou para não darem “bola” à estranhos?

Felizmente ou não, hoje tenho de admitir, a “velha” tava certíssima!

Em tempo e só para a AP: Considerando, que vocês se relacionam há mais de oito meses, esconder a vasectomia não é tão grave assim ! Vai ver o cara “esqueceu” de contar, ou ocultou propositalmente com medo de te perder, sei lá! (Pode ter se arrependido do procedimento, vai saber...) Assim sugeriria se for o caso, antes de terminarem tudo, estabelecerem regras de “transparência” para que não haja mais surpresas desse tipo! Ânimo, vaquíssima e bola pra frente !

DM

terça-feira, 17 de abril de 2007

Meu curral caiu...

Hoje eu estou arrasada, como se tivesse levado uma surra. Tive uma decepção enooorme com o Lu. Estava bom demais para ser verdade. Oito meses de perfeição... Mas ele deixou de me contar tinha feito vasectomia. Tá, não é nada demais. Só que eu descobri da pior maneira... Uns dias de atraso e é óbvio que eu entrei em desespero. Pânico! Trinta e sete anos e uma gravidez não planejada? Tem dó... Aí, só quando dividi minhas, digamos, angústias, com ele, o cara resolveu "lembrar" de dizer que não podia ter filhos. Ainda deu a entender que eu poderia ter interesses "escusos" em engravidar... Agora acho que não confio mais nele... Estou desapontada. Não quero ter mais filhos, mas acho que ele devia ter me contado. Antes. Pelo menos, me pouparia de alguns dias - e noites - de pavor. E, peraí, se ele não me conta isso, o que mais "esqueceu" de me informar? Que ainda é casado? Doente terminal? Que é gay? Hahaha, sei que sou dramática. Acho que a vida é uma novela do Manuel Carlos. Mas preciso confiar em quem namoro. E a minha confiança nele está temporariamente suspensa...

Para completar o dia, descobri que passei para a bolsa para o MBA que eu queria, mas... não consegui um percentual de desconto suficiente para que eu possa arcar com as despesas do curso. Vou ter que tentar de novo em setembro...

E aí? Ai, saco, tento dar uma de Polyanna, sabe? Digo para mim mesma que poderia ser pior. E é claro que poderia. Poderia descobrir que o Luigi me mentiu, em vez de omitir informações. Podia não passar no concurso e me sentir muito pior, burra, idiota e estúpida... Mas, pô, será que uma vez na minha vida, poderia ter sido melhor do que o esperado?

Então, como disse Machado de Assis (ai, que chique!): "Antes cair das nuvens que de um terceiro andar". Lógico. Oi do oitavo, como no caso da Doris Giesse, coitada. E a vida continua, tenta outra outra vez a bolsa, se o namoro não der certo arruma outro, etc, etc, digo para mim mesma.

Em tempos de massacre em universidade, guerra civil no Rio e, hahahaha, separação de Sandy e Júnior, tento dizer "tudo bem" e seguir em frente.

domingo, 15 de abril de 2007

Ainda sobre vaidades...

Gente, não me aguentei... Depois de ler o post da DM, tinha que escrever o meu também. Ando sem tempo. E sem inspiração para escrever, confesso.

Mas eu tive um Alberto Roberto na minha vida. Essa eu tinha que contar. Bom, não é segredo que aaaamo namorar um estrangeiro. Ai, gente, sei que isso pode soar meio anti-ufanista ou frescura extrema, mas não dá para explicar, é questão de preferência. Não tem homem que só namora loira? Então...

Então, meu namorado antes do Lu era um americano, o Mark. Lindo. L-I-N-D-O! Ele era, é, modelo. Sabe aquele cara que você olha e pensa "conheço esse cara de algum lugar..."? Sim, você conhece. Ele era capa de revista, anúncio de perfume, modelo da Hugo Boss. Um deus grego! Eu me pegava olhando para ele e pensando que talvez ele fosse areia demais para o meu caminhãozinho.Era cheirooooso, hum, que delícia! Acho que nunca mais vou namorar um cara que fique tão lindo de jeans, sandálias havaianas e chinelo, como se fosse a uma festa.

Passado o deslumbramento inicial, fui ouvir o que o Mark tinha a dizer. Putz, tudo do cara era maior. A casa, os (sim, os...) carros, a piscina, a carreira, o sucesso. E aquilo, claro. Bom, verdade seja dita, tirando o ipod e o celular, os homens querem ter tudo maior do que o da concorrência. Mas ele... Saco! O cara só falava dele. Não perguntava. Não ouvia. Se olhava no espelho, na vidraça, na colher, no metal polido da porta do elevador do hotel... Era mais vaidoso do que eu. Muuuuuito mais vaidoso.

Sair na rua com ele? Um suplício. Todas as muheres olhavam. Gente, juro, quase tive que botar um garotinho de programa em Copacabana para correr. Logo eu, toda fina, me prestando a um papel desses? Hahahaha! Todas as mulheres riam nervosas ao falar com ele. Até a minha mãe. Imagina isso! E ele? Adorava, claro, aceitava a corte de todos como se fosse um marajá.

E aí? Ah... Cansei. Cansei e dei uma de vaca. Terminei pelo telefone. Claro, não dava para eu ir até o Arizona só para terminar. Depois, vai que o cara aperta os olhos naquele olhar meio míope lindo demais que ele faz e eu mudo de idéia? Bom, resolvi que eu era areia demais pro caminhão dele. Então, virou regra na minha vida: acho bacana homens que se cuidam, que sejam vaidosos. Mas a quantidade maior de potes na pia do banheiro tem que ser minha. Disso eu não abro mão.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

VAIDADES BOVINAS


Seu eu fosse o diabo, a “vaidade humana”, digo bovina, seria o meu pecado capital predileto. Digo isso, sem medo de errar, porque tenho assistido ao longo dessa existência bovina, colegas, amigos, vizinhos e conhecidos perderem o “prumo”, ou “pedalarem” em suas próprias vidas, por esbarrarem nesse venal e nefasto pecado.

Certamente, não estou aqui a me referir aquela “vaidade saudável”, que todos devemos ter. Afinal, se a gente não amar a si próprio, fica difícil ser amado por outros, não é mesmo ? E, convenhamos não há nada mais saudável e salutar neste mundo, do que de vez em quando, a gente alimentar comedidamente nosso próprio ego, quando alcançamos, por méritos próprios toda a sorte de coisas legais, seja em nível pessoal, material e profissional.

Mas, a vaidade doentia e absurda, e que por certo, há de fazer “o diabo rir”, é aquela que nos fazer perder a autocrítica e o bom senso. E, é nesse perigoso momento, que o bovino ou a bovina doentiamente vaidosos, deixam transparecer desvios de conduta, e se expõem de forma quase infantil, ao inevitável ridículo.

Só para ilustrar o tema em questão, vou relatar pra vocês, uma historinha casual:

Como já sabem, resido em São Paulo, capital, em um bairro de classe média alta. Em meu prédio habitam pessoas, aparentemente “do bem”, que por certo, batalham e continuam batalhando para manter esse “universo” de classe média conquistado.

Dentre essas pessoas, que convivo de forma casual, há um inusitado “vizinho bovino” ao que consta, solteiríssimo, na faixa dos 36, 37, anos, e que mora sozinho.

Gente! O cara em questão, é muito bem apessoado. Melhor dizendo, o bovino é um “gato” de se olhar, fisicamente. Um nítido, representante do sexo masculino, agraciado pela natureza, que faria muitas bovinas literalmente suspirarem ! Algo assim, entre o “George Clooney” e o “Johnny Deep”, se é que me entendem.

Para completar a descrição da “adorável” criatura, devo acrescentar, que “dá pintas” de ser bem sucedido profissionalmente, se veste como executivo, e exala um perfume, que deixa vestígios no elevador, por mais ou menos umas duas horas, sem qualquer exagero.

Ah! Ia quase esquecendo... O cara ainda, é proprietário de uma Mercedes-Benz, quase nova, e também de uma “Harley Davidson”,(pelo menos, é o que vejo na garagem), além de ter um robusto cão da raça “Labrador” lindo e bem tratado, igual àqueles que aparecem em filme inglês.

Para as bovinas “patricinhas” de plantão, pelo menos na aparência, e com tais “acessórios materiais” o bovino em questão seria um prato cheio, não é mesmo ?

Mas não se animem muito, colegas de rebanho! Lamentavelmente um cara como esse, que a “olho nu”, aparenta estar “com tudo em cima”, tropeça, no aqui citado pecado da vaidade.

Devo acrescentar, ele tropeça, e muito feio. Ouso até a dizer, que ele se “esborracha literalmente”, e toda essa beleza aparente, escoa pelo ralo, imediatamente, já no primeiro contato.

Resumindo: O bovino é pra lá de antipático, extremamente convencido e vaidoso, grosseiro, mal-educado, arrogante, se dirige a qualquer pessoa “sempre com aquele olhar de cima para baixo”, é pernóstico, superficial e pedante em qualquer comentário, por mais singelo que seja. E assim, com toda sua não discreta “pavonice” (palavra derivada do pavão),queda inevitavelmente no mais absoluto e redundante ridículo.

Já deu pra sentir, porque que o cara, com tanto atributos, ainda permanece solteiro. Opção talvez ? Pode até ser, mas acredito que, nenhuma “vaca normal”, suportaria conviver com um “ego-bovino” tão inflado como esse!

Só para terem uma idéia, ele foi carinhosamente batizado pelos vizinhos do prédio, de nada menos que: “Alberto Roberto” (Aquele personagem do Chico Anísio, do conhecido refrão: “Eu sou apenas o máximo”!)

E olhem, que não foi nenhuma vaca que o “batizou” assim. Sim, foi a ala do rebanho masculino! Aí, caberia a indagação? Seria inveja dos companheiros de rebanho?

Em minha humilde opinião, acredito que não, e vou aqui explicitamente defende-los. O boi em questão é mesmo um “porre”, um pobre de espírito, eu diria.

Mas, cá entre nós “vaquíssimas”, vocês não acham que a alcunha de “Roberto Justos”, aquele do “Aprendiz” também lhe cairia muito bem ? (Nossa ... Sou mesmo uma vaca!)

MORAL DA HISTÓRIA: Bovinos e Bovinas! Permanecem imunes ao cometimento do pecado da VAIDADE, pois ela, pode vir a ser fatal, e botar tudo, mas tudo mesmo, o que se tem de bom a perder !

DM

quarta-feira, 11 de abril de 2007

OS MEGA-BOVINOS: OU SIMPLESMENTE CUNHADAS E CUNHADOS ...

Se você tem irmãs ou irmãos, e o seu parceiro bovino também, certamente você já os tem, se não, um dia virá a ter nas imediações de seu curral essa “sub-espécie” bovina, conhecida comumente por cunhadas(os).

Como já relatei em oportunidade anterior, “bovinos – cunhados e cunhadas” são agregados ao rebanho, e ali permanecerão para todo o sempre, a menos que ocorra uma fatídica separação no seu próprio clã.

O que equivale a dizer: Você terá de conviver com eles, ainda que socialmente, gostando muito, ou não, pelo bem geral da tradicional família bovina, e pela manutenção da paz em seu rebanho particular.

Assim, em meu modo de ver, cunhadas(os), se mostram facilmente equiparáveis à ópera ou a música sacra, quer dizer, já no primeiro contato, vocês se dão bem logo “de cara”, e aí, eles podem vir a se tornar grandes aliados e amigos, ou então, vocês já se rivalizam/antipatizam mutuamente desde o primeiro encontro.

Assim, para estes parceiros de rebanho, não haverá “meio termo”: Ou os amamos como quer que se apresentem, ou os detestamos para todo o sempre, com a específica ressalva de que teremos, no mínimo, de tolerá-los socialmente já que passarão a freqüentar nosso rebanho, ainda que em caráter eventual.

Por questões éticas não discorrerei especificamente sobre os meus agregados particulares. Os tenho pelos “dois lados” e de ambos os sexos, e convivo com “eles/elas” de forma salutar e social, como manda a boa etiqueta, sem maiores percalços.

Mas, certamente a exemplo de vocês, conheço cada estória pra lá de “cabeluda”, dessa “sub-espécie” tipicamente bovina !

Só para citar, alguns exemplos clássicos dessa espécie tão peculiar de bovinos(as):

· Sabe aquela “irmãzinha vaca” do bovino elegido, que nutre um ciúme e uma inveja absolutamente “desmensurada” de você, só porque o irmão da criatura a elegeu namorada ou mulher? (Maluca ela heim ? Ou será que ela tem alguma pretensão incestuosa, mal resolvida?)

· E o que me dizem daquele adorável cunhado que, se separou da mulher, e diuturnamente passou a freqüentar o seu curral, quando está sozinho com os filhos ? (Ah, coitadinho ! É só uma fase de transição, a qual diga-se de passagem, nunca passa. Aí então, você passa a rezar para que ele arranje logo uma nova namorada !)

· E o que me dizem daquela vaca cunhada, que odiava a ex-mulher de seu bovino quando te conheceu e por razões até então desconhecidas de você, hoje, com a maior desfaçatez, tornou-se a “melhor amiga” da ex, só para te “azucrinar”. (Caso de “dupla personalidade”, talvez?)

· Tem ainda o caso daquela vaca da mulher do seu irmão, que sem qualquer razão aparente, vive a te “malhar” pelas costas, mesmo que você seja um “doce” com ela, e ela com você, quando estão juntas. (Ininteligíveis as razões de tal comportamento, será que você a magoou um dia, ainda que sem querer ? E porque ela não te falou na hora, pô!)

· E aquela vaca, irmã do cara, que sem o menor pudor, imita você em tudo, e depois ainda, fala mal de você, para o sogro e a sogra ?

Pois é, existem às “pencas” estórias mais do que “fantásticas” destes “agregados”, mas francamente se eles não se mostrarem verdadeiros amigos, cabe a indagação?

Será que por eles vale a pena qualquer tipo de “desgaste” e tumulto em seu adorável curral ?

Pois sim, certamente que não! Os casos acima relatados, são os mais comuns, e todos devem ser vistos no mínimo, sob o enfoque patológico e psiquiátrico!

Mas querem saber, se esses adoráveis bovinos vierem um dia a te encher muito a paciência, a melhor medida a ser adotada é literalmente mandá-los “pastar”, por um bom tempo ... Quem sabe até o próximo Natal!

Mas pela paz do rebanho, por favor sejam comedidos, não os exilem por muito tempo por que aí, vocês certamente poderão vir a ter problemas com os “bovinos sogros”.

Mas .... “bovinos sogros” é assunto para a vaca AP, porque atualmente sofro o “desfortúnio” de não mais possuir tais bovinos em meu curral. Rsssssssss

DM

domingo, 8 de abril de 2007

A mesma vaca de sempre?

Outro dia desses, reencontrei uma colega de escola do primário. Sim, pode fazer as contas... Se eu ainda digo primário, já passei dos trinta. Então, faz trinta anos que eu comecei a estudar com a vaca em questão... Tenho 37 anos e não vejo o menor problema em dizer isso. Estou mais bonita, modéstia à parte, do que aos 17 ou 27... Deve ser a proximidade da idade da loba, hahahaha. Claro, já não é tão fácil emagrecer... Ganhar músculos, então, que sacrifício que é...

Bom, voltando à vaca fria. Estudamos juntas não por um ou dois anos, mas até o primeiro ano do científico (eu ainda digo científico, cruzes!): nove anos juntas. Ela nunca foi minha melhor amiga, mas convivíamos pacificamente. Ela era da turma das descoladas. Era bonitinha, mesmo. E eu, da turma das inteligentes, as CDFs, rsrsrs. Eu, que não tenho a melhor das memórias a reconheci no momento em que a vi. Mais gordinha, mais velha, mas ainda lembrando a menina do primário. Chamei-a pelo nome e perguntei se ela se lembrava de mim. Ela, simpática como poucas, apenas disse : "Não, não me lembro." Só isso. Sei lá, quando eu não me lembro de alguém, e isso acontece sempre, pois a minha memória é traidora demais, trato me desculpar, tento reunir informações que me façam lembrar da pessoa.

Certas vacas não vêm com o acessório básico "educação e simpatia" no pacote, fazer o quê? Ah, me esqueci de dizer, nos encontramos na sala de espera do curso de inglês de nossos pimpolhos. Ou seja, nos veremos todos as segundas e quartas durante um bom tempo.

Minha mãe, ao ouvir o ocorrido me perguntou se ela estava bonita ainda. Envelhecida, bastante envelhecida, foi a minha resposta. "Ah, está explicado, minha filha! Inveja", vaticinou (palavra chique, não é?) my mother. Bom, como é de domínio público, mães são nossas fãs número um. A minha não é diferente. Para ela sou sempre mais linda e inteligente do qualquer vaca que ouse me ignorar.

Agora, quando a encontro, tento ser simpática, mas não consigo disfarçar um certo ar de vaca superior que me acomete quando estou zangada. Claro que sei que ela pode não se lembrar de mim. Mas eu me lembro que ela bem metidinha e fofoqueira. E até que me prove o contrário, continua a mesma.

sábado, 7 de abril de 2007

BOVINAS NO VOLANTE !


Agora vou ser literalmente linchada pelas ‘colegas de rebanho’:

Em minha singularíssima opinião, Homens, digo bois, dirigem muito melhor que as vacas, ressalvadas as chamadas “raríssimas exceções”, é claro!

Eufemismos machistas e feministas sobre o tema, à parte, digo isso porque a questão é biológica e cerebral, pois já restou cientificamente comprovado que, por machos da espécie utilizarem-se mais do lado direito do cérebro, possuem nessa condição específica, maior noção “espacial”.

Simplificando: Por questões meramente genéticas e biológicas, bois lidam melhor com conceitos abstratos de distâncias e metragens, imprescindíveis por certo à boa condução de veículos em grandes metrópoles e estradas.

Humildemente nós, vacas, freqüentamos a auto-escola, aprendemos como eles, todos os sinais e regras de trânsito, as noções básicas de mecânica automotiva, e com sofreguidão e muito esforço, aprendemos também a estacionar entre dois carros. As inesquecíveis aulas de “baliza”.

Ainda hoje odeio “estacionar entre dois carros”, porque sempre há um boi por perto, assistindo as dificuldades bovinas naturais da cena toda, com um certo ar jocoso e de sarcasmo. E aí então, a vaca sempre vai “pro brejo”, porque a platéia bovina masculina sarcástica de plantão, não perdoa mesmo, o que nos tira ainda mais a concentração de uma coisa que, ‘com certo sofrimento’ tentamos fazer com perfeição, e raramente dá certo!

Juro! Nutro uma indescritível inveja ‘branca’ dos parceiros de rebanho, quando sistematicamente assisto bovinos, com a maior facilidade do mundo, estacionarem o carro entre espaços ínfimos, fazerem ultrapassagens arrojadas com segurança e/ou com riscos milimétricamente calculados, avançarem de forma decisiva e resoluta em cruzamentos com fluxo de carros dos dois lados, sem o menor sinal de temor, abatimento, ou aflição.

Apesar disso tudo, devo dar a mão à palmatória ! Existem sim, certas vacas que contradizem a ciência e por vocação se mostram tão boas motoristas quanto os bois! É fato comprovado que, pelo menos a gente tenta !

Mas convenhamos bovinas, ditas vacas são brilhantes exceções! Ou vocês, rapidamente podem me citar alguma vaca que ficou famosa, campeã de Fórmula I, Indy, Stock Car e afins ?

Infelizmente ou não, pelo menos no universo automotivo, admitam: BOIS reinam absolutos! E a questão aí, pode ser até de cunho cultural, pois desde pequenos, bezerros são induzidos a gostarem de brincar com “carrinhos” e nós ... “de bonecas”.

Mas e daí ? Como vaquíssima que sou, não tenho problema algum, em reconhecer “pequenas” deficiências genéticas, agora patentemente comprovadas pela ciência. Mas que tais “deficiências” me irritam, ah me irritam, e muito!

As razões dessa crônica: Recentemente obrei por destruir, inadvertidamente o espelho retrovisor de meu carro na pilastra do estacionamento de um Shopping! E aqui estou eu, me sentindo uma VACA absolutamente incompetente, burra e idiota !

Bem, por razões imponderáveis e metafísicas, quem sabe a “pilastra” em questão poderia ter inexplicavelmente se mexido ...

Mas certamente a razão mais provável do ocorrido, com sublime humildade devo admitir, foi “biológica imperícia” mesmo !

Para piorar as coisas, na ocasião em questão, havia como de praxe, dois bovinos de plantão, com aquele indisfarçável sorrisinho sarcástico embutido oferecendo seus préstimos.

Grata, bovinos pela “ajuda” e as palavras de “consolo”, e um sonoro MUUUUU de indignação pela mais do que certa “gozação”, que deve ter rolado depois!

Assim bovinos, pela paz do rebanho, um pueril pedido: Por favor sejam mais complacentes com as nossas diferenças, principalmente às biológicas, pois no final das contas, a gente já atura por demais as não tão raras “deficiências” de vocês !

DM

Em defesa da Vacona

Gente, sem querer dar uma de advogado do diabo... E, como minha amiga advogada sabe melhor que eu, todo mundo é inocente até que se prove o contrário... Mas só sabemos um lado da história (leiam o post anterior, da DM)... E se o cara merecesse muito mais do que muxoxos de desagrado da moçoila? Sabe lá o que ele fez? Talvez até ela estivesse sendo muito elegante e contida. Então, o cara do shopping podia ter pisado feio na bola e estar querendo se redimir. E eu sei bem que homens conseguem fazer expressão de coitadinhos quando se sentem culpados...

E se o cara fosse um chato, maluco, que perseguia a moça? Se fosse casado? Se não aceitasse o não que ela poderia já ter dito? A cara de enfado dela estaria justificada. O que eu quero dizer é: toda história tem dois lados. Ou três. Ou mais, sei lá, cada caso é... Vocês sabem, nem preciso completar o chavão. É que eu, como jornalista tento sempre pensar em todas as hipóteses. Não dá para escrever uma matéria sem ouvir o outro lado. Sei, sei, não faço isso na minha vida pessoal. Nem sempre. Mas na dos outros, eu tento.

Por outro lado, que importa se era um biquini? Tá, talvez ela esperasse uma jóia. Quem sabe ela esperasse um pedido de casamento... Mas se ela fosse carioca, como eu, o presente teria sido escolhido a dedo. Com o sol e o calor que tem feito, com a mania de diversidade de biquinis que eu tenho... Mais um é sempre bem-vindo. Mas, claro, se ela era apenas uma vaca fria, merecia sim um coice bem dado. Que vá para o brejo, sim, Daniel, que é o lugar ideal para ela. E sim, pode ser que ela seja uma daquelas... O que eu sei: algumas vacas andam por aí sujando a nossa imagem, seja como vacas, seja como brasileiras. Eu sinto até um frio na barriga de imaginar o Luigi contando pros amigos que namora uma brasileira. Sabe-se lá o que os caras podem pensar, dada a fama que as mulheres brasileiras têm por aí...

Encerrada a defesa da vacona, mais duas coisinhas: fui ver 300 ontem. Gosto de filmes de guerra. E de épicos. Gostei da estética de HQ que o filme tem, deu para ver as cenas horríveis sem me chocar tanto, quase nem fechei os olhos, hahaha. E, meninas, lágrimas furtivas à parte (sim, eu fiquei com vontade de chorar), permitam-me um comentário: aquilo não é um exército, é uma fatansia sexual inimaginável, são apenas 300 homens ma-ra-vi-lho-sos em cena!

Segunda coisa: Boa Páscoa para todos! Para os que acreditam nela e os que nem tanto... Que essa fase de renovação nos atinja e nos favoreça. Menos vacas do mal em nossas vidas! Menos apagão aéreo! Tudo de bom! Beijos.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

HISTORINHA DE “VACONA” PRÁ VOCÊS ...

Atendendo a pedidos anônimos, tentarei ser breve ! É uma história curta, mesmo.

Pois bem, hoje almoçando com meu filho em um restaurante no shopping, vi chegar na mesa ao lado, um distinto cavalheiro bovino com um pacote de presente, “fofíssimo” nas mãos. (Hum... - Prenúncios pascoais, imaginei.)

O cara parecia meio nervoso, digo ansioso. Pensei.... - Por certo, deveria estar esperando uma “vaca”, pela cara estampada de ansiedade, um colega de rebanho normal, é que não poderia ser. Depois de várias olhadas no relógio, eis que do nada, e mais do que atrasada,(“Charme bovino feminino”?) aparece a tal de vaca.

Na minha singela avaliação, vaca tipo comum, com um certo ar de vulgar. Mas até aí tudo bem, às vezes transcende um discreto “charme” em vulgaridades ...

O casal então se cumprimentou e se entreolhou, (Hum...Adoro essa expressão!) como fazem os casais bovinos que já se conhecem, e aí papo vai, papo vem, o bovino meio sem jeito, alcança o pacote do presente para a vaca, com aquele ar contemplativo e de satisfação que todo mundo fica, quando presenteia alguém querido.

Com acurada discrição, fiquei atenta ao presente,(minha curiosidade um dia ainda é capaz de me matar), e a reação da vaca é claro!

E aí pasmem ! A vaca, com absoluta indiferença e pouco caso, desembrulhou o adorável pacote, devendo ter sussurrado algo do gênero, não vai servir, não é meu número, - Sei lá. Noutras palavras : Sequer obrou a vaca por disfarçar que não havia gostado.

Imaginem vocês então, a cara e a cor do bovino! Absolutamente de dar dó ! O boi ficou, pra lá de “bege”, em visível descontentamento. Momento no qual, não pude deixar de me contagiar da mais pura compaixão. Afinal ele estava no mínimo,tentando agradar! E a vaca, naquele momento, literalmente arrasou o cara .

O presente em questão,(Duvido que até agora, não estejam curiosos...), tratava-se de um biquíni, até bonitinho, meia-taça, colorido, tribal. Bom, só pude contempla-lo à distância e com discrição, como já disse.

OK, vaquíssimas ! Vocês devem estar a pensar ... Estamos no outono, às vésperas da Páscoa, e o cara dá um biquíni, em plena capital paulista? Não teria sido melhor um chocolate, talvez?

Mas que importância, afinal deveria ter o conteúdo do presente? Só a atenção, a delicadeza e a lembrança do boi já não seria mais que suficiente para agradar, qualquer vaca “normal” ?

Se a vaca não gostou, que guardasse pra si tal sentimento, trocasse o biquíni depois, por algo de seu agrado, poupando o bovino de tamanha humilhação !

Fiquei consternada, e então não pude deixar de refletir: VACONAS deste tipo, é que denigrem a imagem do rebanho feminino.

Mas queridos bovinos, não desanimem ! Permaneçam atenciosos, e gentis! VACONAS como esta, estão por aí a solta, mas por certo, não hão de ser à maioria !

Boa Páscoa a todos, e nessa época, sem medo de errar, presenteiem suas queridas vacas, com os usuais chocolates. Algo mais “original”, pode dar em “zica” !

DM

terça-feira, 3 de abril de 2007

Gentleman, o sonho "Barbie" de toda bovina

Dia desses, na saída da escola de meu filho, me vi agradavelmente surpreendida pela inesperada e gentil atitude de um bovino desconhecido. A coisa foi absolutamente simples: O cara de boi, do nada, ao me ver "empunhar" um cigarro, de prontidão, estava ali disponível com um isqueiro na mão, para de forma graciosa prontamente, acendê-lo. Por certo, o boi em questão, deveria ser fumante também, e como em bolsa de vaca, é mais do normal não se acharem as "coisas" de imediato, principalmente coisas pequenas como isqueiros, a atitude bovina em questão, além de inesperada me soou como extremamente agradável e inusitada, por se mostrar absolutamente incomum, para os dias de hoje! Acho que na data e local, me senti dentro de um filme antigo. Enfim ...
OK. Muito provavelmente, os maliciosos de plantão devem estar a pensar – Ah! No mínimo o boi, queria um "aproach", ou uma paquera, ou qualquer coisa do gênero. Mas isto, de fato não aconteceu. Após acender meu cigarro, eu absolutamente encantada, de forma educada e polida agradeci, e o gentil bovino cavalheiro se afastou, da mesma forma que chegou .
Pois é, em tempos de contemporaneidade exacerbada e da tão profanada igualdade de sexos, gestos simples e educados como este, agora surpreendem as vacas !
Ou seja: Atitudes gentis e educadas como aqui referida, que deveriam ser a regra, lamentavelmente, se tornaram exceções.
Mas convenhamos, com toda a modernidade intercorrente, gostaria de registrar, que desconheço qualquer vaca de minhas relações pessoais, que não se deixe encantar com cenas de cavalheirismo bovino explícito, ainda que em tais atitudes dos companheiros de rebanho, estejam sempre embutidas as naturais "segundas" ou "primeiras" intenções, peculiares aos bovinos masculinos, se é que me entendem.
Sei lá, atitudes "cavalheirescas", fazem qualquer vaca, se sentir extremamente feminina, e porque não dizer um pouco "Barbie", pois atiçam agradavelmente nosso inconsciente e inconfessável lado princesa.(Sim, toda a vaca que se preze, alimenta um sonho infantil e obscuro de ser sempre tratada como uma princesa, e qual o problema nisso?).
Então, porque não resgatarmos em conjunto de forma corriqueira e usual tais conceitos, de adorável retorno da educação e da gentileza? (Eles, num passado não muito distante já existiram, os bovinos mais velhos por certo hão de lembrar !)
Vejam como poderia ser bárbaro: Ganhariam as bovinas por se sentirem lisonjeadas e um pouco "little barbies", ganhariam os bovinos por despertarem de imediato a simpatia e a atração da bovina agraciada com singelas gentilezas.
Se "bois" são de Marte, e "vacas" são de Vênus, como preconizava o conhecido "best-seller", quem sabe essa necessária "revisão" de conceitos não nos reaproximaria um pouco mais ?
Ah vai! Tentar ser um legítimo "cowgentleman", não dá tanto trabalho assim, e com certeza , queridos bois, vocês certamente "ganhariam em troca, muuuiiiito mais das vacas" .....
Portanto, bovinos de plantão, entendam como lei: Abrir sempre as portas dos carros das bovinas, ajudar com os pacotes no supermercado, acender os cigarros das fumantes, oferecer a sua vez em qualquer fila para a bovina de trás e por aí vai. Agindo dessa forma, as vacas por certo, ficaram muito mais receptivas a todos VOCÊS !
Isso é que é um verdadeiro conselho de vaquíssima, e é de graça hem, portanto aproveitem!
"We are waiting for you cow-gentlemen"!

DM



 

 

Um olhar feminino sobre o universo... digamos, bovino. Mulheres falando da vida e de outras mulheres.
Mulheres explicando às outras que, querendo ou não, somos todas umas vacas!




A calma alma má
A cor da letra
Adão Braga - Corpo, alma e espírito
Adão Braga - Conectado
Aletômetro
All Racing
Apoio Fraterno
Ansiosa e prematura
Avassaladora
Banana com peperoncino
Bomba MH
By Oscar Luiz
Coisas e tralhas - Mutumutum
Colóquio
Concerto em Dó Menor
Conversas furtadas
Eu sei, mas Esqueci
Eu sou garota?
Fábio Centenaro
Geek Chic
Gothicbox
Hipermoderna
Immortal lust
Instant Karma
Isso é Bossa Nova!
Irmãos Brain
Jornal da Lua
Juarez, o cabrito montês
Limão Expresso
Luz de Luma, yes party!
Jogando Conversa fora
Mas, bah!
Mais atitudes
Matérias repugnantes de um brejo
Melica
Memórias póstumas de um puto prestimoso
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MOrsa sem pelo
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Oncotô?
Os pensamentos de eu e ela
Paola, a estranha
Papo de buteco
Pensar enlouquece, pense nisso
Pererecas em chamas
Pérolas políticas
Remembrança
Saber é bom demais
Sem frescura
She's like the wind
Sinceros receios
Smile
Sobre sapos, pererecas e afins
Somos todos uns cachorros
Sou para-raio de doido
Uma mente nada brilhante
Van Filosofia
Vertente
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