quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

CARNAVAL BOVINO

Diferentemente do Natal e do Reveillon, festas tidas como essencialmente família, onde elevamos nossos corações aos mais nobres pensamentos humanos, enaltecendo anjos, santos e afins, o carnaval Bovino, que precede essas datas, parece vir na contra-mão dessas louváveis histórias angelicais. Pois nessa festa, mais do que pagã, a regra é enaltecer e/ou exorcizar nossos “demônios bovinos” interiores. E atire a primeira pedra o boi ou a vaca que ouse dizer que não os tenha!

Carnaval poderia muito bem ser considerado uma festa equiparável à chuva ou a ópera. Ou você entra para se molhar, ou não entra. Ou ama, ou detesta. Não se vislumbra, portanto, em qualquer contexto carnavalesco, um meio-termo adequado a essa saudável folia pagã, onde aparentemente, tudo parece ser permitido e ninguém é de ninguém.

NECESSÁRIOS PARÊNTESES: Para os bovinos mais incautos, eu disse: aparentemente e tudo parece, OK?

Apesar de sempre haver adotado, ao longo da vida e em qualquer seara desta, posturas sempre tidas como politicamente corretas e até tranqüilas e serenas, não tenho vergonha de assumir com todas as letras esse meu lado de vaca demoníaca-carnavalesca, supostamente não aparente: amo essa “festa-louca” em todos as suas variações, e a alegria por vezes "desmesurada” de seus protagonistas!

Explicações plausíveis para o fato, só podem advir mesmo por conta de uma certa herança-genética (ramo da ciência que acredito piamente), já que toda minha linha ascendente, sem qualquer exclusão, foi repleta de bois e vacas foliões de primeira grandeza, em suas, por certo, memoráveis épocas. As avós e tias, desde que me conheço por gente, não perdiam in loco o desfile das escolas de samba cariocas. Papai e mamãe, por seu turno, sempre relataram de forma saudosista seus épicos bailes de salão, onde, fantasiados e mascarados, deviam aprontar todas, ainda mais com o plus do acessório lança-perfume, item ainda não proibido na época. Assim, acredito que essa particular e especial devoção à festa em si só pode mesmo estar ligada a razões co-sanguíneas!

Agora, convenhamos: trata-se de uma festa contagiante ao primeiro eco de um tamborim. Absolutamente democrática e mais do que popular, onde todos, indistintamente e independente da cor, da raça, do sexo ou da religião, pulam, dançam, cantam, se divertem e esquecem literalmente das mazelas da vida. E, ainda, freneticamente se permitem travestir do que bem entender, para todo esse delírio e fantasia coletiva, se acabar irremediavelmente na quarta-feira de cinzas, data mais do que determinante do efetivo começo do ano oficial brasileiro.

Exceção feita é claro, ao carnaval do nordeste do país. Aliás, até hoje, nunca entendi muito bem, sem qualquer preconceito, exatamente quando, o carnaval começa e termina em alguns estados da federação.

Por isso me permito aqui confessar a todos vocês que já vivi, sim, grandes carnavais, em bailes de salão, em minha juventude em Porto Alegre. E só por haver me permitido vivenciar tais folias, assisti cenas para lá de impagáveis. Como, por exemplo, na ocasião em que encontrei em um desses bailes, meu ex-chefe. Um cara sisudo e arrogante em seu cotidiano normal, surpreendemente travestido de Flintstone! Algo absolutamente surreal e que na época me rendeu copiosas risadas quando do retorno ao trabalho, principalmente quando me deparava com aquele boi despótico, engravatado e engomado, nos corredores da empresa e que por conta de um ensaio carnavalesco mais do que elaborado, se permitiu se transformar do dia para noite em nada mais, nada menos, do que no Fred Flintstone. “IABADABADÚÚÚUUU”! Só mesmo em um Carnaval!

Sorte minha que no tal baile, o chefe em questão, não avistou a “Adevogada” da empresa costumizada de “Mulher-Gato”, ou se a viu, pelo menos não a identificou! Salva do mico bovino pela providencial máscara negra, da antagonista do Batman! HÁHÁHÁ!

Mas carnaval é isso mesmo, todo o mico será sempre justificável, por razões que a própria razão desconhece, sendo, justamente este, o espírito e a essência da festa!

Por isso mesmo, só por conta de ontológicos bailes carnavalescos vivenciados na infância e juventude, pude me transformar em várias mulheres diferentes, sempre presentes no imaginário bovino feminino, sem medo de ser feliz ! Já fui espanhola, Colombina, lady antiga, Maria Antonieta, gueixa, melindrosa, anti-heroína, índia Pocahontas e por aí vai! Tudo muito divertido e absolutamente inesquecível!

Agora, haver “saído” no carnaval, de “COW-WOMAN”, não me lembro não ...

Acho que me permito ser VACA, só por aqui mesmo !Por tanto a ordem dos próximos dias como manda o premiadíssimo e inesquecível samba-enredo, consiste em : Explodir o coração, na maior felicidade!

Muito “COW-POWER” para todos vocês, sejam foliões ou não. À boiada de plantão, só posso desejar um ótimo e esplendoroso carnaval!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

ASSÉDIO BOVINO FEMININO

Nessa minha mais recente incursão ao necessário e providencial mundo do ócio (e porque não dizer da eventual boemia) me permiti observar, com tempo e calma para tal, toda a sorte de comportamentos bovinos femininos e masculinos tidos agora como contemporâneos ou atuais, obrando por constatar que as vacas na sua grande maioria estão de fato mudando,em seus modos e maneiras de se apresentarem ... Melhor dizendo: De se oferecerem na atualidade ao sexo oposto. E, constatei: Lamentavelmente elas estão mudando e para pior!

Para melhor compreensão do rebanho leitor, vou aqui traçar um breve relato de determinada situação específica, que vivenciei dentre outras tantas, e que me conduziram a esta indubitável conclusão.

LOCAL: almoço/feijoada no Bar da Brahma no centrão de São Paulo - Capital, em um sábado qualquer de ode ao ócio.
PARTÍCIPES DO EVENTO:
essa “vaca-mor”, seu boi oficial de plantão, além de nosso tenro novilho de 8 anos, é claro! (Não tínhamos com quem deixar o bezerro. Aliás se o programa, não for literalmente proibido para menores de 18 anos, o carregamos sempre...).
CARACTERÍSTICAS DO AMBIENTE: popularíssimo e diversificado. Tipo boteco animado, freqüentado por muitos bois e vacas de todas as tribos, em sua grande maioria singles. Boiada extremamente animada e descontraída, por conta dos prenúncios carnavalescos, agora em voga. Havia no local música ao vivo, estratégica banda entoando sambas e chorinhos, que em momento posterior, foi surpreendentemente substituída, pela adorável, apresentação da bateria “minimializada” da escola de samba paulista Rosas de Ouro, com direito até a show, protagonizado por duas vacas-mulatas saradézimas, certamente passistas da citada escola.

Pois bem. Antes do boteco em questão, literalmente vir abaixo e se transformar em um nítido baile de carnaval, postamo-nos educadamente em uma mesa localizada em seu andar superior, a fim de degustar a citada feijoada carnavalesca. Na mesa à nossa frente, se encontravam duas vacas sozinhas, com propósitos mais do que evidentes de quererem se casar no bar. Dançavam, rebolavam, refestelavam-se fazendo o possível e o impossível para chamar a atenção de todos os circundantes das mesas vizinhas. Até aí, nada contra. Proposta mais do que incensurável, democrática, para não dizer saudável diante das peculiaridades do local, não fosse pelo fato de que uma das vacas em questão, ainda que com milhões de bois-singles ao redor, resolvesse de forma mais do que acintosa, encarnar e azarar o “meu” próprio boi, ignorando de forma absolutamente desafiadora a minha presença e a do nosso novilho precoce.

Juro. Na hora, data e local do ocorrido, não vislumbrei qualquer correspondência ao afrontoso e mais do que direto assédio visual da vaca-louca trangressora, de parte de meu boi. Mas ele por evidente, ciente da “constrangedora” situação, procurou esboçar naturalidade. Naturalidade esta apenas desmascarada, por aquele típico e cínico sorrisinho amarelo que usualmente detém os bois, quando se sentem agradando ao sexo oposto ou às outras vacas de plantão.

Mas como a vaca insistia descaradamente em “secar” meu boi, o confronto então, entre as duas vacas, se mostrou mais do que inevitável e primordial. Resolvi então adotar a atitude de encarar a descompassada da vaca, para não dizer outra coisa, com a serenidade e a classe exigíveis, mas com um insidioso medo de perde-la a qualquer momento. (Lembrava da perereca Lady e seus inconfundíveis verbetes: - Salto alto nelas, phyna de Milano, CLASSE RULES, você não é, nem nunca foi, uma vaca-barraqueira!) Por azar eu ainda estava de “rasteirinhas”, sem salto, a pedido do maridão! Insano boi, rasteirinhas só na praia, mulher!!!

Respirei fundo, e me contive, sempre repetindo para mim mesma: CLASSE RULES, CLASSE RULES!

Permanecemos então, assim, eu e a vaca, por uma boa e prolongada meia-hora esboçando sorrisos cínicos uma para a outra a cada “secada” no boi, que a essas alturas já se encontrava bege e um pouco desconfortável, limitando-se a me pedir calma e espírito esportivo ! Afinal era um ambiente de Carnaval - Hrummmmmmmmm !!! - balbuciei...

Mas a vaca insistia e ousava sustentar irredutivelmente o olhar para a nossa mesa, agora mais ostensivamente para a minha pessoa, que por instantes cheguei a pensar se o “negócio” da vaca pudesse vir a ser outro... Uma outra vaca, quem sabe ... EU HEM???

Mas meu instinto bovino de sobrevivência não me enganou: Seu target, era de fato, o meu boi, o que achei um absurdo, pela insistência da vaca, que permanecia incólume em seu proposital assédio ocular, mesmo não encontrando qualquer correspondência de parte de meu boi.

Esse coitado, suava, e acho que quase nem respirava, pela inenarrável tensão que certamente havia se instaurado no ambiente!

Afinal ali estávamos em família, de forma tranqüila e serena com o objetivo de espairecer e nos divertir, sem a menor intenção de azarar ou sermos azarados, por quem quer que fosse! Pela lógica, não fossem essas nossas reais intenções, não seguiríamos juntos para o tal boteco, ainda mais com o bezerro a tiracolo!

Eis que então, eu e a tal vaca, de forma súbita, fomos bruscamente interrompidas nesse duelo insano de troca de olhares cínicos, e já nem tão sutis assim, mas não menos raivosos, pelo salvador e retumbante eco da bateria da citada escola Rosas de Ouro, momento em que a vaca mais do que nojenta, se dispersou rebolativamente, desistindo de vez, de seu malogrado assédio bovino a um boi acompanhado de mulher e filho!

Agora me digam: Porque uma vaca dessas, com trezentos bois disponíveis ao seu redor, e certamente dispostos a muito amor para dar, age de uma maneira dessas? Por instinto de provocação, por vislumbrar sedução e adrenalina, em viver perigosamente, ou pelo simples exercício da livre concorrência sem o mínimo de ética? Ah! Já sei! Quem sabe pensando psicologicamente de uma forma mais profunda, talvez por aspiração a idílica e alegre cena familiar traduzida por um casal e seu filho, em momentos de descontração?

Pois em qualquer das hipóteses acima elencadas, não vislumbro qualquer lucidez bovina feminina aceitável, e, se este é agora o comportamento-padrão das vacas-singles, em ambientes mais descontraídos, só parafraseando mesmo os FUNKEIROS DE PLANTÃO, com seu conhecido refrão: “Elas estão mesmo ... DESESPERADAS! Ou então quem sabe os bovinos-singles atuais estão no mínimo, mandando muito mal!

FINAL DO EPISÓDIO: Meu boi saiu do bar da Brahma, de fato muito alegre, e certamente com ego bovino nas alturas, afinal foi literalmente disputado olho por olho por duas vacas...

Mas como simplesmente não consigo ficar por baixo, a coisa comigo não funcionou de forma muito diferente não... Assédio por assédio, quando o bovino-pai e bezerro-filho se dirigiram ao banheiro, fui polida e educadamente “Parabenizada” por alguns bois estranhos, pelo meu mais recente bronzeado! Portanto, EMPATE TÉCNICO, queridos!

EM TEMPO: Tal qual sugerido pela AP, diante das atuais circunstâncias, se faz mais do que necessário e urgente à elaboração de um Código de Ética Bovino, especialmente para esses tipos de VACAS, que cá entre nós, com louvor carregam a alcunha de VACABUNDAS!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

VOLTANDO À VACA-FRIA ...

Gente! Em primeiríssimo lugar, quero pedir clemência e perdão a todos, pela minha ausência não propositada deste curral virtual e de tantos outros que me habituei a visitar, desde que essas vacas subscritoras resolveram começar a mugir em alto e bom som, tentando dizer ao mundo a que vieram!

No final do ano que passou e no início deste, fui obrigada a me envolver na resolução de alguns problemas de cunho familiar emergencial, que me impediram literalmente de aqui dar o ar da graça, e de dar os “pitecos” de sempre nos blogs vizinhos...

Então após meu retorno do Sul e das resoluções parciais dos circunstanciais citados problemas, me permiti entregar-me ao mais absoluto e merecido ócio, sob pena de um surto de stress bovino, tendo passado duas semanas no Guarujá conforme aqui já noticiado pela queridíssima AP!

Agora de volta à VACA-FRIA, e um tanto mais animadinha, com a cor e a indumentária do pecado (sim, estou com um bronzeado de arrepiar, sem qualquer falsa modéstia), tenho muitas novidades, causos e coisas para contar a todos vocês e outras tantas para arrumar, já que meu novilho precoce começa sua vida escolar ainda nessa semana!

Aí, já viram né! A vaca está, mais do nunca, exercendo seu habitual e sublime papel de vaca-mãe, encapando livros e cadernos e tudo mais...

Mas o retorno à VACA-FRIA, e ao nosso amado curral, bem como aos nossos currais vizinhos, é mais do que salutar e providencial... Porque de FRIAS, essas intrépidas VACAS não têm nada mesmo e ainda temos muito a dizer....

Milhões de beijos , tava morrendo de saudades de todos vocês!!!

Vacas, cachorras e coleiras



A notícia nem é tão fresca. Saiu na semana passada na BBC no Fantástico... Um casal de ingleses foi impedido de entrar num ônibus... porque a moça estava sendo puxada por uma coleira! A empresa de ônibus alegou preocupação com a segurança da moça. No caso de uma freada, ela poderia se machucar... Já o casal disse se sentir discriminado...

Bom, não estou aqui para discutir a segurança física da moça... Acho até que a preocupação da empresa de ônibus procede, mesmo. Numa freada brusca do dito coletivo, a coleira poderia machucar ou até, toc, toc, toc, matar. Depois, dá-lhe processo em cima da empresa!

Mas penso no lado emocional dessa coisa toda... Imagino que o uso da coleira queira significar, além da submissão total dela, confiança no noivo (ah, sim, são noivos, os dois) e sei lá mais o quê... Hum, pra ser sincera, nada contra uma coleirinha - mas uma mais ao estilo Luma, com o nome do dono - em certas ocasiões, pra fazer uma graça, realizar uma fantasia... Mas usá-la por submissão total a um homem??? TEM DÓ! Querida Maltby (esse é o nome da moça!) homem não gosta de mulher assim, tão submissa, não. Uma hora, ele cansa e vai atrás da primeira vaca que puser uma argola no nariz dele, pra puxá-lo feito touro. Ou da primeira que pisar, de salto alto, nele. Ou daquela que usar chicote. Isso tudo literalmente falando. Ou não, hahahahaha! Aquela que falar mais alto que ele, mesmo que seja de vez em quando, leva o cara. A que tiver opinião própria, ganha. Abra o olho, encoleirada vaca!!! Homem gosta de meninas más!

Depois, já vi cachorras usando coleiras. Mas vacas??? Não. Só se for pra enfeitar, minha filha. Eu mesma admito que tenho o pescoço comprido, perfeito pra coleiras, mas só as de enfeite. E olhe lá...

E boa sorte para a moça inglesa de coleira e para todas as encoleiradas desse mundo!



Em tempo: minha amiga nada encoleirada DM manda notícias. Está de volta e bem, mas atarefadíssima. Beijos, amiga!

Extra! Extra!

Gente!!! Como eu e a DM já fomos acusadas várias vezes aqui de sermos superficiais e de olhar só um lado da questão... Resolvemos trazer aqui o famoso Sr. R para discutir conosco questões controversas... Já já teremos nosso primeiro debate. Aguardem-nos! Contamos com a participação de todos, através de comentários e envio de casos para ilustrar nossos debates.

Durante a semana, mais detalhes...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Mulherzinhas...


Nunca fui feminista. Pra falar a verdade, às vezes, acho essa coisa toda um saco. Que me perdoem as feministas... Mulher é mulher, homem é homem. Somos iguais? Hum, sim, mas com algumas diferenças... Ah, a quem eu estou querendo enganar? Temos uma porrada de delas. E não estou falando apenas das físicas, meu bem.

Acho que já mencionei aqui que fui criada pra ser um tipo de mulher diferente... Aprendi a fazer pequenos consertos em casa, usar a furadeira, pintar paredes, a trocar pneus de carro... Fui incentivada a estudar muito e trabalhar. Ainda assim, me ensinaram a cozinhar, lavar, passar, limpar e arrumar. Sempre sendo feminina, sem ser fresquinha - meu pai me dizia: se frescura fosse feminilidade, Clóvis Bornai seria mais feminino que qualquer mulher. Acho que meus pais queriam que eu fosse uma mulher moderna, que não dependesse de homem para ter uma vida plena.

Se deu certo? Sei lá. Mas se eu tivesse uma filha, eu a educaria assim também.

Eu me senti muitas vezes nessa minha vida uma mulher macho pra caramba. Daquelas que mata barata e que não é enrolada por mecânico safado. Que pega a Dutra de madrugada só. Que não tem medo de escuro. De vez em quando, a sensação de independência é boa pacas. Putz, mas tem hora que tudo que eu quero na vida é ser mulherzinha. Quero colo. Quero que alguém pendure os quadros por mim. Quero alguém que dirija quando eu estiver cansada. Que me cubra. Que me abrace e diga que tudo vai ficar bem. Quero alguém que me dê o morango do pão doce, só porque sabe que eu adoro morango... Quero ser mimada. Quero ser mulherzinha... Por que ser Mulher com M maiúsculo o tempo todo cansa. E não sou a única a pensar assim, não. A Fabiana concorda comigo (por incrível que pareça!). Olha lá.

Eu não me importo de assumir o papel de mulher macho, quando preciso. Mas não me esqueço de que sou mulher... Vacas, mulheres, sejamos independentes, fortes, maduras... Mas não nos esqueçamos de nossos momentos mulherzinhas. Meninas, fica aqui a campanha! Voto pelo direito de sermos mulherzinhas quando bem entendermos!!!

Duas coisas, pra finalizar:
  • Há mulherzinhas e mulherzinhas... Não estou falando daquele tipo de mulher que se faz de bebê, fala tatibitati 100% do tempo, só se veste de cor-de-rosa e que idolatra a Betty Boop (é só um exemplo, meninas!)...
  • Ah, achei alguém que me trata assim, quando eu preciso... Delícia! Tá me achando mulherzinha demais? Sim, é éssa a idéia!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

As vacas mais vacas e novidades no blog

Tá, tá, tá. Sei que eu fui a primeira a dizer, por essas bandas daqui, que somos todas umas vacas. (Sei que isso soa meio machista e grosseiro para alguns, volta e meia leio um comentário aqui, outro ali, em outros blogs, falando sobre isso, embora não seja essa a intenção do blog). Somos, sim. Umas vacas. Mas preciso dizer: umas são bem mais vacas que as outras... Tem dó. É difícil, para quem tem ética como eu, aceitar isso. Tem mulher por aí que não pode ver homem em algum relacionamento que logo resolve dar em cima, dar a entender, dar atenção demais e se for uma vaca de sorte, dar otras cositas más...
(Ah, ninguém deu em cima do meu namorado, não. Não que eu saiba, claro. Tô só sendo amiga de minhas amigas...)

Então, proponho uma campanha aqui: Meninas, sejamos vacas, mas mantenhamos a ética! Vamos elaborar um código de ética bovina!


Em tempo:

  • DM continua no Guarujá, estou sem notícias dela.
  • A todos os novos leitores que escreveram comentários e nos deram links, mas eu não respondi nem retribuí a visita ainda: obrigada, me desculpem, farei isso em breve! E sejam bem-vindos!
  • Em breve teremos novidades no blog. Convidados, discussão de temas. Mais tarde eu escrevo sobre isso. Estou muito animada com a idéia!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Mentiras sinceras nos interessam. E muito.

De verdade, não me interessam os motivos que o fazem contar uma mentira para uma mulher, meu amigo. Também não estou aqui para discutir o lado moral da questão. Juro. Mentir em um relacionamento é, na maioria das vezes errado. Mas, mais cedo ou mais tarde, e por motivos variados, todos, homens ou mulheres, acabamos mentindo. Pra sobreviver. Pra não magoar. Ou por safadeza, mesmo.

Quem diz que nunca mente já está começando uma mentira... Melhor seria dizer: "raramente minto". Enfim, se você que está lendo é homem e precisa mentir para uma de nós... Capriche na mentira. Pareça sincero. É como meu velho e sábio pai dizia: "Não basta ser honesto. É preciso parecer honesto".

Vamos falar honestamente? Tem homem por aí que duvida da inteligência das mulheres, embora a maioria diga que não. Cara, eu digo: mulheres não são burras. Principalmente no que diz respeito à relacionamentos. Pode ser que a maioria de nós não saiba o que é um motor aspirado ou a escalação do seu time ou o que é um impedimento. Mas farejamos mentiras mal-contadas e mal-disfarçadas a quilômetros. Quer mentir? Então, caro leitor, aposte na inocência da sua namorada/mulher/noiva/rolo/cara-metade... Não na falta de inteligência. Lembre-se do badalado instinto feminino. Ele é não é uma lenda propagada pelas fêmeas de nossa espécie.


Em tempo: A DM está de férias, toda pimpona, badalando em Guarujá! Delícia! Aproveita, amiga!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Presente mais que perfeito

Ninguém é perfeito o tempo todo. Depois, perfeição absoluta deve ser chata... Digo mais: ser perfeito ou não não tem a ver apenas com o que você é, mas com as expectativas do outro também... Já pensou nisso? Se nossas expectativas são altas demais, o outro lado sempre vai ser imperfeito. Ou quase perfeito. Ou muito imperfeito. Depende do seu ponto de vista.

Calma, não estou dizendo que a solução é adotar como lema 'antes mal acompanhado do que só'. Na-na-ni-na-não. Eu não faço isso. Aceitar qualquer um ou qualquer uma só para não ficarmos sozinhos? Jamais. Não se trata disso. A grande sacada dos relacionamentos é o 'low profile'. Não cobrar demais. Aceitar que a pessoa que você escolheu pode não ser exatamente igual ao seu modelo de príncipe ou princesa encantados. Viver com isso.

Por que estou falando desse assunto? Porque vivo um momento assim, de encontrar perfeição onde eu normalmente não procuraria... E por que vejo amigos meus procurando esta mesma perfeição nos lugares errados, nas pessoas erradas, nas qualidades erradas...

Vai sumir? Mande aviso prévio

O assunto é recorrente. não aceito reclamações sobre o post, porque a situação, infelizmente é recorrente também.

Fragmento de conversa de namorados, entreouvida por aí:

Ela, abismada: Amor, outro namorado da minha amiga sumiu.

Ele, espantado: - Sumiu? Como assim, sumiu?

Ela, sarcástica: - Desapareceu sem deixar rastros. Pois é, parece que virou moda eles sumirem. Devem ser mais casos de abdução por extraterrestres...

Ele, crítico: -
Ai, é mais fácil colocar a culpa nos homens do que assumir a própria culpa. Isso nunca sai de moda.

Ela, p. da vida: -
Ah, mas vai, vamos combinar que não custa dar uma ligada dizendo que não volta. A gente espera por isso. E que no final das contas, homem é quase sempre egoísta e só pensa no próprio lado... Ou não é homem suficiente pra admitir que vai embora.

Ele, aliviado: -
Ainda bem que você falou "quase sempre"...

Ela, entre sarcástica e apaixonada: - Não gosto de ser injusta...


Bom, na minha bovina opinião, não há justificativas para falta de civilidade... Vai sumir? Ligue avisando. A gente agradece. Isso vale para mulheres também.



 

 

Um olhar feminino sobre o universo... digamos, bovino. Mulheres falando da vida e de outras mulheres.
Mulheres explicando às outras que, querendo ou não, somos todas umas vacas!




A calma alma má
A cor da letra
Adão Braga - Corpo, alma e espírito
Adão Braga - Conectado
Aletômetro
All Racing
Apoio Fraterno
Ansiosa e prematura
Avassaladora
Banana com peperoncino
Bomba MH
By Oscar Luiz
Coisas e tralhas - Mutumutum
Colóquio
Concerto em Dó Menor
Conversas furtadas
Eu sei, mas Esqueci
Eu sou garota?
Fábio Centenaro
Geek Chic
Gothicbox
Hipermoderna
Immortal lust
Instant Karma
Isso é Bossa Nova!
Irmãos Brain
Jornal da Lua
Juarez, o cabrito montês
Limão Expresso
Luz de Luma, yes party!
Jogando Conversa fora
Mas, bah!
Mais atitudes
Matérias repugnantes de um brejo
Melica
Memórias póstumas de um puto prestimoso
Meu cantinho
MOrsa sem pelo
Mulher é tudo bandida
Mulher Remédio
Neuróticos modernos - Filosofia mequetrefe
O estranho mundo de Mila
Oncotô?
Os pensamentos de eu e ela
Paola, a estranha
Papo de buteco
Pensar enlouquece, pense nisso
Pererecas em chamas
Pérolas políticas
Remembrança
Saber é bom demais
Sem frescura
She's like the wind
Sinceros receios
Smile
Sobre sapos, pererecas e afins
Somos todos uns cachorros
Sou para-raio de doido
Uma mente nada brilhante
Van Filosofia
Vertente
Wolverine responde



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