segunda-feira, 8 de outubro de 2007

QUANDO AS VACAS DIZEM NÃO, MESMO QUERENDO DIZER SIM !

Bem sei, que para muitos bois, deve ser por vezes, mesmo difícil, entender, algumas particularidades e nuances do universo e da “psique” feminina, em especial naquelas delicadas situações, em que as vacas dizem uma coisa e obram por agir de maneira absolutamente diferente daquilo que falaram minutos atrás.

Questão tipicamente feminina essa, de pensar sobre uma coisa e no momento seguinte dizer e fazer outra. Aliás, comportamento em muito parodoxal ao de nossos colegas bois, bem mais objetivos e práticos em seus propósitos. A citada linha retilínea bovina masculina da AP, talvez muito útil aos propósitos do mundo dos negócios bovinos, mas em termos de relações humanas, absolutamente inócua ...

Mas essa questão em si, não pode inicialmente vir a ser vista como mera “friviolidade” feminina, como muitos bois incautos e desavisados podem estar a pensar. Muito embora não se ignore a existência de vacas, essencialmente frívolas e insensíveis, até mesmo com suas próprias companheiras de rebanho.

Tudo não passa por vezes, de um certo e enrustido “charme bovino feminino”, já que as vacas foram secularmente educadas para resistirem aos bois ao máximo em que puderem.

Por isso, na prática, muitas vezes a coisa parece funcionar assim: A vaca se sente de fato, inicialmente atraída por um determinado boi, querendo até mesmo ficar com o boi em questão, mas contrariamente ao que intimamente está a desejar e a pretender, demonstra aparentar dúvidas, fazendo pouco caso do boi e permanecendo propositalmente arredia e alheia (por puro charme) e por vezes pouco resoluta às ponderações do suposto pretendente colega de rebanho.

Agora convenhamos: Não será talvez esse por vezes mal-interpretado “charme bovino feminino” o que pode tornar o jogo da sedução bovina muito mais atraente e instigante?

Bem sei que em tempos tidos como modernos, quando vacas e bois estão cada vez mais do que fáceis, e abertos uns para os outros, arriscando até a dizer que a grande maioria da boiada, virou mesmo de consumo imediato (fast-food), esse típico charme bovino feminino parece não mais existir ou estar obscurecido por esses novos conceitos de pseudo-modernidade, para não dizer de libertinagem exacerbada mesmo!

Mas qual o boi ou vaca aí, que não sente falta de um certo romantismo e charme no ar, de uma certa dose sutil e sabiamente administrada de dificuldades, quando da conquista de um novo parceiro?

De que por vezes ao se ouvir, um inicial e sutil “NÃO” de uma vaca qualquer, pode este NÃO, estar sim recheado de inúmeros e abstratos significados, que estão a indicar um veemente SIM, logo ali mais adiante?

E porque o boi, nessas circunstâncias não abusa de sua interior intuição e de seu próprio charme pessoal, controlando voluntariamente seus índices de testosterona, mesmo que enrustido de seu ar primitivo e ancestral e não dá uma de macho-alfa, à frente de outros machos?

Sem a mínima dose de charme nas relações amorosas, parecemos estar diante de um estado anestésico de objetividade e superficialidade até mesmo de ordem sexual, o que tem tornado nossas relações sem conteúdo e tediosamente vazias.

Sistematicamente tenho assistido quase que diariamente bois e vacas se queixarem uns dos outros, justamente por essa absurda falta de tempo e paciência, para um processo de conquista e sedução do sexo oposto, mais elaborado!

Assim, sou levada a crer que devíamos retroceder um pouco sim, quando se trata de conquistar parceiros vizinhos de rebanho, restabelecendo-se algumas nem tão antigas regras menos objetivas em sua essência, mas recheadas de pura adrenalina bovina!

Se no fundo no fundo, o que os bois sempre estão a querer das vacas ao final, é mesmo o tal do sexo, e a recíproca não se mostra menos verdadeira, no dias atuais, porque então, para se chegar até lá, no tão perseguido “leito do curral”, não dá para enfeitar e florear um pouco mais esse caminho?

OK. Bois contemporâneos, por evidente, não mais precisam cantar a vaca, através de um discurso pré-ensaiado do boi-Shakeaspere. Isto de fato pareceria um tanto quanto démodé mesmo. Mas de tão inusitado, e surreal para os dias atuais, e talvez até pudesse surtir efeito positivo, vindo a redundar em um retumbante SIM da VACA!

As aspirações das vacas em relação aos bois, não me parecem ter mudado tanto assim, e cantadas sutis e com um certo e providencial charme, podem render muito mais do que se pensa,com resultados e eficácia , e muito, mas muito mais mesmo ao gosto das vacas!

Na via contrária (Tentanto pensar como boi): Por vezes penso, que se eu, fosse boi, também apreciaria uma vaca mais “charmosinha”, que se fizesse um pouco de difícil, ao invés de lidar com uma vaca por demais fácil!

Sim, uma vaca que por vezes me confundisse em meio a um casual SIM e um NÃO! E que elevasse meus neurônios, um pouco acima da questão sexual, propriamente dita! Instigando minha perspicácia, e conduzindo-me a uma mais elevada interpretação bovina masculina, já que a última palavra será sempre da VACA mesmo!

Agora se querem, eventualmente conquistar uma vaca com tudo, só no mole, sem conquista, sem romance, sem um pingo de charme e glamour, com objetividade absurda, sequer um pouco disfarçada: Melhor mesmo é botar o “pinto bovino” na tomada mais próxima! O mesmo devendo servir para as vacas,pois agora já existe até, celular com “vibrador” embutido, nesse novo, moderno e anti-romântico TECNO bovino mundo !

Parafraseando nossa cativa perereca/vaca leitora First Lady, ao invés da objetividade cansativa reinante: Um pouco de “SUTILEZA RULES” nas infindáveis conquistas bovinas, seriam mais do que apreciadas e bem-vindas!


14 Comentários:

Blogger Leticia disse...

Vaquinha vc é genial!
Esses bois são nada sutis querem a carne e só.E depois chiam que estamos estressadas.
Como não ficar?!
Mas há excecções e essas são o motivo da nossa espécie ainda existir, senão...

8 de outubro de 2007 20:19  
Blogger Fábio disse...

Eu não acredito mais nas intenções das vacas. E, como boi, digo que realmente a maioria dos bois só quer o chamado fast-food, mas nem todos. E vocês, vacas, acabam por generalizar as amostras de bois que pastam por aí (embora neste exato instante eu esteja cometendo uma generalização).
Eu já me dediquei demais a algumas vaquinhas que pastaram na minha vida. E todas acabaram se enturmando com bois mais ricos e/ou de raças mais apuradas. Talvez eu seja um boi-chato, talvez não. Só sei que estou ruminando muito antes de mugir pra alguma vaquinha again.
Excelente post.
Abraços

8 de outubro de 2007 20:24  
Blogger Ana Paula disse...

Ah, quero ser conquistada (e nem quero namorar...). Quero um pouco de romantismo (não homem meloso, please!). Quero dizer não quando quiser dizer sim (não é isso que a gente faz?)... Quero fazer charme (faço, mesmo). Qual é o problema?

A-do-ro a esgrima da conquista, sabe, DM? Aquele avança-recua. Ataque e defesa. É assim que tem que ser.

Beijos, amiga, mandou bem. boa noite!

8 de outubro de 2007 20:39  
Anonymous nana' hayne disse...

DM,

Tenho cá prá mim, que o problema sempre foi e continuará sendo um só.

"O, faz-de-conta"
Não se pode querer uma coisa e se dizer outra...a sinceridade é uma das coisas que acaba ficando a 2º, 3º e às vezes em 10º plano entre vacas e bois.
As vacas buscam "bois advinhos" e na grande maioria, eles sequer são adeptos de misticismos...
Sem planos, assim devem ser vacas e bois... sem teatros, dizer o que sentem é a melhor proposta, acredito.
Se ao invés do faz-de-conta, a vaca souber explicar aquilo que sente de verdade, acredito que terá muitos bois interessados em ouvir e "naturalmente" se interessar.
Afinal uma vaca que se preze, deve saber como intreter um boi, não só com sexo.

bjs

8 de outubro de 2007 20:40  
Blogger Iara Alencar disse...

eu quero um boi pra mim..

o que faço/]??

8 de outubro de 2007 21:08  
Blogger a calma alma má disse...

DM, e bois tem intuição???
E supondo-se que tenham, nesse caso não a usariam como radar para encontrar as vacas fast food logo de cara, sem perder tempo com floreios, flertes, conversa inteligente e afins???
Algo meio como algumas vacas escaldadas que identificam cafajestes apenas batendo o olho?

8 de outubro de 2007 22:29  
Blogger Cristiane Martins disse...

Toda mulher e toda vaca quer romance. Quer rabinho levantado de arrepio hahaha
Bj

8 de outubro de 2007 23:10  
Anonymous Adao Braga disse...

Só pra musicar:

"E quando eu falo
Que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada"

9 de outubro de 2007 01:35  
Anonymous Dr. Long disse...

Ah, o bailado...
Praticamente uma arte morta, nesses tempos de fica-beija-trepa-qual-o-seu-nome-mesmo.
Eu, como sou um homem conservador, gostava muito do tempo em que os homens comiam as mulheres, sabem.
Nesses tempos modernosos, onde a oferta de mulheres aumentou muito e, obviamente, a procura diminuiu, poucos sabem o prazer da boa e velha dança do acasalamento (TM Jim Henson, Familia Dinossauros).
A tensão sexual do tango já não mais é apreciada, hoje o que vale é "fiquei com 48, beijei 83". Números, vangloriar-se por números apenas. Triste mundo esse...
Triste, mas realmente eu não sou homem de negar piroca a mulher, então aproveitemos. :-D

9 de outubro de 2007 02:46  
Blogger André Moinhos disse...

Intelectual vaca DM,

Jogo da sedução?! Sim e não?! Tudo isso é válido. Aquele charme inicial, troca de olhares, insinuações...

Na minha opinião, isso é conquista.

Agora, na hora do vamos ver, quando está cara-a-cara, olhando no olho do outro, a respiração trava e os dois só querem uma coisa em comum... Se rolar um não é broxante!

Adoro vacas charmosas, mas na hora do pega-pra-capar, se ela quer tem que demonstrar tb. Isso faz bem pro ego bovino! Acredite!

Beijocas

9 de outubro de 2007 09:15  
Blogger AcidoCloridrix disse...

Brilhante essa tua analise do comportamento dos bois e vacas em manada,,,, mereces uma lambidela de lingua de boi bem comprida,,, chhlepppppp,,,, HCL

9 de outubro de 2007 11:57  
Blogger DrFox disse...

DM,

Gostei do texto e achei até divertido (mas comprido demais).

Fiquei matutando e acho que temos que dividir essa análise em duas categorias:

1) Manutenção (relacionamento pré-existente)

2) Jogo da sedução (relação latente, seja para longo, médio, curto ou curtíssimo prazo)

No primeiro caso, o tempo ajuda a mapear os sentidos o que facilita e as vezes torna monótono o jogo. Nesse caso, a exposição franca e aberta dos interesses parece render melhores resultados, sem contudo eliminar eventuais incursões nos joguetes amorosos.

No segundo caso, a coisa é totalmente implícita e darwinista, bem no estilo de vençam os melhores. Nessa seara tem que ser macho-alpha mesmo, ou o cara roda bonito. Claro a não ser que a Rapunzel pule do parapeito ao invés de jogar as tranças.

Como disse, o texto foi divertido, parabéns.

Bjs

9 de outubro de 2007 17:04  
Blogger Gustavo Gitti disse...

Genial o post! Aproveito e lhe convido ao meu post sobre a poética feminina, minha homenagem às blogueiras: www.nao2nao1.com.br

Abraço, Gu.

9 de outubro de 2007 18:33  
Blogger Ricardo Rayol disse...

sim, o charme é essencial. e essa do não ter nunaces deve colocar muitas mulheres em situaçõ desconfortável. por que não dizem assim: sim quero dar pra vc mas não agora nem hoje?

11 de outubro de 2007 11:06  

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