quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Quem vive de passado é museu!

Eu consigo entender o fascínio que o passado desperta na humanidade. Sou daquelas que acredita que estudar o que passou ajuda a entender o presente e até prever o futuro. Isso apenas quando o assunto é História, claro.

Mas gente, quando o passado em questão é o dos relacionamentos, minha opinião muda completamente: o que passou, passou. Simples assim. Acabou? Permita-se um tempo de luto ou de recarga de energias. Ou comemore a liberdade ansiada ou da sanidade mental restabelecida, se for o caso. Pronto? A vida continua, como dizem por aí. E notem que não estou falando só de amores, não. Falo de relações interpessoais em geral. E falo de sentimentos que não deveríamos guardar, também.

Não consigo entender essa gente que passa - ou eu deveria dizer desperdiça - uma vida inteira por um amor acabado ou mal-resolvido, um ódio incubado, uma inveja (não das brancas, DM!) entranhada, uma competição perdida, uma amizade terminada, uma (juro que existe isso, eu sei!) vingança que se quer executar. Quanto tempo, energia e até recursos são gastos por essa gente que vive do que passou... Os museólogos, paleontólogos e arqueólogos dos relacionamentos remoem o passado. E se esquecem do presente e do futuro.

Vacas, principalmente, têm memória de elefante. E quando se apegam aos passados, o fazem com com força, garras e dentes. Coisas de mulher-vaca... É bom ficar de olho... Já disse: vacas magoadas são forças da natureza, terremotos, vendavais, tornados, temporais, tsunamis...

E eu? Ah, já fui arqueóloga, sim. Hoje, cuido do presente, de olho no futuro...

8 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Eu vivo do passado... Dói... :-(

"Os museólogos, paleontólogos e arqueólogos dos relacionamentos remoem o passado". Adorei isso... Aliás, adoro o blog de vocês, meninas.

21 de fevereiro de 2008 17:44  
OpenID adaobraga disse...

Um arqueologo, um paleantologo, são homens interessantissimos.
pois quanto mais velha a "coisa" mais ele se interessa!

Pense em ter um paleantologo na sua velhice... kkkkk

21 de fevereiro de 2008 21:08  
Blogger Eu e Ela disse...

Querida, citei o excesso de memoria feminina num post outro dia, vaca não esquece nada, não sei se é pra defesa ou ataque,
pior que vivem mal o presente e nem pensam no futuro...

Beijinhos

22 de fevereiro de 2008 00:02  
Blogger Bill disse...

Você tem razão, Aninha! Conheço um cara assim. Há oito anos, só fala num assunto, só pensa no que acabou. Uma lástima! É rico e podia encher a casa de mulher! É o que eu faria!
Bjoooooooooooooosssssssssss!!

22 de fevereiro de 2008 07:16  
Blogger Ana Paula disse...

Anônimo, vamos deixar o passado passar... É clichê mas é verdade: pra frente é que se anda!


Adão, hahahahah! Me escangalhei de rir com seu comentário! Já estou tentando, agora, garantir um paleontólogo pra minha velhice!


Sarah, essa memória de elefante bovina é que nos atrapalha...


Bill, e Deus lá dá asas a cobras??? Já pensou se fosse você? Ia encher a casa de mulher e torrar toda a grana... Hahahahaha!


Beijos!!!

22 de fevereiro de 2008 08:10  
Blogger Ricardo Rayol disse...

eu não sou de remoer, mas tenho uma lembrança que teima em me perseguir. e tem horas que parece que pesa mais que tudo.

22 de fevereiro de 2008 10:28  
Anonymous Beth disse...

Vixi!!! Também não sou de remoer...a única coisa de passado que curto são minhas fotos de quando eu era pequenininha lá em Recife.
Quem gosta de passado é museu, professor de história e arqueologo.

bjs

22 de fevereiro de 2008 13:29  
Anonymous nefelibata disse...

Meu... adorei tanto que peguei uns trechos e colei no meu blog!

Claro, com a autoria...
relaxa!

um abração!

*(^_^)*

22 de fevereiro de 2008 15:41  

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