quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Fetiches Bovinos

Qual o bovino ou bovina de plantão que não possui, ainda que secretamente, um específico e determinado "fetiche"?
Os que responderam de imediato e sem pestanejar um lacônico "não" estão certamente a ocultar, sua talvez "secreta" devoção ou reverência a determinados atributos dos colegas de rebanho do sexo oposto, ou do mesmo sexo, porque não. (Registra-se aqui, nenhum preconceito ou discriminação a sempre "descontraída" comunidade GLS.)
Mas os "fetiches", que me despertam especial atenção, e que serão objeto de singelos comentários nesta crônica, são aqueles restritos aos "rebanhos heterossexuais", comunidade da qual as vacas subscritoras deste "blog", são assumidamente integrantes.
A palavra fetiche provavelmente, deve estar associada a "feitiço", ou seja a uma determinada "coisa" ou "parte" do mundo bovino, que exerça sobre nós um específico encanto ou fascinação, ainda que consciente ou não, sem qualquer razão plausível aparente.
Pois vejam vocês, depois de quase nove muitos anos de convivência diária, com meu "cow-partner", descobri dia desses, que este é um incondicional "fetichista" - pasmem ! - De pés femininos.
Tudo bem, minhas "patinhas bovinas", por certo hão de ser diferenciadas das demais, sem falsa modéstia, eu diria até que de são de uma adorável "Cinderela’s Cow", pois calço apenas 34. Mas, "patas" ? - Quero dizer, pés?
E eu, "vaquíssima", ainda mais em tempo de "vacas magras", como bem já referido pela AP, sempre muito mais preocupada com a manutenção da "silhoueta" bovina, sempre na constante e secreta vigília, contra o aparecimento de indesejáveis rugas de expressão, com o adequado e almejado enrijecimento de coxas e quadris e todas as mazelas peculiares do universo estético bovino feminino ...
Obviamente, como da natural essência das "power cows", aproveitei de imediato, a deixa, para comprar inúmeros sapatos, ou melhor sandálias altas, altíssimas, que deixassem os citados "pés" estrategicamente desnudos, a fim de atiçar propositalmente o fetichista em questão. Fiz até uma tatuagem de "toninha" (pequeno golfinho),não permanente é claro, em uma das patinhas,(loucurinhas de final verão!) Deu mais do que certo, é claro, o bovino em questão,por acaso,sequer me indagou sobre o quanto gastei nas citadas sandálias,simplesmente se deixou se seduzir pelo armado feitiço, e pronto !
Pois, atentem-se bovinos, vacas por excelência "aaaamam" sapatos, sem qualquer razão lógica aparente, aliás nem deveriam, pois são geralmente manufaturados do próprio "couro" do rebanho, HÁ, HÁ, HÁ).
Mas, voltando aos "fetiches", porque pés, o que há de tão especial e sensual especificamente em pés bovinos femininos? Os fetiches mais óbvios, e que permeiam, por certo o universo fantasioso masculino bovino, não seriam os cortes do traseiro (bumbum) e quartos (coxas), além das tetas (peitos), ainda mais em épocas de exaltação exacerbada às vacas "siliconadas" ?
Sei não, mas devo confessar, que meu "fetiche" particular, não se encontra diretamente relacionado a uma determinada parte do corpo dos companheiros de rebanho, pois aprecio quase tudo da estética bovina masculina de um modo geral.
Mas meu singular "fetiche", está ligado a um discreto e indispensável acessório. Estão preparados(as) ? Pois aí, vai...
"Óculos"! Simplesmente, me fascinam os "bovinos que usam óculos". Sejam eles de grau ou de lentes escuras, para obscurecer a luz solar, não me interessando, qual a deficiência oftálmica que o bovino detenha.
Bovinos de óculos, me remetem invariavelmente a fantasias com seres superiores e intelectualizados, de uma cultura diferenciada do rebanho comum, parecendo estarem sempre prontos e dispostos a me ensinar algo de novo e incomum !
E se o acessório em questão, for batizado de uma "grife" famosa ? (Sou vaca pobre, mas "enjoada") Seja ele um "Prada", um "Ray Ban", um "Valentino" ou um clássico "Giorgio Armani", aí então o bovino passa a demonstrar classe e bom gosto, deixando transparecer naturalmente aquele "ar" docemente paternal e protetor.
Sim vacas, admitam, apesar da tão em voga independência bovina feminina, apreciamos e muito, bovinos com aquele doce "ar" protetor, mesmo que a batalha pela manutenção do rebanho, hoje se mostre de igual para igual !
E quando os bovinos se despem do citado acessório então ?... MUUU!
Colegas de rebanho, vocês por um acaso, já se detiveram por um instante, nesse inusitado e singelo momento, quando um bovino tira de forma casual os óculos e aí se desnuda de forma definitiva para o mundo, proclamando com seu, agora visível olhar natural, as razões a que vieram ao mundo ? É uma experiência, mil vezes, mais excitante para mim, por exemplo do que despirem o acessório, "cueca" ...
Pois é, fetiches na maioria das vezes, costumam ser inexplicáveis e não bem entendidos pela grande maioria do rebanho, mas estão sempre presentes, por vezes em nossas perturbadas mentes, servindo a um propósito mais do que justo e honorável, qual não seja, para de vez em quando muito, para de forma prazeirosa, nos desviar a atenção das misérias cotidianas bovinas !
Depois de abordar temas tão pesados, como "chifres e cornos", nada como nos entregar a um adorável devaneio "fetichista", para alegrar e porque não conturbar de forma saudável, essas criativas almas bovinas !
Então, estão todos convocados a partir de agora, a revelarem seus fetiches particulares. Bovinos e Bovinas, estou esperando ansiosamente tais revelações !

DM

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Sobre chifres, "guampas" e outros adereços

Bovinos e bovinas, que nunca levaram um chifre, uma eventual "guampinha" por menor que seja, ou ainda, que ousem falar que nunca, por essa vida bovina à fora, um dia deixarão de virem a ser premiados com incômodos adereços que atirem a primeira pedra...
Pois é, o assunto é polêmico e em nada agradável, mas por certo faz parte da vida. Então, encarando o problema de frente,(ainda que com chifres) e de uma maneira otimista, devemos ter sempre em mente, que de uma eventual "chifrada", por certo nunca esperada, devemos no mínimo tirar alguma lição de vida. Afinal, quem nos garante que um dia não "chifraremos" também ??? Vale pra todo mundo, né ???
Como já disse antes, "levar ou tomar" um par de chifres de parceiros bovinos com quem mantemos algum tipo de relação, por certo não é uma opção voluntária, mas ostentá-los por onde quer que se vá, aí sim, passa a ser, em meu particular modo de ver, uma dolorosa opção.
Não sei bem às origens de tais expressões populares tais como "levar chifres, tomar guampas ou cornos", nem tive tempo para uma pesquisa mais acurada, no que peço perdão dos leitores, mas por mera intuição, acredito que tais expressões advenham talvez, das dolorosas marcas que qualquer traição, por menor que seja ela, obram por deixar na pele, ou melhor dizendo na "alma" do bovino(a) traído.
Uma "chifrada", atinge ainda para muitos, dimensões mais dolorosas, quando a traição operada, ganha o domínio público, sentindo-se então, o bovino em questão, ou seja o que experimentou os ditos "cornos", além de traído, desmoralizado perante os demais.
Mas singular circunstância, deve no mínimo ser encarada como de somenos importância, a menos que vocês sejam de forma exacerbada, por demais preocupados com a opinião dos vizinhos de rebanho. Sugiro então, aquela música "clássica" que tem por refrão : "Tô nem aí,to nem aí" ...(Pode ser uma atenuante).
Mas falando sério, o que dói mesmo, e aí valem algumas lágrimas e um inevitável e passageiro sofrimento, é a traição em si, àquela insidiosa sensação de se sentir enganado, logrado em seus valores mais íntimos, para não dizer desrespeitado mesmo, pois em algum lugar do passado, você e seu "bovino traidor", por certo em determinado momento, fizeram juras de lealdade, fidelidade, respeito, amizade e amor.
E aí, não adianta, todas essa juras "vão por água abaixo", por conta desse insano(a) traidor(a), porque você, por amor-próprio, não ousaria mais, confiar num sujeito(a) que lhe botou "chifres", não é mesmo ?
Aliás, confiança e credibilidade, são "componentes", que na vida bovina comum, só se logra por perder uma vez.
Há entretanto, os chamados "bovinos mansos", ou seja aquela sub-espécie de bovino, que perdoa pacíficamente um eventual "deslize", de seu companheiro(a).
Mas eu particularmente, e por opção própria não faço parte deste rol.
Até porque não acredito nesse "afável perdão". Ele me soa como dúbio e falso, pois querendo ou não, o bovino traído, a partir de então, sempre vislumbrará seu companheiro com "outros olhos", ou seja sempre haverá, uma dúvida, um senão, ou seja "uma big pulga atrás da orelha",a qualquer saída, a qualquer demora, a qualquer impedimento, e aí convenhamos fica difícil de viver,(leia-se conviver), pois nunca mais haverá a proclamada paz, serenidade e confiança no próprio rebanho, não é mesmo ???
Então "chifradas e chifrudos", já que o "chifre" às vezes é inevitável, o adequado caminho, é sofrer o que precisa ser sofrido, na medida certa, nem mais nem menos, buscar os velhos amigos para um reconfortante consolo, reencontrar a auto-estima arranhada, e só então após esse "humano/bovino" sofrimento, partir para novos rebanhos, para se correr enfim, os mesmos riscos ...
Riscos e "chifres" irremediavelmente fazem parte da vida bovina, mas o que interessa mesmo, é viver e viver bem, compartilhando uma vida com quem realmente valha muito a pena ! E, uma vez pré-estabelecida tais condições, não vejo não, muito lugar para bovinos traidores de plantão..... CORAL DE MUUUUS PRÁ ELES !!!!

DM

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Vaca em dia de fúria!!!

Mal bem chegada do cenário paradisíaco, que não se constitui por óbvio o "habitat" natural desta bovina, mas que, mesmo assim, estava ótimo,(aliás, registra-se aqui, na próxima encarnação não pretendo vir bovina, queria experimentar a sensação de ser de uma espécie marinha, por certo mais "light"...), já constato a presença desagradável das aqui já citadas colegas "bovinas de plantão", que sempre estão de olho no curral alheio, ou seja com vistas pra lá de grossas diretamente para o meu próprio curral. Haja paciência e tolerância.(Se bem que hoje não estou nada munida desses louváveis atributos, daí a minha fúria, aqui propositalmente dividida com vocês).
Devo de antemão confidenciar, que meu curral nunca foi um poço de serenidade e tranqüilidade, pois sou, e sempre serei a segunda vaca "oficial" de meu bovino - por opção exclusiva deste último, diga-se de passagem. O que, equivale a dizer que sempre tive que conviver, ainda que a distância e contra minha própria vontade, com os problemas sempre constantes da "ex-vaca" titular. (Com louvor e honra ao mérito, aqui catalogada, como pertencente à categoria das bovinas do "lado negro da força").
Mas, com maestria, doses "cavalares" de paciência, compreensão, e muito bom-humor, (muitas vezes do tipo "humor-negro"), somados a uma boa dose de maturidade, acho que consegui, ao longo de quase 10 anos, juntamente com meu bovino, construir um novo curral, por vezes diferenciado dos demais, o qual ousaria me atrever a eventualmente chamar de "quase-perfeito", mas que não o é, pela simples razão de inexistir perfeição no mundo bovino.
Ou seja, filosoficamente falando, meu curral como qualquer coisa no mundo bovino, não se mostra perfeito, porque a perfeição é discípula direta do que venha a ser ideal, e ideais são utópicos, e inatingíveis, vez que, se atingidos, logram por deixarem de ser ideais... Assim... ficamos no "quase-perfeitos", o que já é muito bom !
Mas voltando a descrição do curral próprio, ele é quase perfeito, porque nele habitam dois bovinos adultos, "de cabeças leves", que possuem inúmeras afinidades aparentes e ocultas de todo gênero, que se respeitam, que dividem mutuamente, além do curral comum, toda a sorte de problemas de ordem material e moral, que se admiram, que se perdoam, que não se ressentem e guardam mágoas, e principalmente porque, em meu particular modo ver, um deseja ansiosamente a felicidade do outro.
Por essas e muitas outras razões, a meu ver as "pastagens" de nosso curral florescem e têm florescido ao longo da passagem dos anos, se mostrando verdejantes e promissoras "aos olhos" de terceiros bovinos e bovinas, despertando nesses(as) incautos(as) aquele famoso pecado capital, tão nosso conhecido chamado de "INVEJA". Abomino esse pecado, mas confesso apreciar a luxúria e a preguiça. (Papo, para outro dia certamente).
E é aí que entram, as "chamadas bovinas" de plantão, razão de minha crise de fúria bovina de hoje que espero logo passe, como outras já passaram.
Pois bem, a bovina que me tirou do sério, neste primeiro dia "de volta à vaca fria", casualmente é secretária (tipo clássico), e se chama R ... (não vou dar nome à vaca, embora ela merecesse sair do anonimato) e pelo que tenho observado, tem sistematicamente buscado ou tentado buscar aproximação física com meu bovino, sempre sob pretextos eminentemente profissionais.
Exemplo: Dia desses, meu bovino, inocentemente, relatou que ela alisou seu terno, para tirar uma sujeira ou cisco. Outro dia, alisou sua cabeça, também sob o mesmo pretexto. E ontem, pasmem, ousou pedir carona para ele. Adivinhem até a onde ? Justamente na frente de um casual e estratégico motel, situado na Ricardo Jafeft. Olha a máxima bandeira aí gente ....
Meu bovino, "um cowgentleman", como sempre, disse que não poderia se recusar a dar tal carona, porque ia necessariamente para aqueles lados,e com aquele sorrisinho amarelo, "típico" dos bovinos da espécie, quando têm consciência da suprema "bola-fora", confessou naturalmente a "singela" historinha, provavelmente já antevendo minha furiosa e mais que razoável reação ...
Por incrível que pareça, conheci a vaca em questão recentemente, biótipo tipicamente nordestino, (nada contra eles, hem), falsa loira (raízes pretas à vista já no primeiro contato)-inescapável de qualquer olhar bovino feminino criterioso - baixinha, feia, sorriso falso e amarelo, mas que não passa desapercebida aos olhos bovinos masculinos, por suas incríveis e volumosas tetas (sim é uma vaca e deve ser descrita como tal), com certeza turbinadas – leia-se "siliconadas"... Daí a minha relevante e ponderada exasperação ...
Bom, a vaca em questão, não é provavelmente do tipo que ameaçaria uma relação bovina como a minha, mas mesmo me considerando uma morena "Cow Power", minha fúria pelo ocorrido, hoje certamente estremeceu a paz do rebanho !!! Agora colegas, qual é a dessa vaca, hem ???
Certamente, mais uma "erva-daninha", que precisa ser banida imediatamente das proximidades das pastagens do curral !!!
MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!

DM

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Quando eu sou uma vaca?

Perguntinha difícil, essa... Durante o feriado, estava contando para minha mãe sobre o blog. Afinal, foi com ela que aprendi a chamar as outras de vacas... Ela ficou espantadíssima: "Somos todas umas vacas? É? Você acha?". Depois de pensar um pouco, disse que sim, às vezes ela própria era uma vaca. Mas que raramente chamava uma mulher de vaca no intuito de xingá-la. Que era uma palavra quase que carinhosa... Viram? Saí à minha mãe! Bom, eu já disse que concordo com o Casseta e Planeta: "Mãe é mãe... mulher é tudo vaca!". Então, não, vocês não vão me ver aqui dizendo que a minha mãe é uma vaca. Nunquinha! Contei sobre o que ela falou, só por que, depois dessa conversa, passei o carnaval inteiro me vigiando para saber quando eu era uma vaca...

Descobri, espantadíssima, que posso ser uma vaca com meu namorado, quando, é só um exemplo, exijo mais atenção do que ele pode dar... Coitado, deixo ele contra a parede, sem nem fazer força nem perceber. Quando vi, já foi. Ou já fui: vaca. Lá está ele, com um oceano e um pouco mais de distância entre nós, tentando administrar as minhas crises existenciais... E eu sou daquelas vaquinhas repetitivas, sabe? Fico voltando e voltando e voltando ao assunto. Muuuu!

Peraí, é claro que ele não é santo, dá suas pisadas na bola, sim... De vez em quando, não consegue separar o que é mimo e o que é verdade. Me trata como menina mimada. O trabalho dele sempre vem em primeiro lugar. Claro, o trabalho é importante, mas não é tudo. Ei, e euzinha, aqui, pedindo atenção? Puxão de orelha: já é difícil o suficiente, para uma vaca insegura como eu, namorar alguém tão distante, tão fora do meu alcance. E se a carapuça coube em vocês que estão lendo, usem-na! Olho no curral, tem sempre alguém querendo pular a cerca e tomar posse da vaca alheia! Não é ameaça, é uma mera constatação dos fatos.

Mas, ah, delícia... ele está chegando no início do mês. Estou, com uma paciência bovina, contando os dias.

Outra coisa: sou vaca em outras ocasiões... Não vou ficar aqui me fazendo de santa, vaca em pele de cordeiro... Mas não dá para contar tudo de uma vez, né, perde a graça.

A minha amiga vaca gaúcha preferida me disse que quer escrever sobre os homens, outro de nossos assuntos preferidos... Mas está receosa, achando que o asunto foge ao tema do blog. Imagina, amiga, por trás de um homem, sempre há uma grande... vaca!

Beijos!

Voltando à vaca fria!

Bom, passados os quatro dias do Carnaval, da folia, do descanso e da desopilação sempre necessários, voltamos a "vaca fria" (a expressão é ótima e bastante fiel aos objetivos deste "blog") ou seja voltamos para nossa realidade cotidiana, com tudo que ela tenha de bom ou de ruim.
Meu Carnaval foi ótimo !!! Eu, e o "companheiro bovino de vida", além de nosso "bezerrinho", é claro, fomos para uma praia paradisíaca do litoral paulistano, onde desfrutamos do ócio na sua plenitude, com direito a um cenário embutido de serra, mar e sol, regado a "muiiitas caipirinhas de vodka AB". (Neste particular item, lembrei de vocês "vacas carioca e paulista".)
Foi tudo de bom mesmo, deu prá bater muitos papos, dar muita risada, travar longas caminhadas, fazer sexo de qualidade, se divertir com o pimpolho na praia e na piscina com direito até a velhos "jingles" e marchas carnavalescas, que sempre nos remetem a memoráveis carnavais do passado ...
E depois disso tudo, assim renovados de corpo, de alma e de espírito voltamos "meio-alegres" ao nosso cenário habitual e rotineiro, ou seja: a casa, ao trabalho, aos compromissos inadiáveis, aos horários rígidos, ao "adorável trânsito" de São Paulo, ao stress, e a tudo aquilo que de forma costumeira e usual inadvertidamente apelidamos de "vida normal".
Já na quarta-feira de cinzas, tive o agradável presságio da volta à "vida normal", desarrumando malas, lavando roupa, separando uniformes e mochila de escola, ajeitando a casa, dando o "check in" nos e-mails, na agenda de contas e compromissos para o resto da semana, e por aí vai, sem falar no celular, que não mais parou de tocar desde então, anunciando em alto e bom tom, que "the dream is over", mesmo.
Assim, diante dos paradoxais cenários de vida aqui retratados, e sem querer fazer qualquer apologia exacerbada ao ócio, por alguns segundos, me questionei: é a tudo isso que realmente chamamos de "vida normal"?
Pois vida normal pra mim, deveria ser a relatada no início desta crônica, onde havia tempo pra tudo ser feito com qualidade ...
Mas, a voz bovina da razão nos chama ao trabalho, ao estudo, e a tudo mais, até para que possamos financiar alguns dias de férias, em algum lugar do paraíso terrestre.
Mas convenhamos à volta a "vaca fria", e a constatação de que dela não nos livraremos tão cedo, é no mínimo chocante, pra não dizer desestimulante, pois no fundo sabemos que desta nefasta, "sub-espécie bovina", não dá pra fugir ...
Então bovinos e bovinas de plantão, vamos pelo menos tentar esquentar um pouco essa chamada "vaca fria", para que a vida nos pareça mais salutar e agradável. A leitura diária deste "blog", por exemplo, poderá vir a ser um paliativo ...
"By the way", me chamou também especial atenção, que só bovinos do sexo oposto, demonstraram interesse nesse "blog". Será que as parceiras de curral, não se identificaram com nenhum dos perfis das vacas até aqui relatadas, e/ou não estão a assumir naturalmente sua condição de bovinas ?
Cabe uma investigação mais acurada sobre assunto, que evidentemente ficará para uma próxima crônica !
Já que voltamos a "vaca fria", saudações a todos !!!

DM

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

O triste fim de um relacionamento bovino...

Não adianta, não existe rompimento amoroso, por qualquer que seja, sem dor, mágoas e uma boa dose de frustração. Até porque, não existe separação bovina, "sincronizada", ou seja os protagonistas de uma relação, por certo nunca decidem ao mesmo tempo e de comum acordo, que deixarão de se amar, admirar ou gostar, por exemplo precisamente no dia 24 do mês e ano corrente às 9:45 horas da manhã.
Se fosse simples assim, seria tudo mais fácil, pois em data, hora e local previamente acordados, e sem "melodramas bovinos mexicanos", o boi e a vaca em questão, iriam cada um para o seu curral próprio, sem culpas e ressentimentos e sem aquele amargo vazio na alma.
Mas na prática as coisas nunca ocorrem desta forma. Vacas e bois, mergulhados na rotina cotidiana de suas pastagens e vidas comuns, insistem, muitas vezes, por não se darem conta, de que seus adoráveis "cérebros bovinos", um dia, simplesmente deixaram de se comunicar.
E em assim, conscientes, ou não, de tal realidade e por mera comodidade, teimosamente prolongam de forma desnecessária, a meu ver, um relacionamento, que desde muito tempo, já havia dado sinais de sua própria "falência existencial", por força de toda a sorte de circunstâncias.
A coisa complica ainda mais, quando uma vez estabelecido este lamentável estado de coisas, ainda que de forma inconsciente para os partícipes da citada relação, uma "vaca" ou "um bovino" mais bem apessoado e interessante de um curral vizinho qualquer, obra por despertar a atenção e o encantamento de um destes protagonistas, de forma propositada ou não.
Estabelece-se aí, a partir de então, o clássico relacionamento "Pitagórico Bovino" (lembram-se do triângulo de Pitágoras, catetos e hipotenusa) e toda a sorte de culpas e ressentimentos recíprocos, que culminará sempre ao final, com a dissolução do triângulo a qual a "olho-nu", poderá ser boa para uns, e ruim para outros.
Mas em meu particular modo ver, em "triângulos bovinos" desta natureza, ouso, quase sempre, absolver o terceiro "bovino", situado no vértice do triângulo, e que geralmente, carrega a "culpa" de tudo. Esse coitado,inicialmente trata-se sim, de um mero, coadjuvante na história, vez que inicialmente nada tinha a ver com o "pato", (digo com os dois bovinos mal resolvidos), pois nenhuma vaca ou boi em "sã consciência", gostaria se envolver em uma questão complicada dessas ...
Mas assim mesmo, por ser da natureza humana, digo bovina, para não descaracterizar o formato e o feitio deste "blog", esses terceiros acabam por fazer parte integrante de tal triângulo, vindo a partir de então a compartilhar do sofrimento dos demais bovinos, em doses "cavalares" (cansei um pouco da metáfora bovina).
Nessas particulares condições ...
- Sofre a vaca ou boi insatisfeito, que olhou para o curral do vizinho e aí não resistiu, e sucumbiu a luxúria e posteriormente à paixão, ainda que venal, por conta de uma satisfação pessoal que não mais encontrava no curral próprio;
- Sofre, por seu turno a vaca ou boi que não sabia de nada e/ou fingiu que não sabia, e aí se sentiu traído e enganado;
- E, sofre também o terceiro bovino/a da história, que nem sequer conhecia essa inicial "parelha de bois", mas assim mesmo, logrou por se apaixonar por um deles, e agora quer um curral próprio com o bovino com quem inadvertidamente se deixou envolver.
Aí, é "estrume" para todos os lados e ângulos do triângulo de onde se olhar ...
Donde há de se concluir que: Em "relacionamentos bovinos triangulares", nunca haverá vencedores ou vencidos, pois todos inevitavelmente perdem um pouco da auto-estima e do bom-senso, pois seus partícipes, passam assim (con)viver, nessa "tríplice-aliança" sempre em meio a culpas e conflitos infindáveis.
Cabendo portanto a sublime indagação: E tudo isso prá que?
Para depois de muito sofrimento, a voz bovina da razão, admitir para si próprio(a), que seu parceiro bovino ou a sua relação com ele por certo já desgastada, mantida até então a duras penas, não valia mesmo mais à pena!
A saída honrosa portanto, salutares companheiros(as) de vida bovina, é sempre tentar fugir de triângulos, em qualquer ângulo em que se esteja dentro dele, e atentar-se sempre, de forma simples e realista, para uma coexistência bovina no mínimo satisfatória e gratificante.
Pois, onde não há mais carinho, amizade e especialmente lealdade, a "vaca", literalmente há de "ir pro brejo mesmo", e aí não dá mais "para chorar o leite derramado". Perda de tempo e energia, em vão.
Lembrem-se, todos nós já nascemos com "chifres", a questão básica é, portanto, por opção "carregá-los ou não" !

DM

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Carnaval em tempo das vacas magras...

Gente, de onde tiramos essa necessidade absurda de sermos magras? Vai saber... Vivemos, literalmente, o tempo das vacas magras. Eu sempre fui magrinha, quando criança. Cresci rezando para virar um mulherão... Quando era adolescente, cheguei a usar uma calça por baixo dos jeans, para dar a impressão de "recheio"... Pode? Era alta e magra, puxa, o que mais eu queria?
Se antes eu queria ser mulherão, por que agora quero ser magrinha? Eu, hein? Bom, olhemos em volta. De onde tiro essa minha idéia fixa? Das lindas vacas que povoam a mídia, gente. Lindas, lindas, lindas. Magrinhas e lindas. Ai, carnaval então é um suplício. Lá estão elas, esfregando na nossa cara sua magreza! Não estou falando das de aparência anoréxica, não. Mas das Giselles da vida... Um amigo me disse que isso é frescura de mulher, que homem gosta de uma carninha (carne de vaca, hehehe...) para pegar e que não liga para uma gordurinha ou um pouco de celulite... Ih, sei, não. Tive um namorado que era bem chato quanto a isso... Me queria muuuuito magra, um saco. Enxergava cada celulite, um porre. Acho que não dá para generalizar, gosto não se discute. Mas também sei que, por uma questão de saúde a gente precisa se cuidar. Porém, vacas, além da saúde, é importante nos sentirmos bem. Saúde mental. Eu me sinto bem mais magra. E tento não ser paranóica. Tento, sim. Juro que tento. Um dia eu chego lá.
Mudando de assunto, Vaca Paulista, cadê você? Por que não veio escrever com a gente? Você é de longe a mais engraçada das Três (Vacas) Superpoderosas... E a especialista em broncas. E que tem uma lista de vacas consideráveis na vida. Arruma um tempinho, vai...
Mudando de assunto de novo... meninos, estou boba. Achei que esse era um blog de mulherzinhas e que vocês iam achar tudo muito fofo e chato... Sejam bem-vindos!

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Pornografia no curral!

Agora virou moda. "Vacas vadias", optam por largar a "dolce vitta", de garotas de programa, para escreverem livros autobiográficos que se transformam do dia pra noite, em "grandes" sucessos editoriais. Vide o caso da "Bruna Surfistinha", e de uma tal de "Marieva ou Marilda", só para citar as mais conhecidas do momento, na mídia impressa e televisiva.
Não me despertou a curiosidade a leitura de tais obras, por certo de conteúdo literário duvidoso. Mas imagino que tais "autoras", nelas devam retratar suas proezas sexuais de forma detalhada com toda a espécie de clientes que obraram por encontrar pela frente, descrevendo também as nuances e as razões de ingressarem nesta malssinada "vida de vadiagem", e de seu posterior arrependimento.
Tanto isto é verdade, que largaram a profissão de "ESCORT COW GIRLS",(a nova designação de vacas putas, é agora pra lá de pomposa) se intitulando escritoras de obras catalogadas.
Gostaria de frisar, que nada tenho contra "bitch-cows", garotas de programa, "escorts-girls", vadias, vagabundas, putas e afins, e também nada contra a profissão escolhida, até porque, encaro a prostituição como um modo de opção de vida.
Mas o que me causa estupefação, e até uma certa dose de indignação é o alcance, a dimensão, e o sucesso financeiro que atinge qualquer empreendimento que tenha por finalidade a divulgação de sexo e de pornografia. Registra-se aqui: Adoro sexo, como qualquer "vaca" normal, e estou longe de ser conceituada de "puritana", pois nada no gênero "pornô-sexual" me escandaliza mais, até pela entediante, repetitividade das cenas .
Aliás, nesse particular, tenho de concordar com mamãe, uma senhora respeitável de sessenta anos, que ao ver um filme pornográfico dias desses, comentou de forma tediosa: - "É ..., filme de sacanagem é que nem escola de samba, viu uma, viu todas!
Então o porquê do sucesso do gênero ? Acertaram as vacas que responderam sem pestanejar: - Porque nossos parceiros de curral (Leia-se "cowboys") AMAAAAAAM esse tipo de coisa, e tá acabado!(Por favor não interpretem de forma dúbia o "acabado", falar de sexo, em tom coloquial, às vezes é complicado.)
É impressionante, o fascínio que a pornografia exerce sobre os parceiros bovinos, o que me leva a crer que deva haver razões antropológicas para tal...
Mas tirando tais razões antropológicas da espécie, é de se indagar, o que será que há de tão fascinante pra eles, em pênis, xoxotas e peitos dos mais diversos tipos e tamanhos, sem falar em sodomias, posições pra lá de inescrupulosas, sexo à três, à quatro, à dez, bizarrices, anões besuntados,etc. (Tão me achando conhecedora de causa, né ?)
Bom, mas o melhor caminho na vida, é sempre assumir as realidades constatadas.
Portanto, sigam o conselho desta "Vaquíssima": - Deixem os "guris bovinos" se divertirem com tamanhas baixarias, ressalvadas as hipóteses patológicas, mas desconfiem sempre das vacas divulgadores de tais materiais. Elas podem vir a se tornar ameaçadoras da paz do rebanho.
Aproveitando os prenúncios carnavalescos ... Muita sacanagem pra vocês !!!

DM

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

As outras "vacas de plantão"...

O assunto é delicado e requer especial atenção para que eventualmente não se cometam injustiças, por isso aconselhável tratá-lo de forma lúdica.
Pois bem, vamos falar hoje sobre "as outras vacas" as chamadas "de plantão", ou seja, aqueles que insistem em "assombrar", ainda que de forma não proposital, diariamente, a paz de qualquer clã bovino estável, aqui me referindo à uma relação bovina com o sexo oposto, seja ela informal ou não, conjugal ou não, de namoro, de "rolo", etc., ou como quiserem chamar.
Imprescindível referir, a necessidade de que a mencionada "relação bovina" seja pública e notória aos olhos de todos, para que possamos enquadrar melhor esse tipo de "vaca" cotidiana.
Pois bem, apenas para citar algumas dessas "outras vacas", mencionamos as sub-espécies mais comuns, dentre elas, figurando solenemente: As secretárias, as colegas de trabalho, as sócias, as telefonistas, as "pseudo-amigas confidentes", as ex-colegas de escola e universidade, as psicólogas, psiquiatras, médicas, advogadas, etc., - em síntese todas as vacas que exerçam uma profissão que exija no mínimo respeito aos limites da ética, ou seja qualquer "cow" do "tipo comum", que necessariamente coexista de forma diária com seu parceiro bovino, e você não pode de qualquer modo evitar.
Por incrível que pareça, em tempos de vida moderna e conturbada como a nossa, nessa salutar e efêmera existência bovina, essas vacas tidas como cotidianas de plantão, convivem habitualmente com nossos parceiros bovinos, muitas vezes em números de horas infinitamente superiores, as que nós – vacas publicamente tidas como titulares - desfrutamos da companhia dos mesmos.
Por certo também, que a convivência ainda que profissional de nossos bovinos, com as aqui carinhosamente catalogadas "de plantão" ou ainda de "power cows", como bem referido pela bovina A P, não podem e não devem deflagar nenhuma "histeria bovina coletiva" de nossa parte, pois obviamente, em um "macro-universo" como o nosso, somos obrigadas, por força das circunstâncias, a conviver infelizmente com "todas" as bovinas da espécie.
Mas convenhamos, algumas dessas "others cows" por vezes e em muito, extrapolam os limites do que venha a ser a chamada informalidade profissional, tolerável e exigível em locais de convivência social, seja ela profissional ou casual, enfim aqui enquadradas todas as possibilidades, fora do lar bovino habitual.
Portanto colegas bovinas, tolerância zero, para este tipo de vaca, quando:
elas, por um acaso, vierem a se referir a seu adorável "touro", através de adjetivos que denotam informalidade exagerada, tipo "querido", "vida", "carísssimo", etc.;
quando insistem em tocá-lo, em qualquer ocasião sem qualquer razão específica para tal, ainda que sob o pretexto de "foi sem-querer" (pois sim!);
quando procuram seu "touro" excessivamente fora do expediente normal, para falar de assuntos relacionados ao trabalho ... ou, não;
quando deixam recados ininteligíveis na secretária eletrônica do celular deste;
quando você, mesmo presente, nas chamadas festas do escritório, que é obrigada a ir, se mostra por elas notoriamente ignorada;
E por aí vai .... O quê ? - Por um acaso, vocês aí, estão me achando paranóica e possessiva em excesso ? Por certo que não se trata disso não, queridas amigas, apenas zelo e atenção pelo bem e manutenção do rebanho próprio.
"Olho-vivo" e "faro-fino", é o mínimo que se exige quando se trata deste tipo de vaca plantonista, pois como vocês já devam estar "carecas" de saber, bovinos do sexo oposto, não são imunes a elas, e eventualmente podem vir a apreciar com muito gosto, novas pastagens ... mas isso é assunto, por certo para uma nova crônica naturalmente !

DM

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Cow Power!

A última da espécie a ser adicionada à minha lista bovina é a secretária do meu namorado. Sem preconceitos, não sou daquelas vacas inseguras que acha que secretárias são vadias prontas a tirar uma lasquinha do chefe. Não. Esse tipo de mulher, as vadias, estão em todo o lugar e têm todo o tipo de profissões.

Mas, voltando a secretária, meu namorado é italiano e, oh, que coincidência, mora na Itália (Nem vou entrar agora nesse mérito, de namorar alguém que more tão inacreditavelmente longe... Só eu para fazer isso). Então, nos falamos todos os dias pelo Skype. Pois a dita sempre vai até a mesa dele. O tempo todo. Normal, afinal está no job description dela que ela tem que falar com o chefe.

E eu a vejo sempre. Não me despertou ciúmes (Obrigadinha, Senhor, fico te devendo mais essa...). Mas ela não me vê, que ele fecha a telinha. Acho que nem sabe que eu existo. Bom. Toc, toc, toc... Lá vem ela, de salto alto. Fala alto. Ri alto. Tá bom, ela é italiana, espera-se isso das italianas.

Mas outro dia, soube que ela manda e-mails com sacanagem (fotos, vídeos, piadas) para todos da empresa. E por sacanagem, não entenda aqueles e-mails com fotos de homens pelados e maravilhosos que nós nos mandamos umas para outras. Por sacanagem, eu quero dizer sacanagem, mesmo. Videos pornô. Fotos pornô. Pode??? Qual é a dela? O que ela ganha com isso? Admiração masculina? Sei lá, vai entender... E, o pior, meu namorado me contou isso com um quê de admiração! Mas, alívio dos alívios, ela não faz o tipo do meu italiano... Qual é o tipo dele? Eu, ora! Cow Power!

AP

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Vaquinhas de além mar...

Minha prima (que, não adianta pedir, não tenho dados suficentes para classificá-la... não temos muito contato...), veio nos visitar no final do ano, com o marido e o filhinho. Ela é peruana. Ele é turco. E o filhinho deles é turco e peruano, embora tenha nascido e more em Dubai, onde o pai trabalha. Esclarecida a salada geográfica, vamos ao que interessa. Não aprendi nada em turco. Quase nada, quero dizer. Aprendi a falar lua, a brindar e a dizer vaca... Pena que não aprendi a escrever... O primo turco (marido de prima, primo é) me falou que homem bom é o da Turquia... Queria até me arrumar um namorado! E tentou me convencer que poligamia é o máximo. Embora ele mesmo só tenha uma esposa (que ele não é besta!). Já pensou? Dividir seu maridinho com mais duas ou três? Convivência forçada, embora cada uma viva em uma casa. E ele tinha todas as vantagens na ponta da língua: perpetuação da espécie, variedade permitida, certeza de que seu marido não tem amantes... Parece piada! mas enfim, cada um com suas convicções... O tipo de mulher que me vem à mente? Vaquinhas de presépio...

AP

Bovinas do "Lado Negro da Força"...

Bom agora que tudo mundo já esta familiarizado com o conteúdo e os objetivos desse "Blog" de amigas assumidamente "bovinas", podemos começar a traçar algumas considerações pertinentes sobre um tipo de "bovina especial", ou seja, aquelas vacas pertencentes ao chamado "lado negro da força", com licença especial do George Lucas, autor do espetacular "Star Wars", filme dos qual esta bovina e seu filho são fãs incondicionais.
Prá começar, esse tipo peculiar de bovina e, porque não dizer, repugnante de bovina, deveria ser aniquilada do planeta Azul e ser expurgada para uma galáxia distante, quem sabe a "Estrela da Morte" como no filme, desobrigando-nos de sua intolerável convivência.
Não estou aqui me referindo, aqueles tipos de vacas, como dito pela bovina A.P., que nos fecham no trânsito, que comem guloseimas e permanecem magras e lindas, a ponto de causar aquele inevitável "frisson", e porque não dizer, despertar aquela chamada "inveja branca", no resto do rebanho feminino.
Isso porquê tais circunstâncias são corriqueiras nesse nosso tão singular universo das vacas.
Ou alguém de vocês, nunca cometeu um ou dois, ainda que singelos "deslizes" no trânsito, porque estava distraída, atrasada e/ ou de T.P.M., e literalmente, em outra oportunidade não parou o trânsito, aproveitando o "link", porque estava naqueles dias de raro brilho, de arrasar o quarteirão do rebanho masculino ?
Tampouco, me refiro às citadas "vacas de estimação", como cunhadas,aliás estas merecem um capítulo especial – (amigas bovinas, mandem material), sogras, tias e madrastas más,etc., porque estas são agregadas ao nosso rebanho naturalmente, e temos de conviver com elas, gostando muito ou não... Ou você vai comprar uma briga barata e inútil com seu amado "touro" (sim, no meu curral, só admito touros, porque bois são castrados e um tanto quanto desanimados, só pastam e às vezes te empatam, há há ..), por conta da irmã e/ou da honorável vaca mãe dele?
Sinceramente, com raríssimas exceções, elas não valem tanto a pena, nem sequer "rugas de preocupações na sua adorável cabeça bovina" ...
Me refiro sim, aquelas "vaquíssimas", "vaconas", "vaquésimas",(o superlativo é mais que necessário), que deveriam estar em qualquer curral do espaço, à milhões de anos luz daqui, ao invés de viver "empatando" a vida de pacatas e batalhadoras vacas como nós...
Um exemplo clássico deste tal tipo de bovina, é aquela sua falsa coleguinha de trabalho, que finge ser sua parceira incondicional, mas que no fundo, no fundo, nutre uma inveja "dark" de você, e torce secretamente para que tudo na sua vida dê errado, desde sua ascensão profissional, sua situação financeira, até seu relacionamento amoroso.
E, porque não falar em "ex-esposas" inconformadas com sua nova condição de "ex", manipuladoras de menores, e do mais novo bovino descasado do pedaço, agora disponível para as colegas de rebanho.
Essas também encabeçam esta lista desprezível.
Aliás, para este tipo de vaca "manipuladora" por excelência ou vocação, o meu maior e mais absoluto repúdio bovino, "MUUUUUUUUU" !!!
E porque, não falar, nas vacas traidoras, vazias de idéias próprias, colegas de rebanho absolutamente negativas, que só de chegar perto, te arrepiam os pêlos dos pés à cabeça ...
Para este tipo de bovina, o fim adequado, deveria ser idêntico ao do "Anakim Skywalker", no último episódio da trilogia,(que deveria ser o primeiro).
.. A menos que elas, se arrependam e virem "boazinhas" da noite pro dia ...
Mas muita atenção colegas bovinas do lado branco !!! Desconfiem sempre destas transformações inusitadas, elas muito bem, podem vir a se tornarem um "Darth Vader" em nossas vidas, e até construírem um Império... Deus nos livre e guarde de tamanha danação !!!
Aí só nos resta exercitar com muito afinco e concentração a "força branca", pois afinal o bem, sempre há de vencer no confronto final.
Pelo menos é o que invariavelmente acontece, nos bons e adoráveis filmes de ficção científica, a exemplo do "Star Wars".
Portanto, que a "força" esteja com vocês, queridas bovinas !!!

D.M.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Tipos de vacas mais comuns

Qual será o masculino de vaca? Errou feio quem respondeu boi! Não há um adjetivo que seja exatamente o masculino de vaca... Mas há os equivalentes... Tudo depende da situação em que o homem se torna o "vaco"... Babaca, idiota, convencido, galinha (esse sim, um adetivo comum aos dois sexos!), e por aí vai, numa lista interminável.

Mas nós não estamos aqui para falar dos homens. Ah, não. E isso não quer dizer que não gostemos de homens ou de falar deles. Sim, gostamos de homens, muito. E, sim, adoramos falar de homens. Mas optamos por falar de mulheres-vacas por imples conhecimento de causa. Estamos entendidos?

Então vamos lá, aos subtipos de vacas. Vou precisar da ajuda das meninas. Girls, a little help. E me corrijam se eu estiver errada! Não me lembro de todos. E sempre estamos descobrindo uma nova espécie.

Há as wacas, como a DM bem lembrou. São vacas do bem, como nós. As boas vacas. Não imaginou que íamos criar um blog para falarmos mal de nós mesmas, não é? Nesse grupo se enquadra aquela sua melhor amiga...

Há as vacas absolutas, no pleno sentido da palavra. Ah, vai, essas não precisavam nem ser definidas. São vacas. Ponto. Às vezes são VACAS, com todas as letras maiúsculas e em negrito. Todos nós já nos deparamos com alguma delas na vida. Esse rebanho é numeroso. Subdivido em inúmeros grupos. Não vou dar nomes aos bois, quero dizer, às vacas, mas conheço muitas. Muitas!

Quer ver como existem tipos de bovinas aos montes? Se você está acima do peso, quem é aquela vaca magra que ficou maravilhosa com aquela mini e está devorando um doce sem sequer pensar em contar calorias? Está no trânsito? Então, quem é aquela vaca que lhe deu uma fechada? Elas estão no seu trabalho, na faculdade ou escola. Na academia. No mercado. Salve-se quem puder, elas estão em todos os lugares! Nossa, eu poderia escrever um livro aqui, só com as vacas cotidianas...

E as de estimação? Aquelas vacas que você carregará por toda a vida? Cunhada, ex-cunhada, sogra, ex-sogra... Estas estarão na sua vida para sempre! Mas não desanime! E por falar em ex, o que dizer da ex do seu marido, namorado ou caso? Não podemos esquecer aquela que roubou seu lugar. No amor, claro. E aquela tia que sacaneou a família? Ah, são muito numerosas!

Existem também as mini-vacas, aquelas que mal chegaram à adolescência, mas já seguem os passos confiantes de uma vaca com PHD e MBA com distinção louvor em "vaquice" (perdoem-me o neologismo, foi necessário).

Há as vacas loucas, leiteiras, premiadas, burras, histéricas, absolutas, peitudas, despeitadas, invejosas, macumbeiras (do mal, lógico)... São infinitas as possibilidades.

AP

Yes, somos todas vacas!!!

OI, eu sou a vaca gaúcha – DM - uma das vacas citadas pela "vaca" AP. Por favor a referência "vaca", nada tem a ver com os precedentes rurais de meu Estado ...Eu já explico ... Pois bem também vou me apresentar como fez AP., Eu sou advogada, autônoma, meu estado civil atual ainda não se encontra devidamente catalogado no Direito Civil Pátrio, em que pese evoluções, pois sou separada judicialmente, e mantenho uma relação estável com "companheiro" "convivente", "partícipe", sei lá – Direito de Família, definitivamente não é a minha praia - há mais de 08(oito anos) união esta a qual resultou em um maravilhoso e também inteligentíssimo "guri", que na presente data possui sete anos (sim, também sou uma vaca da sub-espécie coruja), união está que permanece estável, ainda que constantemente rondada por inúmeras instabilidades, como acontece com a maioria das "vacas" ...Mais tarde eu explico ....
Ah,sou gaúcha, mas atualmente resido em São Paulo ...
Pois bem, com referido pela vaca AP, a idéia do presente "Blog" surgiu de forma simplista e singela, da reunião semanal de três amigas que se viram "unidas e reunidas", por força de afinidades casuais ou não, experiências cotidianas e culturais aparentes, que as conduziram a um estudo psicológico e filosófico das singulares nuances do "psique feminino", diante dos revezes desta salutar e sofrida experiência que consiste em viver e conviver de forma pacífica com o "sexo oposto" em meio há tantas diferenças, como vivenciar a maternidade na plenitude, exercer uma atividade profissional digna, e se manter moderna e atual dentro dos parâmetros de modernidade impostos pela sociedade contemporânea.
Assim, em meio a despretensiosos papos de BAR, regados a muitas caipirinhas e chopes, NOS REDESCOBRIMOS , não só como fêmeas da espécie, fadadas à guarda e manutenção da prole, e conseqüente manutenção da espécie, mas também como seres "pensantes, autocríticos e reflexivos", que buscam a exemplo dos machos, incessantemente à realização pessoal em todos os seus níveis, assim entendida aquela realização advinda da conjugação do que venha a ser espiritual, material e sexual ...
E NOS REDESCOBRIMOS TAMBÉM COMO "VACAS" em seu sentido metafórico é claro - Mas o porquê de nos intitularmos "VACAS", um bicho tão pacato e tranqüilo, provedor e fornecedor de leite e carne, sublime e sagrado e elevado a condição de "Deus" em países de cultura religiosa exacerbada como na Ìndia !!!!
Pois, bem dêem uma olhada no que eu achei no dicionário para explicar o sentido metafórico do bicho VACA, que em muito se assemelha à definição da vaca da AP., que achei ótima, por sinal - algo no meio da "cobra e da cachorra", isto para adjetivar as vacas más, sobre as quais discorreremos no meio do "blog", certamente ....
"VACA": 1. -Substantivo feminino correspondente à fêmea do boi; Voz: berra, muge;2. pessoa ou coisa de que se tira proveito continuamente; 3 – parada no jogo, feita por dois ou mais parceiros e jogada só por um deles; 4. Popular: "Mulher devassa"; 5. Gíria: "Mulher, tipo subornável ..."; ( essa última foi pra matar, hem ???)
Assim queridas leitoras, diante desse metafórico panorama "bovino", quem se atreve a dizer, que alguma vez na vida, não agiu como uma verdadeira "vaca" ???
Mas existem as "boas vacas", nós é claro, aliás somos "WACAS", com direito a "Cow Parade", que foi um sucesso, hem ??? Porque não inventamos esse "blog" na época ?
Bom, por certo o "blog", há de continuar ..... Adorei a idéia...

DM



 

 

Um olhar feminino sobre o universo... digamos, bovino. Mulheres falando da vida e de outras mulheres.
Mulheres explicando às outras que, querendo ou não, somos todas umas vacas!




A calma alma má
A cor da letra
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Adão Braga - Conectado
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